Felipe Azevedo comemora retorno aos trabalhos com bola e espera ajudar o quanto antes o time da Ponte

 

Foto: PontePress/RodrigoCeregatti

 

Um dos atletas que estava fazendo uma grande temporada com a camisa da Ponte era Felipe Azevedo. Infelizmente, o meio teve uma séria lesão, que fez com que fosse interrompida a boa sequência. Recuperado, o atleta, que já se encontra à disposição da comissão técnica para os trabalhos com bola, relembra da contusão.

 

“No jogo contra o Cruzeiro aqui no Moisés eu acabei tomando uma pancada e no intervalo do jogo já estava sentindo um incômodo. Mas consegui voltar para o jogo. Na partida contra o Vitória foi piorando e contra o Santa Cruz eu cheguei no meu limite.  Fiz o aquecimento e o Nino, que é quem poderia atuar no meu lugar aqueceu junto, porque talvez eu não conseguiria. Tomei injeção, fiz bandagem para tentar jogar, consegui, até fiz um gol para coroar meu esforço em ter ido e ajudado, mas foi difícil. Uma  situação complicada, que nunca tinha passado na minha carreira. Primeira vez que fico tanto tempo parado, por uma fissura que parecia tão pequena, mas que atrapalhava muito”, explica o jogador, que acrescenta.

 

“Era algo tão pequeno, que você acha que dá para voltar. Tente isso duas vezes, mas quando coloca carga dói demais e fica insuportável. Para subir a escada da minha casa doía. Eu tentava correr dentro de casa para ver se melhorava, mas não tinha condição. Foi horrível ficar dois meses longe do que gosto, mas a dor sumiu e consegui voltar a treinar”, celebra o meia.

 

Felipe conta o quanto estava inquieto em não poder estar atuando. “Eu sou um cara muito ansioso. Gosto de estar com o grupo, para sair dos treinamentos eu tenho que estar com uma dor insuportável. Brinco até dizendo que sou fominha demais e vou até meu limite. E o problema é o dia a dia. Você tem que estar no tratamento às 8 horas da manhã, sair às 11 horas, ir para casa e voltar às 14h. Todo dia essa repetição é algo complicado. O pessoal da fisioterapia faz um trabalho muito bom, assim como todo o departamento médico. E eles me falaram que é o tempo que vai fazer a dor passar e eu teria que ter paciência. Mas é difícil eu ter essa paciência, porque deu um mês e essa dor não sumia. Já tinha começado a ficar desesperado. Felizmente deu tudo certo, dessa vez passou e agora é esquecer isso”, revela  aliviado.

 

O atleta também fala sobre ter que correr atrás da vaga no time, que deixou por conta da lesão. “Comigo não tem isso de torcer contra e querer que o companheiro vá mal para eu voltar. De maneira alguma. Quero a equipe jogando bem e aos poucos buscar meu lugar de novo. Fiquei muito feliz com a evolução do time, tem muito a crescer ainda, pois é um grupo muito bom. E mostra o planejamento da Ponte Preta. Perde um jogador e têm outros que vão entrar e dar conta do recado. Nossa equipe tem uma troca e qualidade continua. Agora terei que ir lá na fila, mas tranquilo, devagar e voltar de igual para igual. Em primeiro lugar a Ponte e depois os jogadores”, ressalta Felipe, que tem cinco gols nessa Brasileirão, tem a confiança do técnico Eduardo Baptista, mas sabe que não é por isso que tem que pular etapas.

 

“O Eduardo é uma cara que é justo. E com total justiça eu tenho que esperar. Estou voltando de dois meses parado e não tem nem condições de eu cobrar algo e nem é de meu perfil fazer isso. Eu quero ajudar. Se eu puder reservar um lugar ali no banco já está de bom tamanho. Se a equipe fizer um bom campeonato vai ser melhor para todos. Não só para mim, mas para outros jogadores também. A Ponte ganha e o elenco vai ser valorizado”, confia o atleta, que finaliza mostrando toda satisfação em retornar.

 

“Uma alegria tremenda. Meu Deus do céu. Eu parecia criança quando pega a bola e vai para a rua o dia inteiro. Teve um trabalho com gol e o pessoal brincou que eu estava chutando mais do que antes, até pela vontade que eu estava de treinar. É gostoso trabalhar. Ficar só no estádio fazendo tratamento faz você ficar fora da resenha, das conversas e me sinto muito feliz em estar de volta. Agora é da seqüência e melhorar cada vez mais”.

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