Kleina explica tática utilizada contra o São Paulo e valoriza conquista de mais uma vitória no Brasileirão

Pontepress/FábioLeoni

Após a vitória de 1 a 0 sobre o São Paulo, na tarde desse domingo (4), o técnico Gilson Kleina explica a tática que utilizou na partida, assim como as mudanças feitas no segundo tempo, que conduziram a Ponte à conquista de mais três pontos. “A melhor maneira de tentar neutralizar a equipe deles era fazer linhas aproximadas com velocidade. Jogamos sem primeiro volante. Se eu trouxesse o Elton como primeiro, mexia em duas posições porque o Jadson não faz a função. Entendia que essa forma era a melhor maneira, ciente de que o adversário joga de forma diferente”, diz.

O técnico acrescenta que chamou a atenção dele a movimentação de Luís Araújo e Marcinho, que caia nas costas dos laterais. “Isso sobrecarregava o João Lucas. No intervalo conversamos, posicionamos diferente e preenchemos o meio-campo. Foi um jogo difícil, mas fazia tempo que não trabalhava tanto no jogo para mudar essas variações. Ainda bem que fizemos a leitura, as coisas correram bem, com a vitória em casa, que da mais confiança e tranquilidade”, comemora.

Ainda sobre o trabalho tático, Kleina destaca a etapa final apresentada pela Macaca. “A estratégia do segundo tempo fez com a equipe crescesse muito. Tecnicamente, não resta dúvida, que os jogadores foram diferenciados. E quando Sheik centralizou o homem da sobra, que era o Maicon, acabou essa bola por dentro. Ela era conduzida pelo Rodrigo Caio ou pelo Lucão. O Caio tem mais qualidade e começava a armar a equipe do São Paulo. Mas era só ele”, conta o técnico, que prossegue:

“Nós tínhamos a marcação nos dois volantes deles. Tanto o Cícero, quanto o Jucilei já não tinham a progressão. Essa bola já não chegava nos dois e quando ela chegava nos meias nós dobramos a marcação. Tanto que quando roubamos a bola o campo ficou grande para nós e temos uma transação muito rápida. A equipe evoluiu, ficou consistente, foi superior ao adversário no segundo tempo e foi merecedora da vitória.”

O comandante da Macaca ressaltou as alterações feitas na estrutura ofensiva da equipe. “Mudamos o posicionamento do Lucca. Eu tenho que colocar movimentação na frente. Entendo que tanto o Lins e o Lucca tem essa condição. Fizeram muito bem isso contra o Atlético Mineiro e no primeiro jogo contra o Sport ele também participou, mas a linha estava adaptada ao Clayson. Estamos tentando fazer com que ele preencha mais o espaço, para que tenhamos essa movimentação de cair pelos lados. São jogadores que começaram agora a trabalhar jogando de costas”, revela Kleina, que valorizou a estreia positiva de Emerson Sheik no ataque da Ponte.

“O Emerson tem mais facilidade de prender a bola, entende o posicionamento dos zagueiros e na hora que ele consegue segurar a nossa equipe se aproxima. Ele fez o nosso desafogo. Quando o Emerson entra em campo, há um desequilíbrio emocional no adversário. Não resta a menor dúvida. É um cara vencedor, com estrela, que preocupa, porque ele é diferente. É um atleta que sabemos o nível que ele pode jogar e sempre atuou em alto nível. Nossa preocupação é o lado físico. Nós o colocamos para jogar 45 minutos. O fisiologista e os preparadores físicos me olharam bravos, mas a vitória esta aí, que é o mais importante”, brinca.

 O técnico finaliza elogiando o elenco. “Estamos fazendo grandes jogos, fomos na final do Paulista e criamos uma mentalidade vencedora que dá gosto de ver. Fico muito orgulhoso de essa equipe ter feito uma vitória em cima de um gigante”, completa.

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