Feliz com a vitória de sábado, Hélio projeta time forte para o dérbi: jogo da vida

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Falar do sentimento de satisfação gerado pela vitória contra o Brusque por 2 a 0, na noite de sábado, é chover no molhado. A Ponte se impôs e jogou bem, o que foi refletido no placar final (com destaque para o golaço de Norberto no primeiro tempo, uma pintura), manteve a invencibilidade em casa – que chegou a três jogos – e pulou para a sétima colocação, a um ponto do G4. Para o técnico Hélio dos Anjos, porém, dois outros fatores se somam a esta satisfação: o fato de o time estar começando a ter uma identidade e a tranquilidade que a vitória traz na semana que antecede o clássico campineiro.

“O time está começando a ficar com a cara da Ponte Preta e é isso que a gente quer. Contra o Vasco já tínhamos feito um jogo muito equilibrado, com imposição no segundo tempo, mas tomamos gol bobo, tanto que mudei o posicionamento na bola parada. Mas o que vimos e estamos vendo a cada jogo é uma evolução de comportamento”, diz o treinador, complementando: “Em casa temos que fazer prevalecer mando, não posso fazer jogo tocando de bola na defensiva e achar que naturalmente vai acontecer alguma coisa. Ontem nem quando estávamos ganhando ficamos lá atrás, fomos pra cima. Temos que ter esta atitude.”

O treinador fala mais sobre o fator casa. “Estar no Moisés tem que ser prazeroso pra nós, temos que gostar de estar aqui. Eu adoro chegar aqui e usufruir de uma torcida que é impressionante. Contra o CRB, eles simplesmente não pararam nos últimos 15 minutos, ontem foi assim em todos os momentos. É uma satisfação muito grande ver a torcida jogando junto e isso só acontece porque ela vê nosso comportamento em campo. Cada jogo que a gente ganha, cada gol que não tomamos vamos trazer mais deles pro estádio, precisamos de toda a nossa torcida. Quero Moises cheio e isso é obrigação nossa”, afirma.

Dérbi

Hélio dos Anjos enfatiza que o foco agora é conquistar os primeiros três pontos fora de casa, na tarde de domingo contra o Guarani. “Treinar a equipe em um Dérbi é um privilégio, me faz lembrar de Marco Aurélio, de Picerni, do outro lado de Carlos Alberto…quem sou eu perto desses treinadores? Estou feliz demais com essa oportunidade, para mim semana é diferente em todos os sentidos. Vamos deixar o elenco relaxar um pouco mais porque precisa de descanso físico e metal para esse jogo, e iniciaremos a preparação para o grande dérbi na terça feira”, conta.

O treinador acrescenta que deve saber durante a semana se conseguirá repetir a equipe pela quarta vez no clássico. A princípio, ele já descarta qualquer possível ausência do volante Amaral – bem como do atacante Nicholas, que iniciou o jogo no banco de reservas – mas prefere aguardar para saber se contará com o lateral Artur, que em virtude de lesão ontem foi substituído por Jean Carlos (que também teve ótima atuação na posição).

“O Artur terá de ir para exame e vamos ver quais serão os resultados, mas os outros dois sofreram escoriações que normalmente não atrapalham. Porém, se não pudermos contar com alguém eu sou um treinador que nunca vais lamentar ausência de jogador. Eu trabalho com grupo, treinador que se preza não pode falar que ausência ocasionou problema, porque tira a moral de quem vai estar presente. O dérbi é o jogo da vida de todos e vamos estar muito fortes”, conclui.

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