De volta ao gol como titular na última partida, Edson Bastos prega seriedade e diz acreditar muito que a equipe pode entrar para história do clube

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PontePress/DJotaCarvalho

Titular até meio de 2013, o goleiro Edson Bastou voltou à equipe principal no último jogo diante do Grêmio. O arqueiro fez importantes defesas contra os gaúchos e mostrou que pode ajudar a equipe caso o camisa 1 Roberto não possa atuar diante do São Paulo, nesta quarta-feira (27), pelo segundo jogo da semifinal da Copa Total Sul Americana. Edson Bastos sabe que a equipe vem em um momento difícil no Brasileiro, mas na competição internacional pode entrar para a história.

“Nós fizemos um bom jogo contra a equipe do Grêmio, mas as coisas acabaram se dificultando pelo primeiro turno que realizamos, que foi muito abaixo da expectativa. Hoje estamos pagando pelo que fizemos lá atrás. Mas temos essa possibilidade de salvar o ano e vamos continuar trabalhando da mesma forma, com seriedade, para conseguir um título que a Ponte nunca conseguiu. São 113 anos de história sem um título mais significativo e estamos há três jogos de conseguir esse feito. Vamos focar exclusivamente nisso para que tenhamos um final de ano tranquilo e possamos dar essa alegria ao nosso torcedor”, diz.

O goleiro afirma que não é hora de a equipe ficar abalada por conta do provável rebaixamento. “Temos que voltar ao normal. Claro que ficamos chateados por se tratar de uma situação de rebaixamento. É ruim para todos, mas temos que virar essa página. É outra competição, temos a vantagem e temos usufruir dessa vantagem só no final do jogo. Temos que continuar trabalhando novamente porque se trata de uma decisão. O torcedor está empolgado com essa possibilidade real de fazer uma final e vamos pensar exclusivamente na equipe do São Paulo”, diz.

Ele ressalta que na partida passada substituiu um dos seus grandes amigos no meio do futebol. “Roberto é uma excelente pessoa e um grande amigo que eu tenho. Às vezes em uma equipe não é porque você não está jogando que você não é útil. É um atleta que tem sua liderança positiva dentro do grupo e eu sei enxergar muito bem isso. Não vejo concorrência, penso em um todo. Ele vive um grande momento e fico feliz em tê-lo ajudado em um momento que precisou. Agora que precisei jogar procurei fazer o meu melhor”, afirma.

O goleiro também faz questão de ressaltar a importância da conquista para o primeiro time de futebol do Brasil. “A Ponte no ano que vem pode subir para a Série A novamente. Agora, conquistar um título é muito difícil. Tanto é que se passaram 113 anos e ela nunca conquistou um desta significância. Temos essa consciência que estamos há três jogos de conquistar esse feito. Motivação maior que essa não existe”, reforça, acrescentando o quanto será importante para os jogadores ir além na Copa Total Sul-Americana.

“O atleta não pode simplesmente passar por uma equipe. Eu gosto de deixar um legado. Deixar algo de positivo nas agremiações que eu procuro passar. Estamos há três jogos do título e vamos focar exclusivamente nestes três jogos. Darmos o máximo porque estamos em débito com essa torcida. E temos que dar de presente esse título da Sul Americana”, explica.

Ele faz ainda uma ressalva: apesar do placar relevante construído no jogo de ida em São Paulo, ainda não há nada ganho. “Da mesma forma que construímos uma grande vantagem, o São Paulo tem totais condições também. Agora, cabe a nós. Sabemos que temos a vantagem, mas não podemos sentar em cima dela. Temos que jogar da mesma forma que estamos jogando, respeitando muito a equipe do São Paulo, mas sem abdicar de jogar. Encaramos a decisão como se estivesse 0 a 0 o placar”, diz.

O goleiro diz ainda não sabe se jogará, mas se diz pronto para o combate. “Estou preparado para o jogo. Até brinquei com o Roberto no vestiário. Perguntei a ele se estava pronto e respondi: olha…se você não estiver eu estou. Eu estou querendo, hein (risos). Mas acredito que ele não vai ter problema algum.”

O goleiro também fez questão de dizer que, mesmo atuando em Mogi Mirim, a torcida pode esperar uma equipe com muita vontade. “Digo aos torcedores que não poderão comparecer até Mogi, para nos prestigiar, que podem estar tranquilo que dentro de campo vamos fazer o máximo. Só o pensamento positivo deles vai estar nos ajudando também. Vamos nos entregar o máximo para sair classificado para essa grade final”, afirma o jogador, que finaliza dando a uma receita para sair de campo com a vaga na final.

“Nessa hora tem que ter coração. Não tem que lamentar nada. Podemos encarar qualquer equipe de igual para igual. Cabe a nos assumir essa responsabilidade, respeitar a equipe do São Paulo, mas em momento algum temer. Quem tiver mais coração vai sair vencedor.”

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