Macaca treina pela manhã e já segue para Bauru: viagem antecipada para reduzir o desgaste contra o Linense

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PontePress/GuilhermeDorigatti

O elenco pontepretano faz na manhã desta segunda (16) o último treino em Campinas antes de enfrentar o Linense, na quarta-feira de cinzas.  “Fizemos uma programação um pouco diferente para ter uma boa recuperação física. Treinamos agora pela manhã, almoçamos e já viajamos, visando a um descanso maior. Na terça treinamos em Bauru e daí seguimos pra Lins”, explica o gerente de futebol Gustavo Bueno.

Ele explica que a decisão de antecipar a viagem foi uma decisão conjunta da comissão técnica, objetivando ganhos ao time. “Desta forma trabalhamos melhor a recuperação e a alimentação, a equipe estará mais disposta para enfrentar o Linense.  Quanto mais tempo conseguimos aproveitar entre os jogos neste caso é melhor, isso foi visível na quinta contra o Marília, em especial no segundo tempo, estávamos fisicamente muito bem em campo.”

O preparador físico Lucas Benchimol reforça a tese exposta por Bueno. “É uma viagem longa, então a possibilidade de viajar e descansar uma noite a mais já próximo do destino do jogo vai possibilitar um ganho significativo no jogo de quarta. Até porque é um dia a mais também com treino, descanso em períodos estipulados, alimentação controlada, com cardápio feito pela nutricionista servido no hotel. O ganho é grande, ainda mais nesta sequência inicial do Paulista, que é mais desgastante com jogos em sequência e viagens”, acredita.

O preparador explica que, também para possibilitar um melhor aproveitamento do time, todos os jogadores são mantidos em condições similares, independentemente de jogarem ou não, justamente para estarem prontos em caso de necessidade. “Eles têm que estar sempre igualados, para todos poderem corresponder quando forem exigidos. Então a preparação tem que pensar em quem atua sempre, quem está no banco e os não-relacionados.”

Para isso, o trabalho é diferenciado. “Quem não é relacionado às vezes tem um planejamento de mais longo prazo em relação a quem faz um jogo atrás do outro. Contudo cada um tem um organismo diferente, responde diferente, tem queles que sentem mais a sequência e às vezes a exigência de um mesmo jogo é diferente pra um e pra outro atleta em posições distintas. Levamos tudo isso em consideração”, explica.

Benchimol ressalta que, com a análise constante, é possível promover um revezamento para que o atleta suporte o máximo tempo possível sem interrupções. “Isso pode significar tanto descanso a mais para um indivíduo ou um grupo, quanto treino a mais pra quem vai pro banco, por exemplo, já que este não tem carga de jogo que o titular tem. Por isso, inclusive, às vezes temos que colocar quem está no banco e os não-relacionados em atividades como jogos-treino”, finaliza.

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