Doriva canta “Macaca Querida”, mostra confiança no grupo e quer fazer história no comando da Ponte

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da foto: PontePress

 

A maioria dos repórteres permaneceu na sala de imprensa quando terminou a última gravação para a TV após a apresentação oficial do técnico Doriva, na tarde de ontem. Os poucos que seguiram o treinador até a porta do corredor do vestiário, porém, presenciaram uma cena inusitada, quando Doriva levantou os punhos e cantou: “Ponteeee, Macaca querida, amor da minha vida…” . Diante dos olhares de surpresa (como assim, chegou agora e já decorou a música/grito de guerra?), Doriva riu e se explicou: “Já vim muito a este estádio, até disfarçado de boné e óculos pra estudar o time quando treinava outras equipes. Decorei e adoro cantar, agora mais ainda”, explicou Doriva, que ontem observou o trabalho dos atletas e se apresentou a eles, e nesta quarta comanda efetivamente seu primeiro treino.

 

Muito motivado, o técnico fala sobre a oportunidade que terá de comandar a equipe no Brasileirão e diz que espera retribuir com muito trabalho. “Quero agradecer a Ponte pelo convite, pela confiança que está sendo depositada em mim. Estou muito feliz de representar a Ponte, que é um clube grande, de muita tradição, que tem uma história muito rica. Quero marcar uma época aqui e vou me desdobrar para dar meu melhor e contribuir, juntamente com todos que compõem o clube para continuar fazendo história”, afirma o treinador, acrescentando que quer ver a Ponte novamente pontuando como no início do Brasileiro.

 

“É um desafio. Sabemos que os jogadores da Ponte já demonstraram a qualidade que têm, a virtude que têm. Venho para agregar e tentar resgatar esse bom futebol que apresentaram em determinado momento do campeonato. A consistência faz parte do meu trabalho, porque entendo que para você ter uma equipe equilibrada, tem que ter uma consistente, que saiba se comportar defensivamente e ofensivamente. Com certeza vamos conversar, vamos trabalhar taticamente, encaixar as peças que achamos ideais para que a equipe consiga jogar um bom futebol, que nos traga resultados”, diz o técnico.

 

Doriva também sabe a importância do papel da torcida nesse processo de retomada das vitórias. “A Ponte tem uma força. O torcedor pontepretano quando aparece encoraja a equipe e isso é muito importante. Sei que o torcedor vai nos apoiar. É uma força e sei que quando ele está motivado, vindo ao campo, se torna o 12º jogador. Contamos muito com o torcedor”, reforça o comandante, que não esconde a motivação em fazer parte da alvinegra.

 

“Estou chegando muito motivado para trabalhar e para demonstrar o meu valor como treinador. Logicamente não faço nada sozinho. Dependo dos jogadores, do apoio dele e vamos trabalhar para isso para que tenhamos uma harmonia. E obviamente quando transferir para dento de campo nos dê bom resultados”, diz Doriva.

 

O  técnico revela que aceitou o convite alvinegro rapidamente em virtude do perfil e do projeto do time. “Aceitei porque acredito no time e que será uma parceria bo para todos. A Ponte Preta é um clube de tradição, que projeta no seu histórico muitos treinadores e eu estou buscando essa projeção, essa consolidação, dentro do mercado de treinadores, que é tão difícil. E acompanhando a Ponte Preta e vendo que tem essas possibilidades resolvi prontamente aceitar esse desafio, sou motivado por isso na minha carreira. Vou abraçar esse projeto com toda a minha ambição, porque acredito que possamos fazer um grande trabalho”, ressalta.

 

Flamengo

Sobre o primeiro desafio da Ponte sob o seu comando, contra o Flamengo no domingo (09), Doriva sabe que não será fácil, mas mostra confiança. “O Campeonato Brasileiro não te dá margem para você escolher adversário. Todos os adversários estão capacitados e se achar que vai jogar contra um time menor e não respeitar da maneira que deve, corre o risco de ser surpreendido. Logicamente jogar contra o Flamengo, que é uma força do futebol, um time que vem evoluindo muito e que fez várias contratações de peso no mercado, trata-se de um jogo difícil. Mas não é menos complicado que a sequência que temos. Temos que encarar todos com muita seriedade”, pontua.

 

Como foi campeão estadual com o Vasco em 2015, enfrentar o Flamengo já faz parte das experiências do treinador. “Obviamente temos que estudá-los, mas vamos tentar aproveitar esse conhecimento por ter enfrentado algumas vezes o Flamengo no Campeonato Carioca. Houve mudanças, mas tem muita coisa parecida, atletas e características que podemos usar nesse momento”, explica o técnico, que diz o que espera do seu grupo nesse Brasileiro.

 

“Queremos fazer um jogo convincente, com disposição. Tenho certeza que a vitória pode trazer confiança e aí sim galgar posições na tabela. A Ponte tem que ficar numa posição bem confortável. Queremos brigar se possível por Libertadores, logicamente que as vitórias trarão essa confiança para podermos almejar essas vagas. Precisamos retomar isso. A Ponte já deu demonstrações que pode encarar qualquer adversário de igual para igual. Vamos demonstrar para esses atletas que ele tem muito valor e lutar, trabalhar duro”, completa.

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