A quatro jogos de completar 100 com a camisa da Ponte, Guto já é o quarto treinador que mais comandou a Macaca nos últimos 20 anos; técnico analisa empate com o Goiás

 

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PontePress/VictorHafner

Guto Ferreira já fez e continua fazendo história no comando da Ponte Preta. Além da bela campanha neste Brasileiro, o treinador deverá alcançou uma marca de respeito na competição. O empate de ontem contra o Goiás foi a 96ª partida sob o comando do treinador, ultrapassando Nelsinho (95) na marca dos técnicos que mais comandaram a Macaca nas últimas duas décadas.

À frente de Guto estão agora Marco Aurélio (137), Vadão (129) e Gilson Kleina (115) – o ranking é estabelecido levando-se em consideração todas as passagens de cada profissional.  Com isso, o atual treinador alvinegro deverá completar uma centena de partidas capitaneando a Ponte em 5 de julho, na 11ª rodada, no jogo em casa contra o Palmeiras. Em passagens únicas, Guto está na quinta colocação, com 55 partidas no comando na atual fase – atrás de Abel Braga (58), Vadão (59), Marco Aurélio (69) e Kleina (115).

Sobre o empate contra o Goiás neste final de semana, que o levou a ultrapassar Nelsinho Batista, o “quase centenário” técnico Guto Ferreira enaltece a torcida pontepretana, que pela primeira vez neste Brasileiro da Série A pode ver sua equipe das arquibancadas.  “Em muitos momentos delicados na partida, nos sustentamos porque vinha o empurrão da arquibancada. Isso nós não podemos perder nunca. Ponte Preta é isso que vocês viram ontem: torcer para a Ponte é isso que mostraram.”

O treinador faz uma análise sobre o duelo contra a equipe goiana. “Eu disse já no final da partida contra o Santos que o jogo contra o Goiás seria difícil. E o que nós esperávamos aconteceu. Foi o nosso jogo mais difícil. Extremamente de contato, onde não se tinha espaço para pensar. Um ou outro espaço que se criava em algum setor, na sequência era ocupado e perdíamos a vantagem inicial que tínhamos”, diz o técnico, que destaca as poucas chances criadas durante a partida e faz questão de elogiar a arbitragem.

“Não foram lances criadas através da técnica, mas sim pela força. Apenas um único lance de troca de passes no inicio do segundo tempo. Um jogo extremamente truncado. Parabenizei o arbitro porque foi muito difícil administrar uma partida como a de domingo. Ele manteve um padrão ao longo do jogo. Um time rápido, que marcou muito forte, que transitou numa velocidade muito grande. Tivemos a firmeza atrás de não tomar gols. Melhoramos no segundo tempo, mas nem nós e nem eles criamos. Esse é o futebol. O Brasileiro é isso. Um impondo dificuldade ao outro o tempo todo”, reforça Guto.

O comandante pontepretano comenta a forma como os adversários estão vindo enfrentar a equipe campineira, após a boa campanha que a Macaca tem feito no nacional. “Às vezes há uma postura, mas tem o perfil de jogadores para se ter isso. O perfil do Goiás é de uma equipe forte, que busca o choque, o contato e nós temos uma equipe mais leve. Nós fizemos dois jogos com essas características do Goiás e não perdemos. Empatamos os dois. Estamos conseguindo encarando como uma certa vantagem. Pouca, mas importante”, ressalta.

O treinador finaliza completando esse pensamento: “As outras equipes vão estudar a nossa. Hoje não deu certo para nós, mas futebol é assim. Vamos ver quantas equipes virão querendo marcar e não jogar tanto, tentando jogar nos espaços criados pelos nossos erros. Mas esse ponto foi importante e fará diferença na competição”.

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