É dia dos pais e Roberto quer dar vitória à filha Manu

 

Hoje é Dia dos Pais e a Ponte Preta parabeniza a todos os alvinegros – torcedores, funcionários, jogadores, diretores – que têm o prazer de ter filhos. Entre eles, um exemplo de paizão é o goleiro Roberto, que constantemente é acompanhado pela Manuela, de três anos, nos treinamentos da Macaca. Roberto ainda não sabe o que vai ganhar de Manu, mas quer dar um presente para ela: três pontos no jogo de hoje. “Nesse Dia dos Pais temos um jogo importante para nós. Vamos tem uma partida difícil, um adversário direto e eu quero dar o presente para minha filha Manuela e também para o meu pai Mário. Será um jogo de muita importância para nós”, diz o arqueiro alvinegro, que nos últimos dois jogos defendeu dois pênaltis.

 

Ele conta um pouco sobre a relação com a filha. “É complicado porque nós, jogadores de futebol,  ficamos muito tempo fora. Às vezes estou em casa e ela me vê arrumando, colocando a roupa da Ponte e diz: ´Onde é que você vai?´ E eu falo: ´Eu vou para o hotel. Aí ela responde: ´De novo esse hotel, de novo!´.  É complicado, mas é nossa profissão e sabemos que temos que abdicar de muitas coisas para ser jogador profissional. Está no pacote”, diz o atleta.

 

Segundo Roberto, Manuela ainda não conhece todo o mundo em que o pai trabalha, mas já demonstra interesse. “Ela é pequenininha ainda. Não tem a noção exata. Mas tenho um exemplo do jogo contra o Coritiba. Ela estava assistindo a partida com minha esposa Mônica e falou para ela: ´Mamãe. Será que nós rezamos errado hoje? Papai tomou cinco gols´. Ela está começando a ter um pouco de noção. Ela vai no treino comigo, brinca e se joga lá no gramado. Um dia ela vai saber o que é ter um pai goleiro. O sofrimento que é “, brinca Roberto, que faz questão de valorizar a presença da esposa nesse período ausente.

 

“Para o jogador de futebol ter uma pessoa junto ajuda bastante. A Mônica sempre esteve do meu lado e sabe o que é ter que ficar longe e dias concentrado. Às vezes a Manu pergunta por mim e ela tem que inventar histórias, que o papai está em algum lugar. Ela é muito importante” , conta.

 

Além de pai, Roberto é filho. E assim como às vezes fica distante de Manuela, no início da carreira ficou distante dos pais para seguir na profissão. “Eu sai de casa com 15 anos e hoje tenho 34. Se juntar o tempo que fiquei em casa com meu pai e com minha mãe, seo Mário e a Dona Celina, não dá um ano. Estou na rua há bastante tempo e é complicado. Nos falamos sempre, mas estar junto são poucas oportunidades”, afirma o goleiro, que termina avaliando  o sacrifício em ficar distante.

 

“Cada escolha é uma renúncia. Não adianta querer abraçar duas coisas. Jogar futebol é cortar dedos. Você pega a mão e vai cortando. Dia dos Pais, Dias das Mães, Páscoa e às vezes até Natal tu não vai passar. Todas as profissões têm lados bons e ruins. Não é um mar de rosas, mas é o que gosto de fazer e tiramos de letra também”, completa Roberto.

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