Ex-goleiro da Ponte e hoje auxiliar técnico do clube, Fabiano conta a expectativa em disputar mais um Paulistão e relembra sua primeira passagem atuando pela Macaca

 

Foto: PontePress/RodrigoCeregatti

 

Além do técnico Vinícius Eutrópio, a Ponte Preta conta com dois auxiliares técnicos: Felipe Moreira, que foi o treinador interino no final do ano passado e Fabiano Pereira. Este último com uma história de longa data com a camisa alvinegra. O ex-goleiro foi o titular da equipe nos meados dos anos 90 e nutre um carinho especial pelo clube que o formou.

 

“A Ponte Preta, desde quando comecei quando criança, na adolescência e na minha formação dentro do clube, sempre foi um time grande. Só que era um time grande sem estrutura, sem o respeito que tinha já do passado, e no momento em que estive era um período difícil. E hoje vejo a Ponte como uma força muito grande no cenário brasileiro. Então fico muito contente de ter sido lembrado, em voltar a trabalhar aqui. Seria mentira minha e faria propaganda errada se não dissesse que sou pontepretano. Vivi minha vida toda aqui e agora a expectativa é grande. Temos é que controlar a ansiedade e a emoção de torcedor, para a parte coerente de dar a nossa opinião ao Vinícius. É um desafio grande em estar em um time que fez uma campanha muito boa em 2015 e vem reestruturando para uma nova campanha que se inicia no sábado”, afirma Fabiano, que vê a Macaca como uma força a ser batida no Paulistão.

 

“Hoje a Ponte está consolidada. É um time que jogando fora de casa, no Campeonato Paulista é um time temido e jogando no Majestoso, os adversários vem fechados para empatar, até mesmo sabendo do osso que vão encontrar. Isso facilita por um lado e complica por outro, porque somos o time a ser batido”, acredita.

 

Sobre o convite em voltar a trabalhar no clube o que o projetou, Fabiano revela um fato inusitado. “Eu conhecia o Vinícius Eutrópio de Araras, somos muito amigos e já tínhamos trabalhando juntos no América Mineiro, quando fui supervisor e ele treinador. Quando o nome dele foi sondado, me ligaram para falar sobre ele e, brincado para o pessoal da Ponte, eu disse que era o seu auxiliar. E nem poderia estar vindo. Tive que reformular minha vida e tudo isso foi muito corrido. Meu fim de ano foi bem complicado. Mas está valendo muito a pena. Depois desse telefonema da Ponte eu tive que ligar para o Vinícius para avisar que eu era auxiliar dele. Mas agora ele está adorando e quer meu passe para sempre”, brinca o ex-goleiro, que ao chegar no clube encontrou um ex-companheiro de clube, o atual preparador de goleiros e também ex-arqueiro da Macaca, André Dias.

 

“Não estou tão pesado quanto o André Dias. Ele é uma figura, um amigo e um professor. Minha escola como goleiro era João Brigatti, André Dias e eu vinha atropelando os dois. Mas são meus amigos irmãos. Tenho amizade familiar com eles e a resenha no vestiário é lógico que é o André quem puxa. Ele tem uma memoria muito grande. Ele lembra de tudo que passou, o que ele fez, as dificuldades que passamos juntos. Ele disse que renovou um contrato meu, até porque eu sempre fiz péssimos contratos. Também foi muito fácil entrosar com o Gustavo Bueno, com quem estudei junto e joguei no dente de leite. A comissão é muito boa, está de parabéns. Vejo a equipe da Ponte forte e que pode sonhar com coisas grandes e podemos falar até de títulos”, reforça Fabiano.

 

A expectativa positiva do auxiliar também passa pela função que exerceu na sua carreira. Após a saída de Marcelo Lomba, que teve um grande rendimento em 2015, a Ponte conta como seus principais goleiros Matheus e João Carlos. Para Fabiano, que já passou pela situação de substituir um ídolo no gol, a pressão é natural.

 

 

“É muito complicado substituir um goleiro com moral. Quando fui para o Cruzeiro, o Dida tinha acabado de sair e quando eu jogava muito bem falavam que eu parecia ele, mas quando tomava um gol esquisito, diziam que se fosse o Dida não levava. É o problema de jogar no hoje aqui, por conta do Lomba, que teve uma história incrível. Mas os goleiros que temos estão em um nível excelente, tanto que o André Dias decidiu em manter os dois e agora é torcer. Eu só vou defender. É normal no início de temporada estourar lá atrás. Se tudo ocorrer bem segue tranquilo, se acontecer um problema qualquer, automaticamente vai para a parte defensiva. É ter tranquilidade, confiar tanto no Matheus, quanto no João Carlos, mas acredito estarmos bem servidos e confio que não teremos problemas”, ressalta Fabiano, que o atual grupo da Macaca se torne vencedor e conquiste o respeito dos seus torcedores.

 

“Torcemos para que no fim do ano tenhamos grandes nomes na Ponte Preta, que sejam identificados com a torcida, que é carente de ídolos. Hoje vemos muito pouco esse vínculo da torcida com os atletas, até pela falta de comprometimento do jogador com o clube. Nós que estávamos longe do futebol sentimos falta desse ambiente da Ponte. Cada ano vai mudando. É gostoso para o atleta ter um grito identificado. Quando eu atuava eu tinha um grito, aí eu saí e o Luis Fabiano aproveitou o embalo e ficou com meu grito”, revela o ex-goleiro, que relembra o grito que a Nação Alvinegra cantava nas arquibancadas.

 

“Doutor eu não me engano, o Fabiano é pontepretano”. E quando eu vinha jogar contra eles cantavam no aquecimento. Dava vontade de tomar uns gols. Era emocionante e era sempre difícil jogar contra a Ponte. Não tinha como negar”, brinca o técnico, que quer ver a maior torcida do interior sendo o 12º jogador do time em todos os jogos.

 

“O adversário quando vem na Ponte Preta e vê a massa alvinegra treme. Pode ser qualquer time. Nós podemos dizer que o nosso grupo é forte, que a Ponte está estruturada, mas o melhor jogador nosso é o torcedor. Precisamos deles. Esperamos que eles nos apoiem em Itápolis, mesmo sendo longe eu tenho certeza que vamos ter torcida lá. E com certeza na quarta-feira (03), dentro de casa eu gostaria de ver a galera gritando. Lógico que não pedindo para eu pular alambrado. Vamos deixar para pular com troféu na mão”, completa.

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