Em busca da vitória, Ponte enfrenta Flamengo na tarde deste domingo e Jorginho enfatiza: temos que nos manter confiantes, organizados e contamos com a força da torcida

 

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PontePress/DJotaCarvalho

 

Em casa, com apoio da torcida e ingressos a R$ 5,00 para quem for com a camisa da Ponte, a Macaca entra em campo às 16 horas deste domingo para enfrentar o Flamengo com um único pensamento possível: vencer. Na vice-lanterna da competição e acumulando sete derrotas, a equipe do técnico Jorginho precisa dos três pontos hoje para iniciar uma boa sequência e continuar viva na competição – ainda que matematicamente as chances continuem existindo com qualquer placar, um novo revés torna ainda mais difícil a manutenção na série A.

 

“Não é fácil. Principalmente pelos adversários que vamos enfrentar. Flamengo hoje, depois Corinthians e Atlético Paranaense, todos são adversários super difíceis. Mas sabemos que temos condições. Agora precisamos é ter muito equilíbrio emocional, não nos deixar levar por emoções. A gente sabe que nesse momento os nervos ficam à flor da pele, a pessoa quer resolver a coisa de qualquer maneira. No entanto, a gente tem que se manter organizado, confiante”, pontua o técnico Jorginho.

 

O treinador acredita no apoio maciço da torcida para fazer a diferença e dar força ao time em campo. “Eu joguei aqui algumas vezes, na época do Flamengo, Vasco e até mesmo pelo São Paulo, em 99. E foi pedreira. Porque a torcida é impressionante. Os caras não param, aqui dentro nós somos muito fortes. Nós perdemos o jogo contra o Inter, mas eles apoiaram o jogo todo. Só no momento que terminou o jogo fomos  vaiados, o que é normal isso acontecer, eles têm que realmente ter essa cobrança. Mas enquanto a gente estava ali eles incentivaram e espero isso novamente hoje, para que possamos contar com essa energia e conquistar os três pontos”, afirma.

 

Para a partida de logo mais, o treinador não pode contar apenas com o atacante Leonardo, que se recupera de lesão, e o recém-chegado meia Elias. Diego Sacoman está de volta de suspensão e os peruanos Ramirez e Advíncula voltaram do período servindo a Seleção do Peru e estão à disposição do treinador, que não revela o time. Por outro lado, se há algo que Jorginho não esconde é o fato de estar chateado por ainda não ter conseguido vencer com a equipe desde que chegou, algo que espera resolver hoje.

 

“Não tenha dúvida que é uma coisa que incomoda. Mesmo quando eu comandei o Flamengo, lá foram dois empates e duas derrotas. Vindo pra cá infelizmente não conseguimos ainda um bom resultado. Já tivemos jogos que merecíamos ter vencido, tanto lá quanto aqui, mas não aconteceu. Não é um discurso vazio, mas é um discurso consciente. Na minha vida já passei por muitos obstáculos, a perda do meu pai quando tinha dez anos de idade, tive que trabalhar com 11. Venci na minha vida com objetivo, com luta e com trabalho. E não vai ser dessa vez que eu vou desistir. Vou continuar trabalhando. Poderíamos ter inclusive empatado com o São Paulo, a gente sabe disso. Então é cabeça erguida, continuar trabalhando para que o resultado chegue”, diz.

 

O treinador avalia que existiu um tempo de adaptação entre time e comando. "Quando há uma troca de treinador é normal, inclusive para que se conheça melhor o grupo. Uma coisa é eu saber sobre o William, que é um jogador extremamente conhecido, a outra coisa é eu conhecer o Luis Advincula, que apesar de ser um lateral de seleção do país dele não era tão falado assim porque não estava jogando. Até a gente conseguir entender a capacidade desses atletas leva um tempinho. Mas sendo  bem frio e crítico na situação a equipe tem uma cara hoje. Tem um sistema tático definido. Mudamos o 4-4-2 para o 4-2-3-1 dentro da partida. Existe um equilíbrio e as oportunidades têm surgido. O que está faltando é que a bola entre.”

 

Para Jorginho, a equipe vai sair da zona de rebaixamento. “Não estamos tendo ilusões, mas sabemos do potencial, ainda que, claro, tenhamos limitações. Por isso que não estamos lá na frente, mas que não merecemos estar onde estamos. Temos condições, sim, de sair dessa situação e vamos em busca desse objetivo. Pode parecer que é quase impossível, mas nós sabemos que o quanto é possível sair dessa situação contra grandes equipes, que são protagonistas que querem partir pra cima, que querem vencer os seus jogos e com certeza nos darão uma possibilidade muito boa”, analisa.

 

O comandante destaca ainda as diferenças entre a Macaca e outros competidores. “Se a gente vai estar defensivo, ofensivo, nós temos que entender uma coisa só: somos a Ponte Preta. Dentro do cenário brasileiro, não somos de grande porte, somos uma equipe média do futebol paulista e muitas vezes as ditas grandes nos tratam como pequenos. E nós temos que entender que muitas vezes temos que jogar dessa forma. Não adianta a gente ficar pensando em lutar contra São Paulo, lutar contra Fluminense porque eles tem um plantel muito bom, a qualquer momento eles vão sair dessa situação. O nosso foco é outro. Nós temos que entender muito bem a nossa realidade e é dentro disso que eu trabalhor.Sou uma pessoa muito sincera, muito transparente naquilo que eu falo. E o torcedor pode ter certeza, eles podem cobrar a gente por resultados. Sei que não aconteceram até agora. No entanto, podem estar certos que não é por falta de hombridade, por falta de vontade, disciplina e entrega, e mostraremos isso hoje”, finaliza.

 

Dos lados do Flamengo, Mano Menezes poderá ter até quatro desfalques. O goleiro Felipe, o zagueiro Chicão e o lateral Léo Moura estão com problemas físicos e, a princípio, seriam vetados pelo Departamento Médico. Já o volante está suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Os ingressos para a partida de hoje estão à venda até o final do primeiro tempo nas bilheterias do Majestoso. O jogo terá transmissão em FM (99,1) e AM (870, 1170 e 1270).

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