Kleina manda recado à torcida: “Contra o Coritiba, queremos estar perto de vocês e agradecer”

A imagem do técnico Gilson Kleina de joelhos, emocionado com a vitória contra o Confiança – e a consequente manutenção da Macaca na série A – diz praticamente tudo. À felicidade e ao alívio demonstrados naquele ato, o treinador só tem a acrescentar uma coisa: a gratidão à torcida.  “Não foi um grande ano, mas tivemos um final feliz.  E espero que a nossa torcida compareça no jogo contra o Coritiba, possa apoiar e incentivar o grupo que se dedicou a ela e à instituição. E, ao mesmo tempo, queremos estar perto da torcida e agradecer de coração por tudo que fez pela gente”, afirma.

Ele acrescenta:  “A gente sabe da cobrança, mas também do amor inexplicável da torcida. A paixão é inerente ao pontepretano. Isso facilitou meu trabalho, sempre agradecendo o trabalho de todos. Sozinho eu não teria tido esse êxito. Para mim foi um ano de muito aprendizado e a  permanência foi como um titulo, um sentimento de alívio, a responsabilidade era muito grande. Uma coisa que eu sempre falei é que o trabalho é árduo, mas ele recompensa.”

Sobre a partida em si, GK tece comentários.  “Mais uma vez foi com entrega, mais uma vez confiando.  Quando acabou o jogo, eu desmoronei, agradeci a Deus. Vocês não têm noção do alívio, do peso que sai das nossas costas. Todos estavam com essa pressão, mas eu não queria demonstrar isso para os atletas. Tinha de colocar alegria no coração. Quando acabou a rodada no dia anterior, os atletas estavam no lanche, e vi todos vibrando com os resultados, pensei que estava todo mundo envolvido e mobilizado. E ontem o grande feito foi a coragem, com foco, objetivo…só dependia da gente e a gente saiu fortalecido desde vestiário”, diz.

Parte desse fortalecimento, revela, veio da preleção antes da partida decisiva de sábado, na qual usou como exemplo uma torcedora da Ponte Preta muito especial: a alpinista Aretha Duarte, primeira mulher negra sulamericana a conquistar o pico do Everest. “Eu tive a oportunidade e o privilégio de ver uma entrevista com ela, que tem uma história de superação e atitude, e coloquei isso na palestra. Falei que ela fez a escalada em duas partes, primeiro conseguiu  arrecadar recursos e depois teve uma estratégia para subir a montanha. E que a nossa escalada ontem era  de quarenta e seis pontos, nós sabíamos da dificuldade, mas com foco em nosso objetivo, como a Aretha podíamos chegar lá”, conta.

O treinador faz um pequeno balanço sobre a Macaca na competição. “A Série B, cada ano que passa, fica ainda mais difícil. É quase uma Série A disfarçada, com tantos times tradicionais na elite. Passamos por muita coisa, muito foi feito nesse processo, trabalhamos com uma equipe em formação boa parte do tempo. Só depois de 12, 13 jogos que a gente começou a ter um time. Quando cheguei, o Ivan e o Rayan, por exemplo, estavam machucados, os atletas chegando necessitando de um período para entrar em forma. Até por isso no segundo turno tivemos um desempenho muito melhor, se tivéssemos conseguido isso no primeiro a história teria sido diferente”, acredita.

Ele finaliza mandando um recado para toda a torcida, que espera ver no jogo marcado – até o momento – para a tarde de domingo (28). “Não é a luta que a gente queria, mas temos que ter leitura pelo que aconteceu, e conseguimos nos manter pelo trabalho e união de todos, elenco, comissão e de toda a diretoria. Sofremos juntos e estamos fazendo nossa entrega. Sabemos do sofrimento do pontepretano, mas tenho certeza que a partir do ano que vem a Ponte pode dar um passo à frente. É fazer uma Ponte vitoriosa, uma Ponte campeã. Esse é o lema.”

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