Após marcar primeiro gol pela Ponte Preta, Ferrugem diz que passou um filme na cabeça sobre tudo o que sofreu, mas enfatiza que é hora de focar no jogo em Ribeirão Preto

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PontePress/ThiagoToledo

O início de ano para a Ponte Preta não foi fácil. O time vem sofrendo com altos e baixos na largada do Campeonato Paulista, mas pelo menos um atleta está podendo mostrar algo que não conseguiu em 2013. Desde que chegou na Macaca, Ferrugem conseguiu neste ano iniciar uma sequência na equipe titular e finalmente, após tanto tempo inclusive afastado em decorrência de cirurgia causada por lesão, fez o gol com que tanto sonhava pela equipe alvinegra.

“Fico feliz de ter feito gol novamente. Em outros clubes sempre gostei de fazer gols, e aqui na Ponte quando cheguei não fiz e aí tive a lesão. Voltei com o pé esquerdo, né? Fiz o gol com o pé esquerdo, que foi o que eu fraturei. Dá um ânimo novo para a nossa equipe. Já estamos com uma postura melhor dentro de campo e isso nos motiva mais ainda para continuar fazendo um bom trabalho e ir em busca da classificação”, afirma Ferrugem, que reforça o apoio que recebeu nesse período de recuperação e que o motivou para continuar trabalhando forte esperando chegar esse momento.

“Passou um filme na cabeça na hora do gol. Eu não sofri sozinho. Várias outras pessoas sofreram junto. A torcida da Ponte Preta também, no dia da contusão gritaram meu nome, eu me lembro muito bem. Eu na maca saindo do campo e eles gritando meu nome. E no momento de tristeza choramos todos e no momento de alegria, por conta do gol que eu fiz, sorriram junto comigo. Fiquei muito emocionado, foi muito importante para mim esse gol. Minha família passou por dificuldades junto comigo e comemoramos todos juntos. Mas já passou: agora só pensamos no Comercial e que saiam mais gols daqui para frente, que possamos comemorar mais”, diz o jogador.

Ferrugem também explica o processo de adaptação que vem tendo, para atuar na sua nova função de lateral-direito, enquanto os atletas da posição não ficam à disposição. Mas, reforça, ele é volante. “Tenho que me adaptar nessa nova função o mais rápido possível. Já falei que não é minha posição, prefiro jogar no meio, mas o professor está pedindo, a Ponte está precisando de uma ajuda ali e lógico que vou ajudar. Eu quero jogar também. Cada dia mais vou aprimorando, melhorando nessa posição, mas lógico que minha posição de ofício é a de volante”, enfatiza.

O jogador reforça também que já sabe que a vitória diante do Corinthians passou e que tem muito mais trabalho pela frente. “A cobrança que tem do outro lado às vezes motiva mais o outro time, pois eles dependem da vitória. Às vezes eles vêm com muita motivação. Nós passamos por isso no sábado, em que houve pressão aqui. E igual o que o professor falou: passou a vitória e temos que focar no jogo contra o Comercial. Temos que deixar a pressão do lado deles e fazer a nossa parte. Não ganhamos nada. Só ganhamos do Corinthians, tem muito mais campeonato pela frente e temos que fazer nosso dever que é buscar a vitória”, afirma.

 Ferrugem fala ainda sobre o quanto a chegada do técnico Vadão foi importante para a equipe triunfar no último fim de semana. “Mudou muito porque ele deu confiança para nós jogarmos. O Sidney veio com uma filosofia de trabalho, que ele vinha fazendo nos outros clubes, que era de três zagueiros, com uma forma diferente de jogar. E ele teria que ter mais tempo para fazer isso, porque era uma formação nova que nós aqui da Ponte não estávamos acostumados a fazer. Não tinha um ala de ofício, como no esquema tático dele tinha que ter. Acho que isso não encaixou na nossa equipe. O Vadão veio, mudou e deu certo. Encaixou direitinho, com uma formação que nós estávamos acostumados. Por mais que houve muitas mudanças, ficaram muitos jogadores do ano passado, que já jogavam nessa formação e ficou mais fácil para nós nos adaptarmos”, completa.

 

 

 

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