Coordenador do DM da Ponte, Roberto Nishimura destaca trabalho de excelência alvinegro, que faz com que equipe da Macaca tenha índice baixo de lesionados

 

Foto: PontePress/RodrigoCeregatti

 

O sucesso de um grupo de futebol ao longo de uma temporada, também passa pela saúde dos seus profissionais. Na Ponte Preta, já há dez anos, o responsável direto por esse trabalho é o Coordenador do Departamento Médico, Roberto Nishimura. Junto de toda a equipe que faz parte do IMAP (Instituto de Medicina e Avaliação da Performance), que conta com médicos, fisioterapeutas, fisiologista, nutricionistas e preparadores físicos, o doutor tem feito com que os atletas  da Macaca ao longo dos anos tenham poucas lesões. E um dos fatores disso é a prevenção.

 

“Foi feito um levantamento por um órgão de imprensa a respeito do número de lesões e isso nos deixou muito satisfeito porque – a questão não é ranking, não estamos em competição com outros clubes – é um parâmetro importante para mostrar o trabalho que é feito aqui nos bastidores, pelo staff do clube, que denominamos de Ponte IMAP. Uma equipe multidisciplinar que atua em cima do atleta de futebol. Durante o ano nós temos competições regionais, nacionais e para esse ano temos uma internacional, então a condição física do atleta vai da sua saúde primeiramente. A partir do momento que o atleta está saudável, ele consegue desempenhar seu treinamento físico/técnico e obviamente que esse conjunto multidisciplinar consegue desempenhar nível de fadiga, de desequilíbrio muscular e essa equipe da fisiologia, nutrição e preparação física faz com que consiga atuar pontualmente. E para que isso aconteça nós temos hoje uma estrutura de equipamentos e de tecnologia que detectam e antecipam uma lesão”, explica Nishimura Roberto, que reforça.

“Acho que isso é o grande segredo do nosso trabalho e dos grandes clubes. Antecipar uma lesão, uma pré-lesão, uma mialgia, uma dor muscular, que durante a semana de treinamentos possa ser administrada. Assim conseguimos fazer com que o atleta tenha condição de jogo e fique apto por mais tempo. Temos uma estatística própria, que é determinada pelo Comitê Médico da CBF, que é diferente do que foi divulgado, que serão as lesões nos jogos do Campeonato Brasileiro. Nós temos há três anos nossa própria estatística, e nosso índice de ausência, de vetos, é muito baixa. Por vezes um atleta deixa de participar de um ou dois treinos durante a semana, mas estará apto para jogo. Isso é o que chamamos de administrar a queixa ou dor. Obviamente que o futebol por ser um esporte de alto rendimento e submetido a choques e traumas, essas lesões traumáticas nós conseguimos controlar pouco. Agora as lesões por overuse (termo utilizado para designar o excesso de repetições em um determinado movimento, provocando microtraumas locais), decorrentes dos treinamentos, nós conseguimos controlar bem”, ressalta.

O coordenador médico se mostra feliz com o resultado atual. “É com muito orgulho e satisfação fazer parte dessa equipe, em comandar o departamento médico e de fisioterapia, que consegue fazer com que o atleta tenha uma recuperação rápida, por conseguirmos prevenir. Quando é uma lesão de grau 2 ou 3 é lógico que o tempo é maior, mas todas essas lesões foram de grau 1, com máximo de afastamento em torno de cinco a sete dias”, avalia.

Dentro desse princípio, há ainda dois atletas que estão em fase de recuperação, desde o fim de 2016: o goleiro João Carlos e o zagueiro Kadu. “Foram feitos procedimentos cirúrgicos nos dois atletas, visando uma melhor condição física. Eles conseguiriam estar atuando com as queixas que eles tinham (o João Carlos no cotovelo e o Kadu no pé), que eram lesões antigas, mas para dar um conforto maior e melhorar a condição técnica deles inclusive, aproveitamos esse final do ano, dentro desse planejamento, e hoje ambos se encontram no período de transição. Importante ressaltar que é um período onde há alta médica, porém não há a liberação para jogo. É um período de transição onde as capacidades, físicas, técnicas são aprimorada dia a dia e aí é o comendo da equipe multidisciplinar e estará apto para jogo quando o atleta desempenhar todos os movimentos dentro do campo de treino. A previsão é que nesse mês eles passem por esse período”, acredita.

 

Já sobre a importância da realização da pré-temporada, Nishimura é taxativo. “É fundamental. Nós temos uma característica aqui na Ponte Preta, em que os atletas que fazem a pré-temporada conosco conseguem ter um ano muito bom, com queixas mínimas de dor ou de lesões. Apenas para exemplificar, os atletas que vem no meio de temporada, de outros países, principalmente no mundo árabe e do oriente, demoram para entrar no nosso ritmo. É conversado internamente. Quando o atleta vem destes locais, nós já alertamos que o período de adaptação é de seis, oito semanas. Não é qualquer atleta que vem, entra e joga. Muita vezes pode acontecer, mas em um nível abaixo do grupo. É importante essa avaliações para termos números em mãos, dados, porque são variáveis complexas. Por isso temos uma equipe grande no staff e vencendo esse período de pré-temporada de base que temos aqui, o atleta passa bem. E os que chegam durante o ano também passam por esse processo”, comenta.

Para finalizar, ele revela que a Ponte tem investindo ainda mais em busca da melhoria da excelência do Departamento Médico alvinegro. “A Ponte Preta tem um belo Centro de Treinamento, com um bom campo aqui no CT. Nós temos tudo. É que está espalhado e não é visível. Todas as avaliações de um clube de alto rendimento e de elite do futebol brasileiro nós fazemos. Estamos projetando a aquisição de novos equipamentos para esse ano. Os orçamentos já estão feitos, através da Lei de Incentivo ao Esporte, principalmente para fomentar a categoria de base. Havendo essa capitação vamos lançar o IMAP 2, que são atualizações dos nossos equipamentos e utilizar cada vez mais a tecnologia para avaliação e monitoramento desses atletas. Posso dizer hoje que não é a toa que ficamos em oitavo lugar no Campeonato Brasileiro. Temos tudo aqui. Facilita muito estar em Campinas porque a clínica de radiologia é a 5 km daqui, as clínicas de apoio estão perto, o CT, o hotel, temos tudo em casa. Não precisamos sair. Isso é parte de um trabalho longo da diretoria. Estou há dez nãos na Ponte Preta e vejo que a cada dia isso tem evoluído e o salto de qualidade será o IMAP 2 e quando  tiver esse prédio vocês vão poder visualizar isso ainda mais. A estrutura é fantástica”, finaliza.

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS