Feliz em vestir a camisa da Ponte, Sheik diz: ‘Aqui é o lugar que Deus escolheu para mim. Eu tenho que estar aqui. Quero jogar futebol’

 

 

Foto: Globoesporte.com/HeitorEsmeriz

O atacante Emerson Sheik foi oficialmente apresentando na Ponte Preta e não escondeu toda a satisfação em fazer parte do clube. Aos 38 anos, o atleta encara como um grande desafio na carreira jogar pela Macaca e contou o porque de abraçar o projeto do clube, para a temporada 2017.

 

"Estou extremamente feliz. Sou apaixonado pelo que faço e decidi ficar seis meses perto da minha família e dos meus filhos. Minha mãe teve um problema muito particular e eu, após muitos anos de futebol, posso me dar esse luxo de ficar um tempo sem jogar. Me recolhi para a família e para os filhos, porque foi preciso.  É um clube que está montando uma equipe forte para 2017, competitiva, que almeja coisas grandes para temporada”, disse o atleta, que ressaltou.

 

“Agradeço a oportunidade de vestir essa camisa, em que muitos grandes atletas jogaram. Me sinto lisonjeado. Recebi algumas propostas, mas a Ponte, com um projeto para 2017 me encantou. Assim como encantou o Brasil inteiro com a campanha no Paulista. Acredito que que seja o regional mais difícil no nosso país e não deixo de enaltecer e falar que a galera toda está de parabéns”, afirmou.

 

Emerson reforçou o quanto acredito no trabalho do clube. “A Ponte vem com um pensamento de chegar melhor na tabela do que nos anos anteriores, por conta até do Paulista e do empenho da diretoria em investir no grupo. Acreditamos muito nisso. Esse ano a Ponte vai dar um salto maior, diferentemente dos outros anos”, confia o jogador, que está a disposição do treinador, para atuar onde for necessário.

 

"Hoje eu bati um papo com o Kleina e trocamos uma ideia sobre onde eu poderia jogar. Estou aqui para ajudar, independentemente do lugar. Em um grupo de mais de 30 atletas, a galera é de uma humildade, de uma simplicidade, não tem como escolher onde jogar. Onde me colocar, vou dar meu melhor. Mas é óbvio, se ele me deixar perto do gol, vai ser melhor", brinca o atleta.

 

Franco como sempre foi, Emerson destaca o amor que sente em jogar futebol. “Eu sou movido a desafios. Eu morei 12 anos fora do Brasil, fiz minha vida financeira toda no exterior. Voltei em 2009 para me divertir, jogar futebol e deu tudo certo. E a Ponte Preta é um baita desafio para mim. O que eu quero e o que eu preciso? Teoricamente nada. Aí que as pessoas se enganam. Eu quero fazer um segundo semestre maravilhoso. Eu preciso chegar em dezembro satisfeito. E quero a Ponte satisfeita comigo também”, revelou o atleta, que acrescenta.

 

“Não tem nada a ver com dinheiro. É pessoal. Eu preciso ir bem. Eu te garanto uma coisa: eu não vou entrar nesse grupo de atletas medalhões, que vieram aqui e só passaram. Vim para de deixar uma marca. Foi assim em todos os clubes. Tenho certeza absoluta que alguma coisa bacana eu vou fazer aqui", pontuou Sheik, que se mostrou encantado com o trabalho dos seus companheiros nesse primeiro semestre, mas não se disse surpreso, pois viu no dia a dia a qualidade.

 

Apesar de ter conquistado muito, dentro e fora de campo, o atacante quer mais. "Eu tenho uma situação bacana por causa do meu trabalho, mas eu saí da favela. Sou um cara extremamente simples. O lance é pessoal, por conta da minha última temporada. Tive oportunidade de conquistar meu quarto título brasileiro ano passado, sabia que poderia ajudar de alguma forma e por algum motivo as coisas não aconteceram, coisas inexplicáveis. Não querendo voltar no tempo, mas não foi legal meu segundo semestre", contou o jogador, que concluiu.

 

“Fiquei muito chateado por conta de não ter mais um título no meu currículo e fiz uma análise do que foi 2016. Tive um problema familiar esse ano, mas gostaria desde o início de ter um desafio grande. E a Ponte encaixou tudo o que desejei desde que eu saí do Flamengo. Aqui é o lugar que Deus escolheu para mim. Eu tenho que estar aqui. Não penso em aposentadoria, eu quero jogar futebol".

 

 

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