Firme no comando: Della Volpe reafirma que Guto Ferreira é o técnico da Ponte e descarta mudanças

 

Guto Ferreira é o técnico da Ponte Preta. O que deveria ser óbvio acabou gerando a necessidade de uma coletiva na manhã desta quinta (16) para dirimir de maneira definitiva boatos e informações equivocadas de que a Macaca estaria negociando com outros profissionais e de que o jogo de sábado seria o último de Guto no comando alvinegro. “Na realidade, nem deveríamos estar aqui para falar disso, às vésperas de um jogo que vale um título, ainda que não seja aquele que queríamos, para falar de algo que nem a diretoria nem o Guto está cogitando. Ele é o treinador para o Campeonato Brasileiro, tem contrato a cumprir com a Ponte e queremos que ele cumpra esse contrato”, enfatiza o presidente.
 
Della Volpe – que falou à imprensa acompanhado pelo próprio treinador, pelo Executivo de Futebol Ocimar Bolicenho e pelo gerente de Futebol Marcus Vinicius – esclareceu, inclusive, o fato de ter ocorrido uma reunião de planejamento da Intertemporada sem a presença do treinador (fato que foi interpretado por alguns como um indício de que Guto não participaria mais das decisões sobre o time).
 
“O Guto não participou porque já tinha tomado as definições que cabiam a ele em outra reunião. E vamos deixar claro: Guto não participa nem tem que participar de todas as reuniões porque há decisões que não dizem respeito a ele. Em uma empresa que gasta R$ 3 milhões por mês, temos que pensar em muita coisa e se cada dia que fizermos uma reunião para decidir algo disserem que estamos demitindo o técnico ficará complicado para ele e para a Ponte trabalhar”, afirma.
 
Della Volpe reforça que a diretoria quer que Guto Ferreira mantenha o trabalho, desenvolva ainda mais o que vem fazendo e atinja os resultados vencedores que todos querem. “Inclusive o troféu do Interior, que nós queremos. É menor do que desejávamos, mas é um título e nós o queremos, queremos ver a Ponte e nossos atletas homenageados na festa da Federação na segunda, com moral e vontade para iniciar o Brasileiro.”
 
Em relação ao “desgaste” de relacionamento com o técnico após a eliminação pelo Corinthians nas quartas-de-final, Della Volpe é claro e objetivo. “A derrota foi uma grande frustração para todos que estão aqui. E eu nunca escondi que fiquei chateado com o resultado que tivemos contra o Bragantino, falei disso com o próprio Guto. Mas nós conversamos e alinhamos as expectativas. A decepção por um resultado não pode ser transformada em decepção com tudo o que foi e está sendo feito. Eu torço para a Ponte, então é óbvio que fiquei chateado, a diretoria ficou chateada, o elenco e a comissão ficaram chateados…mas pela derrota e não pelo trabalho”, ressalta.
 
Della Volpe relembra que, no primeiro semestre inteiro até o momento, em 24 jogos foram 14 vitórias e apenas duas derrotas da Macaca sob o comando de Guto. “O número fala por ele. E vamos deixar outro ponto bem claro: a Ponte não gosta de ficar trocando técnico, temos que seguir com o bom trabalho. Acho engraçado porque, se tivéssemos ficado em oitavo no Paulista, com uma campanha mediana, talvez ninguém estivesse questionando uma suposta troca.”
 
O presidente finaliza refutando as teorias de que diretores ou jogadores da Ponte não gostariam do “jeito de ser” de Guto e fala ainda sobre uma possível origem para o boato de que Silas viria comandar a Macaca. “Não tenho nenhum problema com o jeito do Guto e, mesmo que tivesse, o que queremos extrair é o melhor profissionalmente dele, não temos a ver se ele tem um jeito a, b ou c. Agora, sobre o Silas, coincidência ou não, nos encontramos sem saber previamente na casa de um amigo comum no final de semana, só se foi alguém que nos viu juntos e já saiu concluindo coisas.”
 
Boatos não influenciam Guto
 
Questionado pela imprensa sobre qual seria o interesse de alguém em espalhar boatos para desestabilizá-lo e como encara isso, o treinador Guto Ferreira é sincero. “Em relação ao interesse da pessoa eu não sei dizer. Até porque estamos aprendendo ainda sobre como é a cultura local em termos de futebol e imprensa, ainda que eu tenha vivenciado situações de forma semelhante em outros lugares. Em relação a mim, a como encaro isso, tento ser o mais frio possível e o mais positivo possível, pois se eu for para o trabalho de forma abalada e alterada vou prejudicar meu elenco.”
 
Ele revela, por outro lado, que o apoio declarado da diretoria em uma situação de boataria como a atual é altamente positivo. “Quanto mais a gente recebe apoio, mais o nível de confiança cresce. Mas isso não altera a minha forma de trabalhar. De uma forma ou de outra, tenho sempre que ter controle.”
 
Sobre uma proposta do Exterior que recebeu, Guto esclarece. “Foi uma proposta que recebi, neguei e só revelei publicamente porque de certa vez fui perguntado por um programa de TV. A Ponte Preta sabe de toda e qualquer sondagem que recebi ou venha a receber, e meu interesse é continuar o trabalho aqui”, afirma.
 
Reforços e negociações: nada de nomes de peso
 
O executivo Ocimar Bolicenho foi perguntado sobre reforços. “Nosso planejamento está todo feito e devemos ter pelo menos mais três caras novas até o início do Campeonato Brasileiro ou no reinício da competição após a Copa das Confederações”, conta.
 
No entanto, ressalta, não haverá “medalhões” chegando. “Se alguém está pensando o contrário, que não pense. Não temos nome de peso porque vamos mais uma vez bater na mesma tecla: a Ponte não vai fazer loucuras, não gastar mais do que tem nem do que pode.”
 
Questionado sobre uma suposta troca de atletas pontepretanos por jogadores do Corinthians (como Douglas e Jorge Henrique), Bolicenho nega. “Mas eu trabalhei com o Pato e o Sheik na base, se quiserem vir pra cá podem ficar à vontade”, emenda brincando o técnico Guto Ferreira.
 
Brincadeiras à parte, o presidente Márcio Della Volpe é quem esclarece: “O único fato real envolvendo o Corinthians e que alguns dirigentes corintianos, ao verem o Cléber, me falaram: ‘bom esse seu zagueiro, um dia quem sabe ele não vem para cá’. Nem proposta teve. E quanto ao São Paulo, houve uma única proposta envolvendo o Cicinho que não nos interessou e foi só isso. De lá para cá não houve nenhuma proposta envolvendo nossos atletas”, finaliza. 
 
 

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