Os últimos 180 minutos começam neste domingo: Ponte enfrenta Corinthians no Majestoso e Kleina enfatiza que a alma pontepretana espera por esse momento, mas é preciso equilíbrio, pés no chão e atitude

 

Foto:PontePress/FábioLeoni

O tão esperado momento chegou: às 16 horas deste domingo (30), a Ponte Preta entra em campo para enfrentar o Corinthians, em um Majestoso lotado, na primeira das duas finais do Campeonato Paulista 2017. Focada jogar o melhor futebol que dispõe e com o apoio da torcida, a Macaca sabe o quão importante é conquistar uma vantagem nestes primeiros 90 minutos e o técnico Gilson Kleina prega equilíbrio e atitude como os principais ingredientes para vencer nesta tarde.

“Sabemos que o adversário é forte , que cresceu durante o campeonato e está armando equipe competitiva. Mas nossos jogadores também cresceram muito no campeonato e vivem momento especial, então não vamos descaracterizar o jogo que estamos fazendo. Estamos cientes da nossa responsabilidade, mas não quero trazer toda essa pressão, toda a história para esse grupo, pois ele tem tudo para fazer sua própria história, uma história vencedora. A alma pontepretana espera por este momento e ele chegou, mas temos mais uma batalha que não vai ser fácil e precisamos manter a atitude. A atitude é que vai nos levar a alcançar a meta que queremos”, diz.

O treinador alvinegro reforça a energia positiva que vem das arquibancadas, que já teve uma demonstração prévia no dia de ontem, quando mais de dois mil torcedores compareceram ao último treino para apoiar o elenco. “Foi superlegal essa energia que o torcedor passou pros nossos atletas, nossa torcida também está vivendo e repirando esta decisão. A semana inteira a gente trabalhou muito focado, assim como fez nos outros jogos decisivos, e a aproximação com a torcida no sábado foi importante para sentir a alegria, a festa que estão fazendo pros atletas, pra que eles tenham certeza que neste domingo o Majestoso estará repleto, pleno. E que nós, dentro de campo, possamos corresponder como a gente vem fazendo, possamos ser competentes dentro dos nossos domínios”, enfatiza.

Kleina destaca que a Ponte foi muito incisiva nos mata-matas anteriores e é preciso fazer de tudo hoje pra adquirir algum tipo de vantagem. “Os jogadores fizeram muito bem isso nas quartas e semifinais no jogo inicial em casa. Com o Santos tivemos uma vantagem mínima que nos possibilitou levar pros pênaltis na segunda partida e fomos competentes nas finalizações. Contra o Palmeiras fizemos uma vantagem maior no confronto inicial que levamos para Arena, o que foi importante pois enfrentar o Palmeiras na casa dele não é fácil, eles têm um elenco qualificado e forte, tanto que contra o Peñarol em um tempo só fez 3 gols e lá no Uruguai.”

O treinador complementa o pensamento falando do adversário de logo mais. “Sabemos que com eles é outra característica. O Corinthians foi merecedor de chegar na final, é um time que marca forte, o estilo é até parecido com nosso estilo de jogo e entendo que aquele que tiver mais vontade, mais fome de vencer, será o campeão. Sabemos que vamos precisar de organização, estratégia e do aspecto psicológico. São vários fatores que têm de estar juntos e nossos jogadores estão fazendo isso, com mentalidade forte dentro e fora do vestiário”, afirma.

O treinador tem o zagueiro Marlon como desfalque para o embate, em virtude de suspensão, e durante a semana fez treinamentos fechados, no qual testou várias opões. “Executamos situações pra gente não ser surpreendido pelo adversário, que tem uma forma de jogar específica, mas pode mudar alguns aspectos para esta partida. Dentro de casa temos que ser mais fortes e fazer valer nosso domínio, a presença do torcedor, mas com inteligência do início ao fim. Não adianta desorganizar com a qualidade que sabemos que o adversário tem. Quanto a quem vai entrar na zaga, se é Kadu ou Fábio Ferreira, só adianto que quer que seja terá a preocupação de marcar o Jô.”

O comandante alvinegro quer uma equipe segura em campo e que se aproveite da energia da arquibancada – energia que define como “inexplicável, uma magia do futebol” –para construir a vantagem nestes 90 minutos iniciais. “Para isso precisaremos ter paciência , organização e não nos desestabilizarmos. E agir de forma incisiva, procurar o gol. Temos consciência também que é um jogo em que a bola parada pode decidir, tanto nós quanto eles treinamos muito isso, mas esperamos que na balança pese nossa competência, vontade e disposição”, pontua.

O treinador conta que o clima nos vestiários é de felicidade, porém fortemente ancorada na humildade e na consciência de que nada está resolvido ainda. “O grupo está feliz, mas focado, e agora na final precisamos focar muito mais em nosso objetivo. O clima que está instalado é de otimismo, de acreditar, de saber que o grupo é capaz, que a torcida faz a diferença, porém principalmente nos pés no chão para consolidar este trabalho”, relata Kleina, que acredita que o confronto de hoje não vai ser jogo passivo e sim uma partida de contato, de brigar pela bola.

 Ele finaliza falando sobre o espírito que espera de seus atletas no gramado. “Que a vontade de vencer seja forte, mas que o talento deles, a ousadia deles, possa prevalecer. A pressão que sofremos no Pacaembu e no Allianz nos amadureceu e de repente teremos pressão no último jogo no Itaquerão também, mas a trajetória nos fortaleceu, nos deu consciência e estamos sempre trabalhando com pés no chão e vontade de conquistas. Vamos enfrentar um gigante, mas temos um gigante em nós também”, conclui.

Para quem não for ao Majestoso hoje – os ingressos estão esgotados – a opção PE ver o jogo pela Rede Globo, PPV ou ouvir pelas rádios FM 99,1, AM 870, AM 1170 ou pelas webrádios Alberto César, Futebol Interior, Macacada Reunida ou Ponte News. 

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