EA Sports e Dotz pagam por uso irregular da imagem da Ponte Preta em game Fifa2013 e programa de pontos

A marca da Ponte Preta é extremamente valiosa e agrega inúmeros benefícios a quem a usa, como sabem muito bem todos os patrocinadores da Macaca. Por essa razão, inclusive, não deve ser utilizada de maneira irregular e a AAPP está de olho e cobra juridicamente as pessoas e entidades que fazem o uso inadequado. Os casos mais recentes são da EA Sports, que produz o videogame FIFA, e o programa de pontos Dotz.

No ano passado, a EA Sports lançou o videogame FIFA 2013 e não negociou com a Ponte o uso da imagem, apesar da AAPP ter procurado a empresa. A Macaca ajuizou ação contra a EA, já que o game saiu com um time nomeado “Ponte Preta C.” ou “P. de Campinas” (o nome variava em momentos e cenários do jogo) e com uniforme claramente calcado na Macaca e não só isso.
 
“Somente o fato de terem utilizado o nome Ponte Preta já é violação, haja vista que este nome pertence à AAPP. De mesmo modo, foram utilizados os nomes e, em boa parte, a imagem dos jogadores titulares e a maioria absoluta deles possuía ou ainda possui contrato de licenciamento de imagem com a Ponte Preta, portanto este outro direito da Ponte também foi violado”, diz o advogado alvinegro João Felipe Artioli.
 
Após o ingresso da ação, a EA fez um acordo com a Ponte no qual não apenas pagou os valores devidos como acertou o uso de imagem pelos próximos cinco anos.  Na prática, a Ponte, portanto, já está garantida de maneira legal no FIFA2014, cujo lançamento está previsto para os próximos meses.
 
No caso da Dotz, no dérbi do ano passado pelo Campeonato Paulista foi realizada uma promoção, do tipo bolão, utilizando os brasões de Ponte Preta e Guarani. Na promoção, aqueles que se cadastrassem no chamado “programa dotz” para participarem do bolão ganhariam um número de pontos que posteriormente poderiam ser trocados por produtos (igualmente, aqueles que já integravam o programa ganhariam pontos). Além disso, haveria premiação a quem acertasse o bolão.
 
“Portanto, o lucro deles era voltado para quem se inscrevia no sistema de pontos Dotz, quanto mais gente, mais lucro. Neste sentido, se utilizaram do símbolo sem a outorga de licença para fins comerciais, o que é ilegal”, esclarece Artioli, acrescentando que um acordo de pagamento de direitos foi selado em audiência entre as partes na Justiça.
 
Mais do que as vitórias legais em si, Artioli ressalta que as ações mostram que a Ponte não irá permitir o uso inconsequente da imagem do time e da instituição. “Os atos de proteção à sua marca que a Ponte Preta vem adotando visam não apenas a garantir os direitos da instituição, mas impedir com cada vez mais rigor a ação de pessoas que pirateiam produtos com a marca Ponte Preta. Trata-se do primeiro time de futebol do Brasil em funcionamento ininterrupto, uma instituição que merece respeito à sua imagem.”

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS