Acesso à elite: Bragança ficou em preto e branco, com a invasão da torcida de série A

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das fotos: PontePress

A imagem na TV ilustrava claramente a situação no estádio Nabizão na tarde de ontem. Quando o lance se desenrolava tendo as arquibancadas destinadas à torcida do Bragantino, uma imensidão de concreto era o que se via, com no máximo um ou outro ser humano passando por ali. Mas quando a bola estava rolando em frente aos espaços reservados para a torcida alvinegra, uma maré em preto e branco tomava conta da telinha.

“Ponte Macaca querida”, “Ponte-ê-ê”, “A Macaca voltou” e outros grutos de guerra bem conhecidos do Majestoso era tudo o que se ouvia no estádio onde a maioria esmagadora dos quase oito mil pagantes – e dos que tinham direito a grauidade também – era de torcedores da Ponte Preta, o time que venceu mais uma vez, recuperou a liderança e voltou para a elite do futebol.

Em caravanas de ônibus e carros, ou até mesmo a pé (afinal, existem muitos Macacos em Bragança, sim, senhor!), o torcedor respondeu ao chamado do time, invadiu Bragança Paulista e pintou o estádio no único colorido preto e branco que existe, as cores do manto sagrado do primeiro time de futebol em funcionamento ininterrupto do Brasil.

Restam agora quatro rodadas para que a Ponte possa conquistar algo maior e a força da torcida é cada vez mais necessária. No próximo sábado, o destino é Santa Catarina, depois virão os dois Américas, na terça e no sábado em casa – cheia, lotada – e por fim o Náutico fora. Perto ou longe, não há dúvida que se a torcida pontepretana estará presente e soltando os pulmões para incentivar os jogadores em campo. E que ninguém se surpreenda se Joinville amanhecer alvinegra, afinal, se até Buenos Aires já acordou em preto e branco, por que não?

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