Pratas da casa, jovens Emerson e Reynaldo mostram maturidade em campo e prometem lutar para provarem ainda mais o valor que têm

A risada fácil e a confissão de que são saudavelmente “zoados” pelos jogadores mais velhos nos treinos e vestiários deixa claro que Emerson e Reynaldo são ainda meninos em início de carreira no futebol. Afinal, não faz nem dois meses que ambos estavam defendendo a Ponte Preta na Copa São Paulo de Juniores. Mas a postura profissional tanto em campo quanto nas entrevistas deixa claro que estes dois garotos – que na vitória da Macaca contra o São Bernardo foram titulares em posições que não jogam habitualmente e fizeram um ótimo trabalho – levam o que fazem a sério.  

“Foi uma experiência nova para mim estar na lateral direita, mas procurei dar meu máximo como sempre faço, e  se o treinador precisar de mim de novo espero render bem como fiz no último jogo. Pra mim foi importante, um experiência boa, e fiquei contente com técnico Felipe Moreira acreditando meu potencial. Minha tarefa agora é manter esse rendimento em alto nível para estar preparado quando precisarem de mim”, diz o lateral esquerdo Emerson.

Aos18 anos, o jogador relembra que chegou à Ponte em 2015 e passou por duas semanas de avaliação antes de entrar em definitivo na Base alvinegra. “Aí engrenei, fui pro SUB20 e hoje estou tendo essa oportunidade no time de cima. Esperar chegar no profissional tão rápido eu  não esperava, mas estava me preparando muito pra isso e vou aproveitar da melhor forma possível. Meu sonho é estar rendendo bem na Ponte e  futuramente, quem sabe, vestir a camisa da Seleção Brasileira”, diz o garoto que é fã do futebol – e do estilo – de Daniel Alves.

Sobre atuar no Moisés Lucarelli, com eventuais cobranças da torcida, o jogador mostra maturidade e tranquilidade. “Jogar no Majestoso sempre é mais gostoso e a torcida apoia bastante. Se tem uma pressãozinha em cima acho normal, porque eles cobram, mas apoiam e motivam muito a gente pra jogar. Pra mim isso é gostoso”, pontua.

Emerson faz questão de se mostrar agradecido aos colegas de elenco, comissão técnica do profissional e da Base, e, claro, a família.  “O Leandro Zago (treinador dos juniores) me ajudou muito quando estava no SUB20 com detalhes que eu não notava e está sempre aqui acompanhando e ajudando a gente. Isso ajuda muito, essa integração, mostra que o trabalho da Base é bem feito, a  gente chega preparado. No elenco o Jeferson me ajuda bastante, orienta, quando errava nos treinamentos me chamava atenção, dizia  ‘ô nego, não é assim que faz’… o Jé me ajudou muito. E minha família, minha mãe é base de tudo, meu pai e irmãos apoiam, e eu apoio bem minha mãe , vou ralar e dar minha vida por ela aqui dentro”, diz.

Da zaga para a lateral

Também destaque na Copa SP, o zagueiro de origem Reynaldo atuou na rodada passada pela lateral esquerda e não decepcionou. “Fiquei sabendo que ia pro jogo na quinta-feira, deu frio na barriga, mas estava treinando e já tinha feito treinos como lateral esquerdo. Foi uma experiência nova, mais foi bom, gostei. Sou zagueiro,mas continuo nessa posição se o técnico precisar e gosto de jogar como lateral. Sei que  tenho um pouco de dificuldade pra sair jogando, mas na marcação sou firme e estou à disposição”, diz.

Com 20 anos e natural de Catanduva, Reynaldo começou a jogar com oito anos, em escolinha de futebol. Atuou no América de Ribeirão Preto dos 13 aos 14, depois no Mirassol e veio pra Ponte Preta. “Fiquei dois anos aqui, fui emprestado pro Atlético Paranaense pra ganhar mais experiência  e voltei pra cá, o que me deixou muito contente. Gosto muito da Ponte, tenho paixão pela torcida  que ama mesmo o clube e fico feliz por estar aqui”, afirma.

Assim como Emerson, Reynaldo conta que Leandro Zago, a Comissão Técnica e os colegas o ajudam bastante. “Na minha família todos ficaram felizes que fui titular no último jogo, ainda que um pouco nervosos por não ser minha posição original. Quero agradecer aqui a todos meu familiares e ao time por me darem a confiança necessária para fazer meu trabalho.”

Em relação a conquistar uma vaga na zaga, uma vez que na lateral ele foi improvisado, o atleta mostra humildade. “Estou tranquilo, sei que nossos profissionais na zaga são de alto nível, mas disputamos vários campeonatos e temos que estar preparados para quando o time precisar de nós”, conclui.

Rodineizinho e juvenil

Apesar da seriedade, as tradicionais brincadeiras também fazem parte do dia a dia de Emerson e Reynaldo. O primeiro, por exemplo, já foi apelidado de Rodineizinho, em referência ao também lateral direito Rodinei, ex-Ponte Preta e hoje no Flamengo.  “Não cheguei a conhecê-lo, mas pareço um pouco, até dá pra confundir. Mas como ele dizia que era o mais bonito do elenco, se eu pareço com ele… tá tudo certo”, brinca.

A pegação no pé do “juvenil” fica por conta do volante Fernando Bob e dos garotos que subiram ontem para o profissional, como Matheus Jesus, que “tiram onda” de Emerson, em especial nas rodas de bobinho. Já Reynaldo conta que seu principal “carrasco” nas brincadeiras é o meia-atacante Clayson. “O Claysinho diz que sou juvenil, fica em cima, mas é um ótimo companheiro, ajuda bastante, dá força”, diz.

E, perguntado sobre o fato curioso de um jogador de 1m66  pegar no pé dele, que tem 1m80, o próprio Reynaldo responde em tom de graça, rindo: “Sorte dele é que é um pouco mais velho que eu, então tenho que respeitar…”

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