Tímido para dar entrevistas, Fernando “Sobis” ressalta bom ambiente no grupo, carinho pela Ponte e o que espera do confronto contra o Cruzeiro

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PontePress/FábioLeoni

Ser capitão de uma equipe de futebol não é tarefa fácil. O atleta tem que ser um dos líderes do grupo e mostrar isso dentro e fora das quatro linhas. Atualmente, na Ponte Preta (que treina na tarde desta sexta visando ao jogo do final de semana contra o Cruzeiro), a braçadeira está com o volante Fernando Bob. E, se dentro de campo o atleta conquistou a confiança do técnico Guto Ferreira e é um dos ídolos da torcida alvinegra, fora dele Bob se mostra brincalhão com os colegas e tímido na frente dos microfones.

“Eu falo para o pessoal que eu tenho muita vergonha. Mas quando estamos brincando, não tem como, é um zoando o outro e a nossa brincadeira é sadia, legal, cada um tem um apelido. Aí fica mais tranqüilo. O do Felipe Azevedo é Felipe Macedo”, revela o jogador, que recebeu o apelido de “Fernando Sobis” do colega de elenco (em referência ao atacante brasileiro do Tigres, do México, Rafael Sobis).

“É porque o sobrenome Sobis é o mais perto que tem do Bob. Igual o dele, Azevedo, nós falamos que é Macedo. Um modo de ficar brincando no dia a dia. É mais de brincadeira do rachão mesmo. Quando perdemos nós inventamos apelidos e aí pega”, brinca o jogador, que não esconde de ninguém que fica acanhando na hora das entrevistas. “Sempre fui muito envergonhado. Agora é que estou conseguindo me soltar um pouco mais, mas quando era mais novo tinha ainda mais vergonha. Estou conseguindo me adaptar às entrevistas, porém ainda prefiro ficar olhando o pessoal falar a eu dar entrevista.”

Quando o papo é sério, Bob se mostra consciente e diz que espera que a equipe mantenha a seqüência de bons jogos na competição. “Enfrentamos times difíceis como o Grêmio, o São Paulo, e pretendemos fazer um grande jogo lá em Minas, que é importante. É difícil qualificar qual o mais difícil, mas cada jogo é uma história e pretendemos dar o nosso melhor. Temos que entrar como nos últimos jogos. Pés no chão e marcando bastante”, diz o atleta, que na última rodada acertou 59 passes e não errou nenhum.

“Sabemos que, quando a bola sai de trás com um bom passe, a probabilidade de chegar lá na frente é muito boa. Pretendemos dar sempre o nosso melhor, acertar mais passes e ajudar o pessoal lá do ataque”, reforça o jogador, que já se conformou em ser mais “passador” e marcador, do que fazedor de gol.

“Gol é muito difícil. Deixo para o pessoal lá da frente. Eu não faço mesmo. Já estou acostumado. Raramente sai um. Mas não ligo e nem me cobro sobre isso. Fico feliz em dar o passe, que para mim é mais importante. Mas se passarem a cobrança de pênalti para mim eu cobro, porque aí é mais fácil”, afirma o volante.

Sobre o apreço do torcedor pontepretano, Fernando Bob não esconde o quanto é importante ter esse sentimento vindo das arquibancadas. “Fico muito feliz de estar sendo tão respeitado e receber o carinho da torcida. O respeito e admiração são muito grandes. E uma forma de retribuir é dando o meu melhor dentro de campo, após o momento difícil que passei na carreira e eles me apoiaram”, revela.

O atleta finaliza acrescentando: “Todos sabem o carinho que tenho pelo clube. Consegui fazer bons campeonatos pela Ponte. É um lugar que me ajudou muito e também sou muito feliz na cidade.”

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