Jogo sujo: recém-convocado pela Seleção Brasileira, goleiro Lucão do SUB17 é aliciado pelo São Paulo, que mais uma vez demonstra não ter ética nem respeito a outros times

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PontePress/DJotaCarvalho

 

Demonstrando mais uma vez não ter respeito às demais agremiações brasileiras, o São Paulo Futebol Clube aliciou o goleiro Lucão – jovem talento alvinegro que acaba de ser convocado pela Seleção Brasileira – e, passando por cima de conceitos básicos de ética, levou o arqueiro de 15 anos para treinar em Cotia. “Desde o ano passado todos os times já estão protestando contra o tipo de assédio imoral praticado pelo São Paulo, que mais uma vez deu o bote e passou por cima de todo um processo, um trabalho desenvolvido com um menino desde os 11 anos de idade”, diz, indignado, o diretor alvinegro Francisco Kiko Marques.

 

Lucão completa 16 anos em dezembro e só então poderia legalmente assinar contrato com qualquer clube. “Nós já tínhamos oferecido a ele um aumento da ajuda de custo que praticamente igualava o valor do contrato que seria assinado, até porque esse menino já iria para o profissional como quarto goleiro no ano que vem.  Ele se destacou na Copa do Brasil, onde defendeu pênaltis e até marcou gol de goleiro, e nós da Ponte fizemos todo um trabalho mostrando o valor dele para a CBF, já pensando que merecia estar na Seleção. Cruzeiro e Corinthians vieram nos procurar, da maneira correta, e foram informados que não tínhamos interesse. O São Paulo, porém, foi falar com empresário e direto para cima da família, fez jogo sujo”, critica Marques.

 

Ele conta que os profissionais da Base desconfiaram que havia alguma coisa, mas tanto a família quanto o empresário do jovem atleta negaram. “Há dez dias, a Ponte obteve o certificado de clube formador e imediatamente entregamos contratos de reconhecimento de formação aos atletas, sendo que o Lucão foi um dos primeiros. Porém o empresário não entregou de volta e, ele que sempre chegava antes a reuniões, não apareceu quando chamado e dava justificativas pouco plausíveis para a ausência. Sempre que questionados, família, jogador e empresário garantiam que não existia nada com o São Paulo, mas agora o Lucão está lá. É decepcionante”, desabafa.

 

Marques revela que, mesmo sem ter assinado o reconhecimento de formação, a Ponte tem provas de que desde os 11 anos Lucão está nas categorias de Base da Macaca e lutará na Justiça pelos direitos que tem ao jogador. Um novo protesto formal está sendo encaminhado ao São Paulo e a todos os órgãos representativos do futebol, bem como será levado à associação das categorias de base dos times brasileiros – órgão que neste ano já promoveu um boicote aos torneios de base que o São Paulo participaria e que é formado por praticamente todos os times do Brasil, menos a própria equipe paulistana e o Atlético Paranaense.

 

“Vale lembrar que em abril deste ano o então treinador Ney Franco, com toda sua história na seleção brasileira de Base, contou ter participado de reuniões com a base do São Paulo pedindo mais ética, mas pelo visto isso não adiantou nada. De nossa parte, além da indignação e das ações que tomaremos, ao menos ficamos mais tranquilos porque todos os demais atletas que se destacaram no SUB17, e que temos certeza que ainda trarão muitas alegrias para a Ponte, já têm contratos assinados. No entanto,  espero que todos os times que já sofreram com estas ações absurdas do São Paulo mais uma vez levantem a voz contra este jogo imundo praticado por eles, com novos boicotes e até atitudes coletivas mais duras”, finaliza.

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