Guto reforça força do grupo para o jogo deste sábado e quer saber qual é “o ventilador” que ventila especulações de saídas do time

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PontePress/DJotaCarvalho

Bom-humor e trabalho. Esta é a receita do técnico Guto Ferreira pela sétima rodada o Brasileiro, contra as especulações e fofocas constantes dando conta que jogadores e até mesmo ele próprio estariam de saída da Ponte para outras equipes. Aliás, “coincidentemente”, boa parte da mídia de Santos – justamente o adversário da Macaca nesta noite – desde ontem tem ventilado suposto interesse do time de Vila Belmiro pelo treinador pontepretano.

“Tenho compromisso com a Ponte e estou trabalhando. Quero que me digam qual é a marca desse ventilador que fica ventilando essas histórias, porque em mim esse vento não chega”, brinca o treinador. Falando sério, contudo, ele ressalta que impedir que as “informações não-confirmadas” atinjam o grupo é mais um de seus grandes desafios.

“Temos que controlar essas coisas externas, algumas das quais nem ficamos sabendo. Quando o time inicia bem, como é o nosso caso, o jogador, por exemplo, fica extremamente assediado, e não estou falando só em tentativas de tirar o jogador como na vida social. Então nós temos que estar atentos ao que ocorre em volta, mas também mantermos a postura que nos trouxe até aqui, a conduta não pode ser mudada enquanto estivermos conquistando resultados como estamos hoje.”

O treinador acrescenta que as especulações de mercado serão normais até que cada atleta complete a sétima partida  (a partir daí, o atleta não pode mais atuar no mercado brasileiro naquele mesmo ano). “Em todos os times, essa preocupação é medonha até os sete jogos. E depois para janela do meio de ano.No Internacional a gente vivenciava muito isso, as janelas internacionais eram problemáticas, porque às vezes o jogador ficava com a cabeça fora, porque ventilava que viria uma proposta pra ele. E não é proposta, é ventilação. Isso atrapalha muito, as pessoas ventilam e se o jogador não tem experiência acaba se empolgando, o futebol dele caí porque a cabeça está em outro lugar e a coisa não acontece”, diz.

Quando isso ocorre, afirma Guto, é preciso dar “uma sacudida” no atleta pra ele voltar ao seu normal. “Mas ele já perdeu todo aquele tempo. Por isso falo, temos que filtrar, que segurar as informações. E a presença de atletas experientes no plantel ajuda, eles aconselham, porque estas coisas acontecem principalmente com os mais novos. Os mais experientes conseguem ter visão pra se manter, até porque já têm carreira em outro patamar, maturidade até financeira.”

Ele reforça, inclusive, que não há razão alguma para que nem ele nem a torcida se preocupem com uma eventual saída de Renato Cajá. “É claro que é um atleta de alto quilate, mas não tenho e nem o torcedor tem que se preocupar com antecedência. Temos pessoas aqui, profissionais, trabalhando nisso, e temos planejamento para buscar situações que tenha um jogador que consiga substituir próximo na qualidade, por qualquer situação que ele esteja ausente”, afirma.

E completa: “Então hoje trabalhamos pro Cajá continuar rendendo como está, estar contente e não querer sair. Ao mesmo tempo, trabalhamos com jogadores do plantel pra que quando ele não jogue por qualquer razão, como o terceiro amarelo por exemplo (na noite de hoje ele joga com dois), a equipe não perca tanto. E ainda para trazer alguém com característica próxima a dele, pra ter mais um lutando na posição em que o Cajá é destaque.”

Pouco tempo, muito tempo

Curiosamente, a Ponte Preta viverá uma situação antagônica neste mês de junho. Se hoje entra em campo com pouco tempo de descanso após ter enfrentado o Vasco no Rio de Janeiro, de outro lado terá dez dias sem partidas após enfrentar o Goiás no dia 14 de junho.  Guto comenta as soluções para ambas as situações.

“O Santos entrou em campo depois do nosso jogo na última rodada, jogou duas horas a mais que a gente, então estamos no mesmo barco, isso nivela a partida ao menos em termos físicos. E, claro, priorizamos o descanso nestes dois últimos dias, quando se tem pouco tempo entre jogos o repouso também é treinamento”, diz.

Quanto ao prazo sem jogos mais longo, o treinador solicitou à direção da Ponte Preta que marcasse um jogo fora de competição no período e foi atendido em alto nível: a Macaca fará um amistoso internacional no dia 20 de junho, no Majestoso, contra o Fort Lauderdale Stikers, equipe estadunidense presidida por Ronaldo Fenômeno.

“Pedimos o amistoso para manter o ritmo, a competitividade, dar este ar de jogo. Claro que talvez alguns titulares não atuem  90 minutos e sim 45, mas é importante que atuem. E vamos dar uns dois dias de descanso, pros jogadores limparem a mente e já voltarem à toda para o Brasileiro”, explica.

Por fim, Guto analisa a boa fase do time. “Sonhamos e trabalhamos muito para vivenciar este momento, mas este momento não me engana, não me empolga. Quero estar com ele na última rodada, para sair de férias tranquilo, missão cumprida (rs). Sabemos que é difícil, mas se o que temos feito nos coloca neste caminho, por quê não acreditar que podemos seguir nele e chegar? É difícil, mas podemos. Contudo, não vamos criar expectativa que não é nossa responsabilidade. Que a torcida entenda que vai haver um momento em que vamos errar e nos apoie nele, assim como comemore os momentos em que surpreendemos positivamente.”

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