Elenco se reapresenta nesta tarde e Jorginho destaca: ninguém consegue vencer na vida sem enfrentar dificuldades grandes obstáculos, estamos preparados para trazer o título da Argentina

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PontePress/DJotaCarvalho

 

O elenco pontepretano se reapresenta às 17 horas desta quinta, no Majestoso. Os atletas que atuaram no empate de ontem contra o Lanús pela primeira final da Copa Total Sul Americana fazem trabalho regenerativo e os demais farão treinamento regular. O técnico Jorginho mantém todo foco na competição internacional (a Macaca deverá atuar com time alternativo no final de semana contra o Internacional pelo Brasileiro) e está confiante que a equipe pode, sim, vencer no jogo de volta no La Fortaleza.

“Ninguém consegue vencer na vida sem enfrentar dificuldades, sem enfrentar grandes obstáculos. Temos um grande adversário, esperto, malandro, que sabe jogar esse tipo de jogo. Vimos o quanto eles seguraram a bola, catimbaram…não vai ser fácil, mas estamos preparados para sofrer desde que possamos trazer o titulo. Lá eles vão ter que se expor, não vão ficar apenas na bola parada e com eles se expondo um pouco mais a gente pode ter oportunidade de vencer o jogo. Mas o mais importante é trazer o título , se for no pênalti também vale, o importante é sermos campeões”, diz.

O treinador não poderá contar na partida com Uendel, que ontem tomou o terceiro amarelo, e não adianta quem vai substituir o lateral esquerda. “Temos uma ideia de como entrar, mas vamos aguardar, ouvir e avaliar os atletas. Não temos outro lateral esquerda de ofício, a não ser vindo dos juniores, e não podemos colocar nesta situação. Então já sabemos que vamos improvisar. Existe a possibilidade, por exemplo, de o Chiquinho entrar naquela função, já que ele já atuou como ala e é um jogador muito veloz, joga muito bem. Mas ainda é suposição, vamos aguardar”, afirma.

Jorginho ressalta que de maneira alguma os atletas da Ponte irão “descontar” o estilo muitas vezes agressivo que os argentinos demonstraram ontem, com um excesso de faltas duras. “Temos, sim, que chegar junto, mostrar nossas armas, mas sem agressão. A gente não pode revidar, entrar neste tipo de jogo que é a forma deles jogarem, mesmo que aconteça isso lá. Eles têm que sentir, sim, que a gente não vai afinar, não vai perder dividida”, afirma o técnico.

O comandante alvinegro conta que os jogadores pontepretanos têm em mente a partida das quartas de final contra o Vélez Sarsfield, quando a Macaca empatou o primeiro jogo novo Brasil e depois surpreendeu ao vencer o campeão argentino por 2 a 0 em Buenos  Aires. “Eles vão ter que sair mais porque vão estar jogando em casa, assim como nós precisamos nos expor ontem porque queríamos um resultado aqui. Então é mais uma partida onde uma bola pode definir o jogo e estamos preparados pra isso. Já temos característica de atuar desta forma,  jogar fechadinho e esperando aquela bola”, pontua.

Por sinal, Jorginho não vê semelhanças excessivas entre o jeito de atuar das duas equipes. “Até somos parecidos na forma organizada de jogar defensivamente, mas a forma deles chegarem no ataque é totalmente diferente, nós não ficamos lançando o tempo inteiro para o Leonardo pra tentar explorar a segunda bola. A gente chega lá com o toque de bola, principalmente agora com losango  de Baraka, Fellipe, Fernando Bob e Elias. A Ponte não é uma equipe pro tempo todo dar balão, ainda que taticamente na defesa tenhamos semelhanças.”

Sobre o jogo de ontem em si, Jorginho inicia já destacando a diferença entre os gols das equipes: se por um lado ambos saíram em boas cobranças de falta, para ele as faltas em si nada têm a ver uma com a outra. “Não achei que foi falta do Diego Sacoman porque o Santiago estava o tempo todo fazendo esse tipo de jogada: se jogava pra cima dos zagueiros e cavava falta, mas na realidade era falta dele. Infelizmente o árbitro entrou na dele e acabaram fazendo gol. Já a falta feita sobre o Chiquinho foi clara e era pra ter sido cartão vermelho pro Lanús, pois o jogador deles era o último homem. O bandeira que marcou a falta foi muito homem, viu o que nós tínhamos visto do banco, estávamos na linha próxima dele. Conseguimos bater muito bem e empatar o jogo”, relembra.

Ele enfatiza a qualidade da cobrança de Edson Bastos. “O Bastos, o Elias e o próprio Adrianinho vem treinando bem neste quesito, pena inclusive que o Adrianinh está suspenso . O Fellipe foi confiante, se concentrou – eu lembro muito da Hortência, do basquete, se concentrando para cobrar lances livres. E na segunda cobrança de falta fez igual, por pouco ele não faz o segundo gol.”

O treinador prossegue analisando a partida, na qual considera que o elenco “não ficou devendo na bola”. “No primeiro tempo a equipe conseguiu envolvê-los em diversos momentos, com muita qualidade, só acho que a gente deveria ter tido um pouco mais de posse da bola, principalmente nesta etapa inicial. No segundo tomamos o gol relativamente rápido, tivemos que sair um pouco mais, nos expor um pouco mais e acabamos tomando contrataques. Mas essa é a forma de jogar da nossa equipe, lá eles devem sofrer mais ou menos o que nós sofremos aqui. E teremos que estar atentos o tempo todo para a bola longa do Santiago”, pontua.

Jorginho esmiúça um pouco mais os primeiros 45 minutos. “A gente deixou de aproveitar chances no primeiro tempo, devíamos ter tido um pouquinho mais de paciência. Demos quatro chutes a distancia, por exemplo, e não é nossa forma de jogar. O Fellipe tem um chute forte de longa distancia, mas a gente podia ter trabalhado um pouco mais porque havia visto que o Lanús dava essa possibilidade. Acabamos dando espaço pra eles, mas as duas equipes têm uma forma de jogar bem conservadora e não queriam se expor. Sabíamos que o jogo ia ser assim e não tenham dúvida que gostaríamos de ter vencido aqui, mas este não é um resultado rum. Lá eles vão ter que sair, se expor muito mais e com certeza vamos poder explorar o contra-ataque”, prevê.

O treinador conta ainda o que sentiu quando o adversário Santiago Silva perdeu um gol feito, no final do primeiro tempo. “Vibrei como se fosse um gol nosso, como se fosse aquele pessoal do futsal. Era um gol feito, era só ele encostar e ter a calma necessária, mas tentou dar de três dedos, bater com a parte de fora do pé. Falei pros atletas no intervalo que nem sempre as oportunidades passam na nossa porta como passou no primeiro tempo. Lances como esse fazem a gente sentir que a coisa está acontecendo, em momentos difíceis, como no jogo em que fizemos com o Pasto fora de casa, foi um sufoco. Mas parece que a felicidade está do nosso lado, temos que aproveitar”, diz.

Jorginho finaliza revelando a importância da próxima final para ele. “Será o jogo mais importante da vida como treinador e quero muito esse título. É um momento que me emociona e quero muito que isso aconteça.”

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