Trabalho de ponta: saiba como as avaliações pré-campeonato feitas pelo Ponte-IMAP garantem para a Ponte índices de lesão de atleas que estão entre os menores do Brasil

Jogar na Ponte Preta significa passar por avaliações médicas e clínicas rigorosas que se começam desde antes do calendário do Futebol entrar em vigor. O protocolo, exigido e aplicado pelo Instituto de Medicina e  Avaliação da Performance (IMAP), tem dado resultados comprovados ano após ano. “Em 2015, por exemplo, fomos um dos times que menos teve lesões durante todo o Campeonato Brasileiro e nossa expectativa é repetir este feito em 2016. Isso começa justamente nas avaliações pré=participação que estamos realizando neste início de semana”, diz Roberto Nishimura, chefe do Departamento Médico da Ponte Preta.

Ele explica que nestes primeiros dias d trabalho, os jogadores são divididos em grupos e passam por diversos testes, divididos em estações específicas de trabalho. “Neste ano, a exemplo do anterior, conseguimos fazer todas as avaliações dento no estádio Moisés Lucarelli, dentro do IMAP. É um grande orgulho pra nós e também positivo para o time, porque ganhamos tempo e integração dos resultados. Cada estação de avaliação é próxima da subsequente, então resultados são praticamente imediatos, o que possibilita agilidade maior para fornecer dados para a comissão técnica poder avaliar os trabalhos que irá desenvolver mais rapidamente”, esclarece.

Fotos: PontePress/RodirgoCeregatti

A primeira estação de avaliação é a médica. “Na estação 1 o jogador é avaliado pelo doutor Hesojy Gley. Ele aplica o questionário médico da FIFA, faz a entrevista médica e o exame físico, clínico e ortopédico”, explica.

Na segunda estação, são realizados os exames laboratoriais. “O laboratório Emílio Ribas veio ao estádio fazer a coleta dos exames de sangue. Por meio deles nossos departamentos de Fisiologia e Nutrição trabalharão os parâmetros necessários para o desenvolvimento correto nestes setores e o departamento médico descobre eventuais problemas clínicos que necessitem tratamento”, diz.

Na terceira estação, são realizados exames fisiológicos.  “O professor Norberto, nosso fisiologista, faz o teste de salto, uma avaliação que detecta a impulsão do jogador. As próximas avaliações fisiológicas acontecem em campo posteriormente, sob orientação do prórpio Norberto e dos professores Lucas e Caio.”

Na 4ª estação, a cardioligista alvinegra Georgina Crespi faz os ecocardiogramas. “Nestas avaliações cardiológicas, por meio de ultrassons, avaliamos o funcionamento, contratilidade e tamanho do coração", diz,

Na mesma estação, o cardiologista Fernando Cardoso, também da equipe alvinegra, aplica o texto ergométrico, ou seja, a avaliação cardiológica com o jogador na esteira.

Por fim, na última estação, é realizada a avaliação isocinética. “Nossos fisioterapeutas Ricardo, Eduardo e Rodrigo avaliam por meio do equipamento isocinético o equilíbrio e força muscular de cada atleta nesta estação”, conclui Nishimura.

Ele ressalta que todas essas avaliações são fundamentais neste momento que antecede às campanhas do time.  “Primeiro porque a saúde  vem em primeiro lugar, e estes exames possibilitam detectar quaisquer riscos existentes já neste início, e segundo para estabelecer os parâmetros das condições físicas atuais para determinar a programação de treinamentos. É importante ressaltar que fazemos a avaliação e seguimento individual de cada atleta para dar máximo de rendimento a ele com um mínimo ou nenhuma lesão. Saber isso tudo agora é o que nos possibilita prevenir  e minimizar índices de lesão. Essas avaliações de parâmetros físicos são repetidas ao longo da temporada”, pontua.

Nishimura enfatiza que a interligação entre todos os departamentos para a realização dos exames é muito positiva. “Isso nos dá um raio-X instantâneo de cada atleta e nos diz quando precisamos atuar, controlar carga de treino, intervir pra prevenir lesão, deixando o jogador à disposição na maior parte do tempo para a comissão técnica colocá-lo em campo. Ou seja, o jogador já inicia os treinos com a Comissão sabendo de sua condição.”

Ele ressalta ainda que a  pré-temporada dá a base do ano todo. “É nela que trabalhamos a base física para passar a temporada em si sem grandes intercorrências. Atletas que vem de outros clubes sem fazer pré-temporada acabam demorando para entrar no ritmo, mas aqui seguimos esse protocolo que vem dando certo”, finaliza.

 

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