Guto enaltece a permanência na liderança, mas lamenta o empate contra o Santa Cruz e afirma que a Macaca precisa aprender a se livrar da marcação dos adversários quando joga em casa

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PontePress/DJotaCarvalho

Oito jogos sem perder e, finda a rodada, a Ponte Preta está na primeira colocação do campeonato e a quatro pontos de distância do quinto. No geral, o computo do final de semana foi bom para a Macaca, mas poderia ter sido melhor. O time mais uma vez precisou se superar jogando no Majestoso: após sair atrás do placar, buscou o empate que garantiu um importante ponto que mantém a equipe na liderança da Série B. Na opinião do técnico Guto Ferreira, a Ponte precisa aprender a sair do esquema defensivo que os adversários têm apresentado quando vêm jogar em Campinas. 

“Nos três últimos jogos ninguém veio pra jogar contra nós e sim pra se defender e encontrar aquela única bola pra tentar ganhar o jogo. Ontem foi assim, fora que ficaram parando muito o jogo e dando muitas faltas também: só Cafu deve ter tomado umas 15, sendo que eles faziam cera a cada chance que tinham e ainda  tomaram pouco cartão. Mas não dá pra ficar chorando, reclamando. O importante é que nossa equipe não perde a vontade, a entrega e a confiança de buscar o resultado. Temos, sim, que melhorar, recuperar outros jogadores para ter mais opções e lutar muito, porque nos próximos nove jogos vai ser assim.  E o crucial é que não deixamos de pontuar. Cada pontinho é importante, até porque q estamos indo buscar fora o que perdemos em casa”, pontua.

Fazendo uma análise mais detalhada, Guto diz que o primeiro tempo foi bastante ruim, em diversos sentidos. “Iniciamos muito mal o jogo, fomos muito passivos, pois não marcamos o que tinha que marcar e na prática só começamos a jogar depois que tomamos o gol. O grande problema é que saímos atrás mais uma vez, ainda que, de positivo, buscamos depois e pontuamos . Só que aqui temos que fazer primeiro porque isso muda a configuração do jogo, temos que chegar e atropelar, temos que nos impor, não podemos permitir que venham em nossa casa e façam o que estão fazendo. Temos que amadurecer neste sentido para fazer primeiro e daí quem tem que correr atrás é o adversário”, diz.

O treinador alvinegro também faz ressalvas sobre a arbitragem. “No segundo tempo o juiz foi perfeito, enérgico, mas no primeiro tempo foi mal.https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif Não estou transferindo responsabilidades, mas temos que ter um nível de arbitragem mais alto nas partidas do líder da competição. Tivemos inclusive o pênalti não dado e um empate naquele momento, psicologicamente abalaria o Santa – tanto é que se abateram quando tomaram o gol de empate depois – e teríamos mais tempo pra virar o jogo. Efetivamente, depois do empate no segundo tempo, não viramos por questão de falta de tranqulidade e também pela boa atuação do goleiro deles, o Tiago Cardoso.”

O técnico finaliza falando sobre o gol que a Macaca tomou no primeiro tempo e a ausência de atletas como Renato Cajá e Elton (ambos em recuperação de lesão) e João Paulo (que teve o tornozelo fraturado na semana passada e está fora do restante do campeonato) . “Ontem pegamos um time com diferencial de altura grande em relação a nossos jogadores e em um vacilo nosso fomos castigados. Correr na frente não é fácil e correr perdendo em cada jogo um jogador importante é ainda mais difícil, mas importante é que o grupo continua se entregando e fazendo seu melhor, e esse melhor está mantendo a Ponte Preta na liderança.”

O elenco alvinegro descansa neste domigo e se reapresenta na tarde de amanhã, no Majestoso, para dar início aos treinos da semana.  A Ponte Preta volta a campo na próxima sexta-feira (17), contra a Portuguesa, no Canindé, em um jogo de contrastes que promete não ser nada fácil: a Macaca irá lutar para manter o primeiro ligar, enquanto a Portuguesa briga com todas as suas forças para deixar  a última posição. 

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