Após empate contra o Santos, Guto Ferreira enaltece entrega dos atletas e valoriza mais um ponto conquistado fora de casa; veja os gols

O empate contra o Santos na Vila Belmiro deixou o técnico Guto Ferreira satisfeito, não só pelo 2 a 2 conquistado depois da Macaca ficar duas vezes atrás no placar, mas principalmente pela demonstração de garra dos comandados do treinador. O treinador exalta os atletas pela vitória e ressalta a importância da torcida positiva.

“A entrega do time é fantástica e confesso que é  revoltante neste cenário,  às vezes acabar o primeiro tempo e um ou outro torcedor que se exalta berra fazendo críticas pesadas. Aí a gente vê o torcedor verdadeiro da Ponte encobrindo a voz desse indíviduo gritando ‘Ponte Ponte Ponte’. Isso é fantástico. Tem que acontecer sempre. Não só no momento que a Ponte vive como esse, mas no momento pesado também”, pontua Guto.

Ele ressalta que este apoio é fundamental para manter o time em campo com a mesma garra que tem demonstrado em todas as seis rodadas iniciais do Brasileiro.  “O jogador precisa ser amparado. Hoje não tem vagabundo que chega dentro do campo e vai lá enganar. São várias situações, problemas, e a equipe sempre surpreendendo, brigando até o fim. Eles tem que receber o carinho para que não percam a confiança e sigam nessa batalha árdua e dificil que estamos tendo. Os jogadores botam o manto sagrado e se entregam. Pode até faltar qualidade, parte física, isso ou aquilo. Mas entrega não falta”, afirma.

Guto faz uma análise da partida em dois tempos. “O time do Santos veio marcando como nunca marcou. Tanto que no segundo tempo sentiu. Eu adotei uma estratégia errada, de esperar mais. Não vim marcando o Santos em cima, mas sim nos 2/3 do campo, deixando os dois zagueiros soltos. Aí eles tiveram o predomínio do jogo. Direcionamos a nossa saída de bola errada e não havia luta porquê, ela era direcionada para qualquer lado e nossos jogadores não tinham condição de brigar. Eles sempre antecipavam isso e vinham de novo”, diz.

Essa postura na primeira etapa, na avaliação do treinador,  causou desgaste e um momento de instabilidade do time. “Mas aí adiantamos a marcação no segundo tempo e as dificuldades que eles nos deram pra gente no início, nós impusemos a eles.  Começamos a tomar conta do jogo. Infelizmente não conseguimos o gol da vitória, mas estou contente com esse ponto”, ressalta o comandante.

Sobre a postura do time não só diante do Santos, mas em todo o campeonato, o treinador pontepretano sabe que terá mais dificuldades a cada rodada. “Eu acho que poucas equipes estão marcando o que a Ponte marca. E sustenta dois tempos marcando forte. E na hora de jogar também está sendo objetiva. Segundo estatísticas, em vários quesitos fomos superiores ao Santos e em outros eles foram. Em termos de objetividade principalmente. Isso reflete  o que é o futebol moderno. O modelo de jogo da Ponte a cada rodada será estudado pelos adversários e teremos mais dificuldades. Ai teremos que trabalhar ainda mais para surpreender sempre”, diz.

Comandando um dos dois times invictos da competição e com alto desempenho,  o técnico prega humildade sempre. “Nós sabemos o quanto é dificil se manter nessa maneira. Não podemos nos empolgar. Temos que manter os pés fincados no chão. Estamos trabalhando muito. Em momento algum podemos entrar em zona de conforto, porque é nessa situação que vai fazer a diferença para nós e nos manter competitivos até o final do campeonato”, completa. A Macaca se reapresenta nesta segunda-feira (7), à tarde, no CT do Jardim Eulina, para iniciar os treinamentos visando à partida contra o Goiás no dia 14, primeira do Majestoso na competição com a presença do torcedor.

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