Gallo diz que está irritado com desempenho e que, se estivesse na arquibancada, também protestaria, mas ressalta que todos têm que trabalhar para sair desta situação

 

PontePress/FábioLeoni

 

Após resultado negativo da Ponte diante do Mogi Mirim, o técnico Alexandre Gallo mostrou insatisfação com o futebol apresentado. Ciente dos protestos que vem das arquibancadas, o treinador compartilha da irritação sentida pela Nação Alvinegra. “Temos que entender a torcida. Se eu estivesse na arquibancada, como o torcedor da Ponte que já sou hoje, também protestaria e não aceitaria um placar como o de ontem. A equipe joga com um a mais por 90 minutos e tivemos menos jogadas claras de gol do que o adversário, então temos que entender e respeitar o torcedor, mas internamente temos que sair dessa situação o mais rápido possível e confio muito que vamos fazer isso. Temos que fazer os pontos necessários no Paulista e, aí sim, visualizar um Campeonato Brasileiro em melhores condições”, afirma.

 

Apesar do momento ruim, Gallo mostra confiança em um futebol melhor nessa reta final de primeira fase do Paulistão. “Eu acho que dá para fazer os sete pontos que nós precisamos, estou confiante em relação a isso. O primeiro tempo ontem foi uma situação atípica do futebol, um jogo feio, onde tinha que ser daquela maneira, de tirar do campo defensivo e colocar no campo ofensivo. E se virmos o que aconteceu no primeiro tempo, as duas melhores chances foram do Mogi Mirim, em duas falhas que nós tivemos”, diz o treinador, sem esconder a insatisfação com a forma como o time se portou diante do Mogi.

 

“O que me deixou muito insatisfeito, e estamos conversando muito sobre essa questão, e se fecharmos os olhos e lembrarmos do jogo contra o Capivariano também foi assim, é que não estamos ganhando nos confrontos individuais. Isso atrapalha muito a questão técnica. Pecamos em dois momentos, em que eles poderiam ter saído a frente no primeiro tempo. Acho que a equipe melhorou no segundo tempo. Tentamos nas trocas uma evolução técnica, mas mesmo assim ainda víamos nos confrontos uma superioridade do Mogi Mirim. Isso atrapalha nosso desenvolvimento. Não estamos conseguindo qualificar ainda mais a equipe. No aspecto tático eles estão tentando fazer tudo que eu peço e estão lutando”, pontua.

 

E o técnico completa: “É o momento de nos unirmos, de ter cabeça fria, porque esses momentos de revés no futebol acontecem. Não é a primeira vez e nem a última. O que temos é que efetivamente focar em pontuar. É o nosso objetivo, como foi contra o Mogi. Mas não podemos jogar sempre com o olhar para trás. Temos que evoluir em alguma coisa, em algum momento, criar uma nova situação, para jogar um futebol onde as nossas ações passem a ser vencedoras.”

 

Gallo também cita as fortes chuvas da noite de ontem que, na sua avalição, o obrigou a mudar time com o qual pretendia iniciar o confronto contra o Mogi (colocando Macacão no lugar de Clayson), mas sem tirar a responsabilidade do grupo. Em contrapartida, o treinador ressalta a qualidade do jovem meia Ravaneli, que fez sua estreia pelo profissional do clube. “Trabalhamos o time para entrar com o Clayson e Ravanelli na meia. Mas a chuva se desenhou para um jogo de força. E aí entro no aspecto em que o Mogi foi melhor do que nós, sendo mais forte nas ações e tendo as melhores chances no primeiro tempo. Porém gostei muito do Ravanelli. Tentei passar o máximo de tranquilidade, ele se mostrou com muita personalidade, jogou muito bem”, diz.

 

Ele fala um pouco mais sobre o jovem meia e o que mais enxergou de interessante na equipe alvinegra. “Quando tivemos a necessidade de tirar o Jonas, porque eles entraram com um jogador de velocidade e ele já tinha um cartão amarelo, tivemos que recuar um pouco o Renato e o Ravanelli para armar o jogo. Claro que os erros acontecem, mas é um menino de muita personalidade, de futuro, e gostei muito da entrada dele. O Cristian também dá uma outra cara técnica da equipe, tem uma leitura de jogo fácil, que faz o time andar, mas está muito abaixo fisicamente ainda. Gostei também da entrada do Nino, que criou oportunidades pela lateral e acho que cruzamos umas trinta bolas na área e com dois atacantes centralizados, mais o Felipe Azevedo, o Ravanelli, fechando pela diagonal. Tínhamos que ter tido uma quantidade de chances maior, melhor, mais claras, para podermos pensar na vitória”, completa. O próximo treino do elenco está previsto para o feriado de Sexta-Feira Santa.

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