Grafiteiro do Projeto Vulcão responsável por obras de arte no Majestoso, Gelin Graf conta do sucesso do trabalho junto aos pontepretanos, que o buscam para pintar muros e paredes de suas casas e empresas

 

O nome dele é Weslen de Almeida Arcangelo, mas você talvez o conheça por Gelin Graff. O jovem artista de 23 anos desde o ano passado tem colocado sua marca no estádio Moisés Lucarelli. Grafiteiro independente, Gelin se uniu ao Projeto Vulcão e tem colocado sua arte em muitas partes do Majestoso. Além do túnel de acesso ao campo, o artista também decorou a sala do Departamento de Marketing e, mais recentemente, a sala de vídeo Mestre Dicá. Gelin se diz muito feliz com todo o reconhecimento do trabalho que tem tido.

 

“Levar o que eu faço na rua, para dentro do estádio, onde tem toda uma história, me faz ficar bem lisonjeado. Me sinto maravilhado por tudo o que está acontecendo. Criei um vínculo com o clube e me aprofundei mais no esporte. Conheci mais a Ponte Preta e fico muito feliz com o carinho que tenho recebido”, diz Gelin, que tem recebido pedidos de torcedores para realizar sua arte em residências alvinegras – desde em muros de terreno até paredes de quarto de crianças.

 

“Algumas pessoas tem entrado em contato comigo, por telefone ou pelas redes sociais, e é muito bacana isso. É uma ponte que criamos até mesmo para conseguirmos melhorar financeiramente. Quero continuar criando ainda mais coisas para a Ponte Preta”, afirma o jovem.

 

Com o gosto pelo desenho desde criança, só em 2007 Gelin se envolveu com o grafite. Cinco anos depois começou a trabalhar na Rede Anhanguera de Comunicação e lá começou a se aprofundar e a se interessar por leitura. Inspirado em alguns artistas, buscou se aprofundar mais na arte com o grafite. Um ano depois, um outro caminho se abriu na vida do gratiteiro.

 

“Em 2013 conheci o Projeto Vulcão e sempre tive a idéia de agregar crianças através da arte. Acredito muito em Deus e comecei a conversar com ele, onde sempre orava buscando querer atingir a vida das crianças desta forma. Conhecei o Márcio, que coordena o projeto e aproximei. Quis evoluir na arte e no social, ajudando o máximo que eu puder”, conta o artista, que tem tido dificuldades financeiras, mesmo fazendo um grande trabalho.

 

“Moramos em uma região em que a arte não é valorizada. Temos corrido atrás de patrocínio, mas não sei porque não somos levados a sério. Isso ajudaria a mudar a vida de muita gente, se fossemos apoiados. Criaríamos oficinas para ensinar arte a mais jovens. Mas infelizmente isso não acontece”, lamenta Gelin.

 

Quem quiser contribuir de alguma forma com Gelin Graff ou cotar ter obras como as da Ponte em seus muros ou paredes pode entrar em contato pelo fone (19) 98282-9581 ou pelas redes sociais buscando pelo seu nome artístico.

 

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