Josimar, Gil, Mário Sérgio: sempre lembraremos #ForçaChape

Dentro de uma tragédia de grandes proporções, como a que vitimou mais de 70 pessoas entre integrantes da Chapecoense, jornalistas e equipe de bordo do avião que transportava  a equipe até Medellin na noite de ontem (28), é difícil individualizar dores ou lamentar mais um único ponto de uma tristeza tão avassaladora. A Associação Atlética Ponte Preta, contudo, além de se solidarizar com a Chapecoense e as famílias de todas as vítimas, não pode deixar de prestar homenagens aos volantes Josimar e Gil, e ao ex-meia Mário Sérgio, trio que vestiu e honrou o Manto Alvinegro.

Josimar  defendeu a Macaca por 113 jogos e marcou quatro gols. Jogou nas temporadas de 2010/2011, nesta última tendo sido parte do time que garantiu o acesso para série A. Depois, retornou em nova passagem, em 2014/2015. Nesta segunda passagem, aguardou impacientemente a resolução de problemas burocráticos que o impediam de jogar.

“Eu estou com sangue nos olhos. Não aguento mais ficar em casa, assistindo jogo, minha família quer me ver jogar. Eu me sinto bem jogando. É a única coisa que sei fazer e quero estar em campo”, dizia. Conhecido pela seriedade e empenho ao qual se dedicava ao trabalho e ao time, era uma pessoa tranquila, alegre, sempre disposta a ajudar. A primeira vista um pouco tímido, Josi, como era chamado, também gostava de brincar com os amigos e tinha ótimo humor.

Aos 30 anos, Josimar deixou a esposa e filhos, que eram seu grande foco, como chegou a dizer inúmeras vezes ao site oficial da Macaca: “Depois de todo jogo, da concentração, o que mais dá prazer é chegar em casa com a vitória e abraçar teus filhos. Você entrar em campo, sai vitorioso, volta para casa para abraçar a família e ver a torcida da Ponte feliz da vida.”

O volante Gil, que estava com 29 anos, também defendeu a Macaca em 2011, por 19 jogos. Apontado por muitos como uma pessoa mais tímida e introvertida, Gil – que se ruborizava quando alguém brincava com seu nome de batismo, José Gildeixon –  também era conhecido por sua raça em campo e cobrava forte quando a equipe perdia. Na eliminação da Copa do Brasil na qual a Macaca perdeu para o Goiás, por exemplo, disparou: “O torcedor está certo em vaiar o time. Não jogamos bem, e fomos derrotado deste jeito. Mas agora, temos que esquecer e já focar o Paulista, pois temos um jogo de seis pontos no final de semana. Temos que voltar a vencer."

Mário Sérgio, atualmente comentarista da Fox Sports, foi meia da Macaca em 1983 e foi colega de Dicá – depoimento dele pode ser visto na recente obra em livro e documentário lançada sobre o mestre. Tinha 66 anos e  seu nome figurava no livro "Os 100 melhores jogadores brasileiros de todos os tempos", de Paulo Vinícius Coelho e André Kfouri.

Neste dia triste, em que nossos corações e orações estão com a Chapecoense, a cidade de Chapecó , os profissionais e as famílias, nossa lembrança especial a este trio de guerreiros que defendeu a camisa pontepretana. Josimar, Gil, Mário Sérgio: sempre lembraremos #ForçaChape

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