Eberlin fala sobre planos da gestão, prega união em prol da Ponte e volta da torcida

 

Foto:PontePress/DiegoAlmeida

 

Recém-eleito para comandar os destinos da Associação Atlética Ponte Preta, o agora presidente alvinegro Marco Antonio Eberlin falou ontem com a mídia, logo após ter sido confirmado como o 58º mandatário maior do clube, e respondeu a diversas questões. Confira abaixo as principais respostas de Eberlin sobre os temas perguntados.

Eberlin também informou ontem que pretende homenagear o ex-presidente Lauro Moraes, que esteve presente à primeira reunião do novo Conselho Deliberativo na noite de segunda: ele quer dar à Unidade Paineiras da Ponte Preta no nome de Complexo Poliesportivo Lauro de Moraes.

União pela Macaca

Nosso principal desafio é aglutinar a Ponte. Vivemos situação de muita discórdia e peço que os pontepretanos possam se aglutinar em torno da Ponte. Não tem nem mais DNA nem MRP, que possamos juntos trabalhar em prol do clube. A Ponte vive há anos dividida e é preciso acabar com essa divisão. Que todos os pontepretanos estejam de volta ao clube e pensando no bem comum da instituição.

O desafio é trazer o verdadeiro pontepretano de volta, lotar o estádio, porque aí sim há o diferencial, nos tornarmos muito fortes aqui dentro como sempre foi, graças ao papel preponderante da torcida na história do clube. Toda a diretoria vai trabalhar, principalmente no TC10+, para criar diversas alternativas para que a torcida venha para o clube.

Lugar de pontepretano é no estádio, é ajudando a Ponte a ser grande. Aquele que quer bem o clube é bem-vindo, vamos acabar com a discórdia. Não existe mais chapa A ou B. São todos a favor do clube, sequer veria problemas em ter gente da DNA comigo na administração.

 

Finanças

Sabemos da condição financeira precária do clube e isso não é da gestão do Tião, há anos que vem um déficit orçamentário gigantesco. Precisamos fechar essa torneira, estancar essa sangria, para que funcionários possam receber no quinto dia útil, que é o legal e a necessidade que todos têm.

É foco da nossa gestão reduzir déficit orçamentário, arrumar uma engenharia econômica para parar de endividar o time. Nos últimos 15 anos, fora o ex-presidente Sérgio, acredito que tivemos tranquilamente mais 150 milhões de endividamento entre impostos, fornecedores, ex-atletas. Vamos ter uma equipe jurídica só para trabalhar nessas ações, outra pra negociar e reduzir custos.

Não dá mais para ponte arrecadar vinte e gastar cinquenta, senão entra num colapso financeiro e não vai ter mecenas que resolva. Até porque se for para pegar dinheiro em um banco ou de um terceiro, pegamos, mas isso aumenta as dívidas. Se for preciso uma ação do tipo para sanear as questões mais imediatas, podemos fazer, mas remos que reestruturar, para os funcionários estarem em dia, seja aqui ou em Jaguariúna.

Temos que ter ações com impacto emergencial, uma economia de guerra, e planejamento para não endividar mais. E ser transparente com fornecedor e funcionário.

Futebol: próxima temporada

No atual momento, eu já quero ser campeão paulista, mas sabemos da dificuldade que o clube vive, então só a torcida pode fazer a diferença. A Ponte não pode prometer o Ademir da Guia se tem dinheiro apenas para contratar o Piá, não adianta prometer pra torcida o que não pode cumprir, mas prometemos criar infraestrutura para suplantar adversários que nos deixaram um pouco para trás.

Sabemos eu na próxima temporada haverá dificuldade, porque o time vive um caos financeiros. Vamos fazer uma auditoria total, real e irrestrita, por empresa idônea, pra saber o tamanho do abismo. Mas não pensamos em demissão em massa, em caça às bruxas e sim em que ajustar orçamento, ajustar salários para que não atrase mais. Precisamos ajustar que tipo de jogador contratar e que salário pode pagar para honrar os compromissos. Não vai haver mentiras. E temos que ser competentes: há equipes que disputam com orçamento menor que o nosso e acabam tendo melhor desempenho.

Quero levar o time de volta para a série A em breve.

Novo CT

Sem essa infraestrutura não podemos lutar para melhorar o clube. Existe um projeto de CT para profissional e base, e isso vamos entregar a todo custo, até o final da nossa gestão no máximo.

Já estamos falando com o Rafael Mangabeira, autor dos projetos, para captar de recursos. Havendo os recursos, nossa prioridade é essa.

Diretores da gestão

Quanto à diretoria, o estatuto nos dá 30 dias pra divulgar. Vou manter o estatuto mais uma vez, como a MRP fez em todo o processo eleitoral. O único nome confirmado agora é o do nosso financeiro, que ficará a cargo do Dr. Gustavo Garcia Válio. Os demais divulgaremos em até 30 dias.

Transparência

O Conselho Deliberativo terá direito de saber valores de jogadores, percentuais., tudo. Não vamos ter cláusula de confidencialidade. Quando não puder passar pra imprensa, ok, mas o conselheiro vai ficar sabendo.

Teremos canal livre com a imprensa, o torcedor da Ponte vai ser muito bem informado. Não vou me furtar nunca a dar entrevistas. Claro que haverá assuntos que as diretorias é que se manifestarão, mas em assuntos fortes do clube nunca vou me furtar. E não priorizo repórter A ou B.

Quanto a contratação, quando for balão de ensaio não falo nada, mas quando estiver correta a uma contratação, vamos a público e falo.

Ser presidente

Até a semana passada declinei de qualquer cargo, mas tivemos questões sobre as prerrogativas necessárias do estatuto e insistiram. Nunca quis ser presidente, não agora, quis ser em 2008, quando fui candidato. Mas os 30 coordenadores da chapa votaram unanimemente para eu ser presidente e não podia jogar um projeto fora.

Mensagem à torcida

Peço encarecidamente ao torcedor que volte ao estádio, volte ao dia a dia do cube, consuma Ponte Preta, consuma ingressos,  produtos oficiais para nos ajudar com a situação financeira.

Só o torcedor pode mudar essa história.  Não é Eberlin, DNA, MRP. Não muda se o torcedor não voltar a trabalhar junto com o clube do coração. Vocês são donos da Ponte Preta, eu estou aqui por circunstância. Venham para o estádio, venham cobrar quando for preciso, não tenho medo disso. Mas a Ponte precisa que o torcedor esteja dentro da nossa casa.

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