Após duas semanas de treinamentos, técnico Guto Ferreira valoriza trabalho feito pela preparação física e diz o que espera do jogo-treino contra o Rio Branco no domingo (18)

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O elenco da Ponte Preta está em ritmo intenso de preparação para o Campeonato Paulista. Ao longo das últimas semanas os atletas estão sendo submetidos a vários trabalhos com a preparação física, coordenados por Lucas Benchimol e Caio Gilli, e testes físicos com o fisiologista Norberto Toledo, além de trabalhos fisioterápicos com Eduardo Bassi, Ricardo Sandoval e Rodrigo Iralah. Os treinos técnicos com bola também já começaram e esta é a parte que o técnico Guto Ferreira entende mais. Entretanto, o treinador sabe muito bem da importância que tem a preparação dos atletas para que eles executem aquilo que o próprio Guto deseja.

“O que faz a diferença dentro do campo não é só o aspecto técnico e tático. Para estar em alto nível estes aspectos é necessário o jogador ter um condicionamento físico apropriado e, assim, estar preparado para aquilo que vai executar. Muitas vezes o nível de força e velocidade do jogador, somado à qualidade técnica e à tática do atleta, faz a diferença. Se eu pegar um jogador mais lento, com um menor nível de força no enfrentamento, a tendência dele é ser derrotado a cada lance ou no mínimo muito mais que um jogador que tenha uma estrutura boa. Um cara potente e veloz tem vitórias individuais que podem fazer a diferença, chegando em uma boa condição de fazer ou de não tomar gols, por exemplo. Então temos que ter jogadores no melhor deles e ao longo do ano ir evoluindo neste aspecto”, afirma Guto Ferreira.

Ele conta qual é o ideal que visualiza na parte física dentro do futebol. “Uma coisa é a preparação de um velocista, que faz um determinado número de corridas no ano. E se você analisar os tempos de corrida dele, ele começa subindo e vai diminuindo o tempo. Aí quando chega no tempo mais baixo dá um pico na performance e começa a subir de novo o tempo. No futebol, as estratégias de preparação física tentam ao máximo não dar esse pico. Mas sim manter uma situação de desempenho muito homogênea. Mas para isso tem que se elevar bastante essa questão física. Uma estratégia bem planejada em preparação física é quando se consegue dar esse pico o mais próximo do fim do campeonato e conseguir a manutenção disso. Mas isso é difícil no calendário do futebol brasileiro”, diz o treinador.

Jogo-Treino

O primeiro trabalho em que Guto Ferreira irá poder observar a parte tática e técnica do grupo alvinegro será neste domingo (18), contra o Rio Branco-SP, em jogo-treino que será realizado no CT do Jardim Eulina. O técnico não tem expectativas grandes em termos de desempenho nessa primeira atividade, mas sabe que é importante realizar esse tipo de treinamento.

“Temos que ter um ponto de partida de formação. Fizemos algumas análises em termos de condição física, qualidade, e optamos por 11 para começar o trabalho de domingo. O que vai acontecer no jogo-treino é uma incógnita muito grande. O desgaste da equipe é violento, contudo vamos fazer essa atividade porque precisamos ganhar ritmo de jogo em um campo maior e ver se o que foi trabalhado nos treinos vai ser visto se foi assimilado pelos atletas ou não. Quando você trabalha contra quem já tem uma ideia do que você está expondo, a leitura não é completa daquilo que você quer. Mas quando se enfrenta outros atletas, que não estão no dia-a-dia, dá para você ter uma noção do nível de assimilamento”, diz.

 Guto exemplifica como está sendo a preparação dos atletas para que cheguem na estreia perto do melhor de cada um. “Temos 10 blocos de trabalho na semana, mais 45 minutos de jogo de cada equipe. Energeticamente os jogadores estão um nível bastante baixo, mas temos que correr esse risco. Minha expectativa para esse jogo é bastante baixa por causa dessa condição. Essa é uma semana de exigência, que nós treinamos muito. Semana que vem já seguramos um pouco mais e, na semana de véspera de estreia, será uma semana de compensação, como chamamos no treinamento esportivo. Aí teremos um descanso maior, para que haja essa supercompensação, e assim os atletas se recuperem e possam ter um rendimento maior. Depois, durante a competição, eles vão ganhando ritmo. Tem muitas valências que eles estão treinando em que a reposta começa a existir depois de 45 ou 60 dias”, finaliza.

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