Após virada emocionante, Jorginho destaca: sou líder de um grupo de homens, de caras que estão a fim de vencer e não se entregam

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PontePress/VictorHafner

 

 

A Ponte Preta venceu o Vasco de virada por 2 a 1 na tarde de domingo (27), após ter empatado a partida quando tinha um jogador a menos e ampliado no finalzinho do jogo. O treinador Jorginho fala sobre essa emocionante partida, que levou a Macaca à 17ª posição, três pontos atrás do Fluminense, primeiro fora da zona de rebaixamento.

 

“O espírito dessa equipe pode ser exemplificado pelo Fellipe Bastos, que é um jogador que pertence ao Vasco e não pode jogar ontem, mas estava ali atrás do banco e não parava de vibrar, deu soco no ar comemorando gol, gritou Macaca o tempo todo, chamava a torcida para apoiar o time. Fico até um pouco emocionado de dizer isso. Esse é o espírito da nossa equipe, de união, de todos acreditando, fazendo tudo o que podem. Eu sou líder hoje de um grupo de homens, de machos, de caras que estão a fim de vencer e não se entregam”, afirma Jorginho.

 

O comandante da Macaca acredita que o bom desempenho do time nas últimas rodadas está mudando a visão que os outros têm da Ponte. “O mais importante é a minha convicção no trabalho e naquilo que eu e a comissão técnica acreditamos. Não tenha dúvida que muita gente já está começando a mudar o pensamento em relação à Ponte Preta. Até umas cinco rodadas atrás, nós já estávamos como um clube possivelmente rebaixado junto com o Náutico e agora as coisas estão começando a mudar”, diz.

 

O treinador ainda ressalta o apoio da torcida e lamenta não ter tido a oportunidade de atuar pela Ponte Preta com jogador. “Sem demagogia nenhuma e nem querendo fazer média com ninguém, eu gostaria de mais de ter jogado neste clube. Eu fico arrepiado de ver essa torcida, o quanto ela sofre há 113 anos sem um título e ela é fiel. Lotou o estádio e esteve o tempo todo apoiando sem vaiar”, agradece Jorginho.

 

O treinador fala também sobre o gol contra do zagueiro Diego Sacoman – originado de uma jogada irregular na qual houve impedimento do Vasco não marcado pelo árbitro. “Eu disse a ele que são coisas que acontecem, eu mesmo marquei três gols contra na carreira e ele não devia se importar no que estavam dizendo sobre ele, mas sim acreditar no potencial que eu vejo nele”, diz o treinador, acrescentando que todo o elenco apoiou o defensor.

 

O treinador finaliza afirmando que a classificação para as quartas de final da Total Sul Americana e a vitória de ontem motivam o time para atuar bem contra o Vélez Sarsfield na quinta, pelo torneio internacional, e enfrentar na sequência o Criciúma, novamente pelo Brasileirão.

 

“Temos que nos manter humildes, fazer o simples e continuar a caminhada. Ontem não foi um grande jogo em termos de futebol, mas vencemos na raça, no coração. Agora vamos focar na Sul Americana mais uma vez e depois vamos a Criciúma focados em uma vitória ou minimamente para pontuar, de modo que em quatro ou cinco rodadas estejamos realmente fora do Z4”, conclui.

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