Provável comandante contra o Vasco no sábado, Alexandre Faganello comanda o treino da tarde desta quinta, promete manter agressividade do time e destaca: mesmo à distância, maestro Guto é quem rege a orquestra

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PontePress/DJotaCarvalho

Se para conhecer bem o trabalho de alguém é preciso estar próximo, então não há dúvida de que Alexandre Faganello é um especialista quando se trata do técnico Guto Ferreira. Afinal, o auxiliar técnico do treinador conhece o “chefe” desde que tinha 14 anos e era jogador da Base do XV de Piracicaba (onde permaneceu até os 20) e era comandado pelo próprio Guto. Depois, já tendo deixado a carreira de jogador, Faganello deu início à boa parceria com Guto em 2011, no Mogi Mirim. Por esta razão, o auxiliar – que ontem já comandou o treino e repete à dose na tarde desta quinta no CT do Jardim Eulina – não tem dúvidas de como o time irá jogar contra o Vasco no sábado, jogo para o qual Guto Ferreira está vetado por ordens médicas (em decorrência de uma arritmia cardíaca após a vitória contra o Avaí).

“Conheço o Guto e no que depender dele, vai querer ir nem que seja pra ver o jogo da arquibancada, mas sabemos que os médicos vão proibir. No entanto, tudo o que vamos fazer lá é sob orientação dele, conversando antes pessoalmente, falando por celular. Mesmo que não esteja lá fisicamente, é o Guto quem vai reger a orquestra e vamos seguir o plano que já está traçado, jogando agressivamente e pra vencer. É um jogo muito importante, estamos em uma sequência boa e ganhar é um grande passo na nossa caminhada, pois, dependendo de outros resultados, pode até selar o acesso à série A”, pontua.

Na opinião de Faganello, o fato de o Vasco ter a “obrigação” de ganhar – por estar jogando em casa vindo de dois reveses e se arriscando a perder vaga no G4 caso não volte a vencer – não torna o jogo mais difícil ou mais fácil para ninguém. “O Vasco é um time que tem camisa, tem torcida, estará em um clima de pressão e tem atletas de grande qualidade, mas será que o jogo seria mais fácil se eles estivessem em uma ótima fase? Claro que não, de qualquer jeito não vai ser moleza, mas nós vamos para ganhar e eles também terão de suar muito pra enfrentar a gente”, acredita.

O auxiliar técnico conta que tanto ele quanto os jogadores ficaram preocupados com a notícia de que o treinador havia sido internado – a alta, a princípio, está prevista para esta tarde, mas com recomendação de descanso nos próximos dias.  “Enquanto a gente não sabe ao certo o que é, fica preocupado. Mas pela manhã ele mesmo já me ligou, disse que estava tudo bem e todo o grupo foi informado disso, então está tranquilo. Os jogadores já me conhecem, temos uma relação de respeito e não haverá nenhum problema com a ausência temporária do Guto, ainda que, com certeza, ele faça falta.”

Com bom humor, Faganello conta que deveria ter desconfiado que o amigo Guto não estava bem no final do jogo contra o Avaí, quando o auxiliar – após comandar o segundo tempo em decorrência da expulsão do treinador – se gabou da vitória. “A gente ganhou e eu brinquei com ele que era mais uma vitória sob o meu comando e ele nem me deu moral. Devia ter desconfiado que ele já estava se sentindo diferente quando isso ocorreu”, brinca. 

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