Hélio dos Anjos comanda treinamento e diz que meta inicial é mudar o comportamento para sábado

Foto:PontePress;DiegoAlmeida

 

O treinador Hélio dos Anjos chegou a Campinas para assumir o comando da Ponte Preta e, já manhã desta quinta-feira (24), comandou o primeiro treino da Macaca. Apresentado oficialmente pelo coordenador de futebol alvinegro Luís Fabiano (que ressaltou se tratar de um “profissional experiente, grande treinador, acostumado a lidar com times de massa e vai ajudar muito a Ponte”), o técnico respondeu na sequência a perguntas da imprensa.

Hélio dos Anjos, que nesta sexta capitaneia mais um treino pela manhã e depois segue viagem para enfrentar o Mirassol no sábado, falou sobre diversos temas, confirmou que já selecionou os atletas para viajarem e que caberá a ele a escalação do time já no sábado, e destacou a que a grande mudança esperada na rodada do final de semana é de comportamento do time. Confira a seguir os principais trechos da entrevista com o treinador.

Elenco da Ponte

No momento em que a gente está chegando, não vou criar uma análise mais profunda. No treinamento de hoje nem todos jogadores puderam participar e estamos vivendo muito de informações, de  conversas com a comissão. Naturalmente vou filtrar isso, ver o que pode ser acrescentado, melhorado. O que nós precisamos fazer é recuperação técnica, física e psicológica. Um momento sem vitórias cria sequelas e precisamos administrá-las. Temos grupo mesclado de experiência com juventude, mas precisamos aumentar e melhorar alguns fatores que vão muito em função do treinador que está chegando. É um momento de recuperação e recuperação é feita com sacrifício, temos que sentir dor para nos recuperarmos bem e oferecer ao nosso torcedor e à entidade o melhor de nós. É um momento crucial, mas que me dá muita confiança de alcançar com o que nós queremos.

Comparação entre a Ponte de hoje e o Náutico em 2020

Com o Náutico naquela ocasião tínhamos mais jogos em disputa, mas na minha visão tínhamos mais problemas. Tivemos mais tempo, porque não foram quatro jogos, mas cada clube tem suas características, sua forma de ser. A Ponte tem tradição – e já senti isso na pele jogando contra – de vender caro o resultado, de ter participação efetiva do torcedor. Acredito que aqui tenhamos mais subsídios para buscar a recuperação. Vejo uma condição muito boa para isso.

O que pode mudar antes de sábado

O comportamento, temos que mudar isso. Não posso falar que com dois treinos o time vai fazer taticamente e tecnicamente o que eu quero. Gosto de criar na minha equipe uma identidade própria, mas não vou conseguir isso com dois treinamentos. Então o que quero para esse jogo é mudança de comportamento e depois, na sequência, aí sim introduzirei uma estrutura tática diferente do que a Ponte vinha jogando para conquistar uma desenvoltura também diferente, mas não consegue isso com dois treinos. Então precisamos lembrar que esse jogo de sábado é decisivo e vamos ser acima de tudo muito fortes, principalmente no emocional. No treinamento de hoje já mostrei o comportamento que eu gosto e que vai ser necessário pra gente se recuperar no Paulista.

Por que aceitou vir para a Ponte?

Aceitei pelo privilégio de trabalhar num clube de massa e muito tradicional do futebol brasileiro. Me senti privilegiado, não precisei mexer muito com minha cabeça para aceitar: quando fui procurado me lembrei de jogos passados aqui da Ponte, das conquistas da Ponte, da tradição de revelar jogadores. Sou hoje um privilegiado de ter a oportunidade de comandar a Ponte Preta.

O que é mais importante no momento?

Tudo é prioridade, mas o c comportamento tem que mudar, dentro de campo e no cotidiano. Cada treinador tem sua forma de conduzir o dia a dia, eu preciso da mudança e já mostrei isso para eles. E temos que ter um comportamento de jogo diferente. Se conseguirmos já no primeiro jogo, seria ótimo, mas ninguém aqui tem condição de fazer milagre acontecer: o que temos que fazer é trabalho. Vamos ter depois três semanas abertas e eu adoro semanas abertas, vamos ter condição de trabalhar. Eu acredito num crescimento da equipe e nas ações da equipe para esse jogo, acredito em mudança.

Análise de jogo

Assisti os jogos contra o Guarani e contra o Cascavel. São situações diferentes, mas há fatores que me chamam a atenção e precisamos acrescentar: compactação da equipe, time mais intenso transições mias rápidas, acima de tudo comprometimento tático e comportamento. Não adianta eu querer um modelo de jogo e o comportamento dos meus jogadores não oferecer isso. Então o aspecto psicológico tem de ser desenvolvido em paralelo com o técnico e tático neste momento. Mas é fundamental ter comportamento diferente do que tivemos nestes dois jogos que assisti

Como viu o jogo contra o Cascavel

A Ponte em vários momentos baixou a linha e ficou numa condição de jogar muito próximo do seu gol. Não gosto disso, gosto que jogue próximo do gol adversário. Isso sufocou muito a transição de bola, ficamos longe do gol oponente e com isso não tínhamos condições físicas de chegar na área deles. As composições defensivas também foram um pouco diferentes das que uso. Achei isso temeroso, tanto que aconteceu gol num momento psicológico muito ruim, no final do primeiro tempo. Isso mexe muito com o time, principalmente num que já veio muito abalado para campo.

Que define a escalação contra o Mirassol?

Estou vivendo de receber informações neste momento, mas a decisão é minha. Vou receber os subsídios e observar tudo, inclusive já relacionei quem viaja. Não tem por quê adiar isso, fazer um jogo me protegendo. O único que não pode ser protegido aqui é o treinador, tem que colocar a cara. Aas decisões vão ser tomadas por mim e são de inteira responsabilidade minha

Recado ao torcedor

Receber um convite para vir dirigir a Ponte depois de estar há apenas dez dias em casa é um privilégio, a gente que está no futebol me emociona. São 30 e poucos anos de bola, mas ser convidado por um time tão tradicional quanto a Ponte é um orgulho, é confiança, e confiança em criar ambiente que vai nos ajudar bastante. E ambiente se cria com relação positiva com a torcida. O torcedor da Ponte é guerreiro, a Ponte é guerreira e vai ter um comandante que gosta de guerrear, de criar sempre clima de decisão. Só que não se cria clima de decisão sem torcida. Meu desejo, meu pedido então é que o torcedor nos de um voto de confiança e abrace o trabalho e a Ponte Preta, porque nós vamos chegar longe, tenho certeza disso

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