Agora na preparação física, Fabiano Xhá fala de trabalho com Kleina e explica metodologia a ser implementada na Ponte

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

A semana na Ponte Preta começou com mudanças em sua comissão técnica. Fabiano Xhá, que estava como auxiliar de Gilson Kleina, passou para a função de preparador físico do clube, no lugar de Luis Fernando Goulart. Trabalho este que já desenvolveu em sua primeira passagem na Macaca, em 2012.

 

“Já estou há alguns anos trabalhando com o Gilson Kleina e em alguns clubes fui tanto de preparador físico, quanto de auxiliar técnico. A diretoria me fez o convite para retornar à preparação física e vamos aos poucos colocar nossa filosofia de trabalho. Claro que em momento algum critico o companheiro, mesmo porque o trabalho do Luís Fernando é mais ou menos o que eu imagino também, com algumas diferenças claro, colocando a filosofia de trabalho do Kleina, que nós conhecemos, que é de muita intensidade de treino. Mas vamos por aos poucos, para não impactar muito essa transição com os atletas”, afirma Fabiano, que destaca essa aliança com o Kleina.

 

“Já faz alguns anos que trabalhamos juntos e graças a Deus, por onde passamos, tivemos sucesso em grandes clubes. Já conheço o modo de trabalhar dele, o que gosta durante os treinos, a exigência que gosta dos atletas. É um cara que ao mesmo tempo consegue agregar o grupo, também cobra bastante. Isso, além de tudo, me ajuda na preparação física. Porque o trabalho do Gilson sempre é intensidade alta”, reforça.

 

Fabiano explica como é o seu método de trabalho. “Tento fazer o máximo possível para que seja um grupo homogêneo, no mesmo nível de trabalho, e por isso estamos sempre atentos aos que estão fora, quantos os que vão para o banco, e normalmente são os que trabalham menos e por isso temos que dar um pouco mais de volume. Para o pessoal que joga, geralmente quarta e domingo, procuramos fazer regenerativo neles, para deixá-los prontos para a partida seguinte. Cada grupo tem as sua característica e já temos a leitura desse grupo, e para quem precisamos dar mais ênfase ou não”, esclarece o profissional, que acrescenta.

 

“Procuramos individualizar bem o trabalho. Claro que temos que ter um cuidado maior com os mais experientes. Sempre nos preocupamos com percentual de gordura e desequilíbrio muscular. Já estive em alguns clubes, em que pegamos jogadores com os quais era necessário regenerar dois dias seguidos. Isso não quer dizer que o atleta está de folga, mas sim passamos exercícios específicos para eles. Às vezes o jogador não está dentro do campo, mas está na musculação, fazendo um trabalho funcional. Por isso individualizamos os trabalhos para cada um, dentro de uma necessidade deles”, ressalta.

 

O preparador também conta como é o trabalho para ter o jogador na forma ideal. “A recuperação do atleta inicia logo após o jogo. Dentro de uma boa hidratação, de uma boa alimentação e descanso. Procuramos fazer no dia posterior ao jogo um regenerativo ativo, por isso levamos ao campo para dar essa ativação na musculatura”, afirma Fabiano, que revela algumas mudanças na metodologia.

 

“Analisamos caso a caso. Tem jogador que necessita mais de um trabalho de força, outros um reequilíbrio muscular, outros um pouco mais de trabalho de resistência. Temos que individualizar bem isso. Dentro dessa situação vamos estipular pré-treinos e pós-treinos. Casos específicos, como ganho de massa muscular, será feito antes e após as atividades. Agora faremos essa leitura, juntamente com a nossa parte da fisiologia e do departamento médico. Primeiro a preocupação de reequilibrar o atleta, ganho de força e que possa aguentar a sequencia de jogos que a Ponte tem”, completa.

 

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