Após vitória por 7 a 2, Gallo enaltece atletas por dedicação e grande futebol apresentado pela Macaca na maior goleada do Paulistão2016

Foto:PontePress/ThiagoToledo

O técnico Alexandre Gallo não escondeu a satisfação após a partida de ontem (2), na qual a Ponte goleou o Água Santa por 7 a 2. Para o comandante alvinegro, o resultado reflete a aplicação dos atletas dentro de campo. “Foi muito bom o placar elástico assim. É atípico e não acontece sempre. Nosso time se dedicou muito desde o começo do jogo. No primeiro tempo tivemos quatro chances dentro da área para fazer gol e poderíamos ter aumentado o placar. Quando chegamos no 5º gol ,o time sentiu um pouco, porque o calor estava muito intenso, e é natural o time buscar dar uma respirada, no momento em que não era para respirar. Os dois gols que nós tomamos não estavam dentro do padrão que nós queríamos, mas depois fizemos mais dois e saímos da partida com um saldo bacana”, explica.

O treinador também analisa o que fez as ações ofensivas da Macaca terem dado resultado. “Concentramos dois dias específicos para esse jogo, porque o time sentiu muito não só fisicamente, mas psicologicamente contra o Corinthians. Praticamente não treinamos e só recuperamos para esse jogo. A entrada do Gilson por dentro para fazer a troca com o Reinaldo era uma opção que eu queria testar. Inclusive um dia eu fui assistir a um jogo para avaliar o Gilson, quando ele atuava pelo América Mineiro, e sabia que fazia esse corredor. Então usamos ele asssim com o Reinaldo pelo lado esquerdo, da mesma forma que Nino Paraíba fez com o Jeferson do lado direito”, diz.

E complementa: “O time deles se fechou em duas linhas de quatro e não tinha como nós entrarmos por dentro. Era trabalhar essa bola, com triangulação lateral, o que fizemos muito bem. Marcamos sete gols e poderíamos ter feito mais sete ou oito, em chances que ficamos cara a cara com o goleiro”, destaca.

Gallo também enaltece o trabalho feito por Élton, autor de um dos gols do jogo e a importância que tanto ele como João Vítor, companheiro de função, tiveram na partida. “O Élton é um bom jogador. Ele estava jogando como titular e acabou perdendo a vaga em razão da contusão. Escolhi ele porque logo após o jogo contra o Corinthians já estava definido na minha cabeça jogar com ele e o João Vítor, porque precisaríamos construir o jogo. Acompanhamos o Água Santa e sabíamos que eles jogavam no 4-1-4-1, atrás da linha do meio-de-campo. Jogaram contra o Palmeiras fora de casa assim e iriam nos enfrentar dessa forma”, esclarece.

O treinador explica que, desta forma, a Ponte tinha “que negociar” a bola e o primeiro passe ficaria dividido em dois atletas que têm essa qualidade, justamente João e Élton. Ele ressalta a confiança que existe no atual elenco e o quanto isso o faz ainda mais forte. “Ganhamos uma confiança muito grande no jogo contra o Red Bull. Contra o Corinthians, apesar de termos perdido, todos sabem o que aconteceu dentro da partida, e também trouxe uma confiança. E no jogo de ontem mais uma vez fomos bem. Eu falei com eles na preleção que o capricho no último passe era importante para termos uma finalização com qualidade, é o que faria a diferença nesse jogo. E foi o que aconteceu. Mérito total dos atletas”, conclui.

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