Kleina avalia equipe contra o Gimnasia e diz que, apesar do empate em casa, Ponte tem condições de buscar a classificação na Argentina

 

Foto: PontePress/DjotaCarvalho

 

O técnico Gilson Kleina comentou o resultado de empate em 0 a 0, contra o time do Gimnasia Y Esgrima, na noite dessa quarta-feira (5), no Majestoso, nesse que foi o primeiro duelo entre as equipes pela 1ª fase da Copa Conmebol Sudamericana. Para o treinador, a Macaca tem condições de voltar classificada da Argentina.

 

“Está tudo em aberto. Se nós formos competentes em fazer um gol lá fora, eles são obrigados a fazer dois. E qualquer empate é nosso, porque o 0 a 0 é pênalti. É claro que eu entendo que eles vão ter uma outra postura dentro da casa deles. Nesse primeiro jogo, a leitura que eu faço é que eles fizeram uma marcação muito forte, e eles tem paciência para isso. Era o dia de tentarmos arremates de fora da área e isso aconteceu, com o goleiro deles soltando algumas bolas. Faltou um pouco mais de presença de área e tivemos também profundidade com o Nino, cruzamentos, mas não conseguimos antecipar essa bola e nem brigar com os zagueiros. Depois optamos por jogadores de drible, para tirar a marcação, pois eles dobravam pelos lados. Conseguimos que o lateral deles fosse em cima do Pottker e abrisse de vez o corredor para o Nino, colocamos o Yuri para brigar pela bola dentro da área, mas mérito deles que congestionaram a marcação. É uma equipe que veio com esse propósito, tentamos propor o jogo, tivemos as maiores ações, com mais finalização e posse de bola, mas não resultamos em gol. Temos que ter tranquilidade, a equipe lutou e o espírito desses atletas mais uma vez tem que ser enaltecido. Vamos para a Argentina, ser inteligentes lá também e ver qual postura que o Gimnasia vai posicionar lá para trazermos a classificação”, explicou o comandante.

 

O treinador pontepretano também fez observações sobre o quarteto de arbitragem colombiano, que não marcou dois pênaltis para a Ponte, além de ter expulsado Lucca por ofensa, que, segundo Kleina, não aconteceu. “Nós precisamos fala para a Conmebol, que quando houverem jogos contra equipes brasileiras, coloque ao menos um quarto árbitro brasileiro. O Lucca não fez ofensas ao árbitro. Na hora que eu falava com o bandeira, ele dizia “no compreendo”. Então porque está apitando o jogo contra nós? Os quatro que apitaram aqui conversaram super bem com os atletas deles e nós, dentro das nossas limitações, tentávamos nos expor”, afirma o técnico, que projeta um adversário com uma postura diferente em La Plata.

 

“Sabemos que lá tem uma pressão forte. Temos que chegar preparados para isso, mas foi o primeiro jogo em que tínhamos que tentar propor o jogo para apurar. Fazendo o gol queríamos saber se o treinador iria manter essa postura com uma linha atrás ou tentar algo diferente. Vieram com essa situação e não vejo nenhuma vantagem deles com o 0 a 0. Podemos ter a vantagem toda nossa se formos inteligentes saber segurar o ímpeto deles no início do jogo, mas se pressionarmos, fazermos nossas artimanhas, que é fazer essa bola rolar e os atletas verticalizarem o jogo, além de valorizar as bolas aparadas que tivermos, temos totais condições de voltar classificados. Vamos trabalhar para o jogo de volta, mas é um jogo de cada vez e pensar no jogo de segunda-feira”, ressalta.

 

Kleina também avalia dois atletas que estão se destacando nos últimos jogos do time: Clayson, que ontem entrou na segunda etapa, e Reinaldo, zagueiro de origem, mas que tem atuado pela lateral esquerda.

 

“O Clayson é fundamental para nós. Só poupamos por conta de exames físicos. Um menino rápido, que vem há três jogos sendo o jogador que mais sofre faltas e que tem momentos do jogo que correr 60 ou 70 metros para marcar um lateral. Tem uma intensidade fortíssima e é um jogador nessa reta final que não podemos perder. Temos que ser justos com as avalições e nesses quatro dias que antecedem os jogo contra o Santos vamos poder avalia-lo melhor. O planejamento foi certo”, revela o treinador, que fala sobre Reynaldo.

 

“É um garoto que está se superando. Ficamos muito orgulhoso com um jogador de personalidade, que sabe que está entrando para fazer uma marcação. Não exijo dele uma linha d fundo, mas eles se apresenta, dá uma opção pelo lado esquerdo. É um menino que treinou a vida toda de zagueiro e daqui a pouco tem que jogar pelo lado do campo, pegando jogadores que tem o drible. E ele está se saindo super bem. O mérito é todo do Reynaldo. Não é a posição d origem, mas quantos jogadores começaram em uma posição e depois se deram bem em outra. Nesse momento, na carência que temos, ele está suprindo e está de parabéns, junto com o conjunto do grupo”, completa.

 

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