Hélio diz que é hora de deixar lamentações para trás e afirma: Ponte é um dos grandes da série B

Foto:PontePress/DiegoAlves

A Ponte Preta já está treinando de olho na estreia no Brasileiro da série B, que deve ocorrer no final de semana de 9 de abril – ao mesmo tempo em que a diretoria alvinegra trabalha para consolidar uma reformulação no elenco. No comando dos trabalhos do elenco, o técnico Hélio dos Anjos diz que a tristeza do descenso no Paulista deste ano foi enorme, mas tem que ficar no passado, inclusive no aspecto emocional da equipe.

“Para mim a recuperação emocional já aconteceu, ela está na oportunidade de disputar uma competição muito importante no cenário nacional como a Série B. A Ponte é grande, almeja coisas grandes e temos o privilégio de dar continuidade ao trabalho numa equipe de ponta do futebol brasileiro, com a grandeza, a tradição e a torcida da Ponte. O rebaixamento está marcado e vai continuar marcado, mas não podemos ficar só no muro das lamentações: a vida continua, a Ponte necessita o máximo possível dos seus profissionais, e assim tem de ser feito”, diz.

Pensando na série B, o comandante pontepretano destaca que a presença de times que tradicionalmente estavam na elite deve ser respeitada, mas não temida. “Vasco e Cruzeiro viram nos últimos anos que camisa não pesa na série B, o caminho é diferente, times com mais poderio financeiro que caíram não definiram rapidamente o acesso. Hoje tem um equilíbrio de estrutura, que traz resultado. Sabemos que a série B é uma competição duríssima, mas a Ponte Preta é uma das equipes grandes na competição e não pode pensar em outra coisa que não seja o acesso”, afirma.

Esse pensamento, porém, passa pela mudança de perfil do elenco segundo o treinador. “O perfil não vai ser do Hélio, mas da característica do clube. Eu acho que temos de bater muito nisso, precisamos mudar o perfil atual do elenco, a reformulação é muito necessária em função do perfil que a gente quer. Eu gosto de jogador envolvido e dentro do clube, com bom nível de competitividade. A ideia é buscar jogadores com bom número de jogos nas últimas temporadas, eu parto desse princípio. Quero nomes com número bom de jogos, oito, dez quinze nesta temporada para amenizar o tempo de adaptação de olho na sequência da temporada.”

Hélio dos Anjos conta que está participando do processo de reformulação do grupo de trabalho. “É natural pelo nosso conhecimento, pela nossa experiência. Quero deixar bem claro que não sou treinador de enfiar a faca no pescoço da minha direção: ‘quero isso, quero isso, quero isso’. Tudo aqui é discutido, as condições do clube”, afirma, sem revelar nomes de atletas que devem chegar ou sair – a política da Macaca é apenas fazer confirmações quando as situações estiverem definidas.

“Existem negociações, que hoje no futebol ficaram muito complexas. Quando comecei no futebol, você falava com jogador e presidente do clube e estava resolvido, hoje não é assim. Mas nosso presidente e nossa direção estão incansáveis. Estou acompanhando, nossa participação é o tempo todo, seja presencial ou por telefone e mensagem. A Ponte está vivendo essa questão  24 horas por dia, eu posso garantir isso ao torcedor, para que as decisões sejam tomadas da maneira mais rápida possível”, afirma.

O treinado enfatiza que o grande responsável pela equipe é ele e lamenta não ter conseguido reverter a situação da Macaca nos três jogos que comandou o time no Paulista, e ressalta que o foco é justamente mudar o que ocorreu. “Vou trabalhar para ter o aproveitamento que tive em outras equipes para disputar o acesso”, enfatiza.

Por fim, Hélio dos Anjos responde a um questionamento da imprensa sobre a possibilidade de ter no elenco o volante Matheus Trindade, com quem trabalhou no Náutico. “É difícil falar individualmente sobre jogadores que não estão aqui, mas o Trindade jogou comigo um ano e meio no Náutico, 52 jogos. É um jogador intenso, é muito forte e para mim a principal virtude dele é a força mental. Quando cheguei ao Náutico, ele estava questionado, cobrado e deu a volta por cima. Isso é força mental, e a Ponte precisa dessa característica. Não estou aqui confirmando se ele vem ou não, mas tiver a oportunidade de um dia trabalhar com ele novamente, eu vou trabalhar.”

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