Transparência: diretoria alvinegra fala sobre negociações de atletas, revela valores e porcentagens, reforça que a Ponte entra em toda competição para vencer e muito mais

Tudo em pratos limpos. Em coletiva de mais de uma hora realizada no Majestoso, a diretoria da Ponte Preta revelou números de negociações, porcentagens e valores; falou sobre a existência de uma apuração de fatos ainda não-esclarecidos; pontuou o que pensa sobre a disputa da Sulamericana e revelou números de uma pesquisa inédita feita junto à torcida. Abaixo, você confere trechos dos principais temas abordados pelo presidente Vanderlei Pereira, o vice Giovanni Dimarzio, o diretor financeiro Gustavo Válio e o gerente de futebol Gustavo Bueno.

 A razão da entrevista

Vanderlei Pereira: “Chamamos todos para elucidar quatro ou cinco casos de contratação que estão gerando dúvida na torcida da Ponte Preta e na mídia de forma geral: Bruno Silva, Alef, Rildo, Renato Cajá, Roni e também Paulinho. E falar um pouco de Sulamericana, já que o assunto está pegando fogo por aí. Gostaria de ter a compreensão de todos para entenderem que em alguns pontos não vamos entrar ‘na vírgula da vírgula´, porque estamos  iniciando um processo de investigação contra nosso ex-presidente Márcio (Della Volpe) sobre possíveis, ressalto, possíveis irregularidades. Não tem nada de concreto, são possíveis problemas que estamos verificando. Gostaria que todos dessem ênfase ao que os torcedores estão perguntando sobre pra onde foi o dinheiro do Alef, do Cajá, etc. Só estamos citando esta apuração porque em algumas perguntas não podemos entrar em muito detalhe justamente porque para isso precisaríamos informar questões que estão sendo averiguadas e eu não gosto de dar meia-palavra sobre o assunto, gosto de dar palavra inteira, então acho justo explicar porque em alguns casos não falaremos tudo.” Vanderlei Pereira

“Claro que a tônica da pergunta é essa: por que agora? O nosso objetivo maior é justamente explanar e deixar claro, transparente, todas as negociações da Ponte. Esse é o objetivo da coletiva. E aí o que acontece? Você não tem como falar o que entrou, quanto entrou e para onde foi, sem tratar do tema Márcio Della Volpe. Uma coisa veio junto com a outra. É impossível tratarmos de todas as negociações sem falar do tema que o presidente Vanderlei citou, uma coisa está atrelada a outra. No entanto, que fique claro que estamos aqui para detalhar todas as negociações, uma a uma.” Giovanni Di Marzio.

“O estatuto da Ponte prevê que nenhum tipo de negócio pode ser realizado com apenas a assinatura do presidente. Tem que haver a assinatura do presidente e do diretor financeiro. Eventuais situações que estão sendo estudadas são negócios que foram realizados com apenas uma assinatura (…) O objetivo desta coletiva de imprensa é informar os valores que estão entrando e o destino que vai ser dado a este dinheiro, mas algumas destinações destes valores estão indo para sanar problemas destes contratos que estão sendo discutidos. Então em uma eventual pergunta sobre determinada dívida que está sendo paga não poderíamos revelar em detalhes por causa do processo administrativo, não seria sequer correto fazer isso antes de o ex-presidente ter o direito ao contraditório, trazer os elementos. A Ponte está honrando os débitos que tem diante de terceiros independentemente do que ocorreu. Após o final do procedimento administrativo há um compromisso da diretoria de trazer o que aconteceu e como aconteceu.” Gustavo Válio

 

Negociações de atletas e folha de pagamento

“O que ocorre quando acontece uma negociação? Ela tem começo, meio e fim. Às vezes cai na imprensa que ‘estão vendendo fulano por nove milhões’, mas leva tempo, as negociações que demoram um mês, então não podemos falar antes da conclusão. Mas agora vamos falar de valores porque tudo está concluído, todos eles, para deixar claro, porque saem valores errados, estratosféricos. Imagine uma torcida ouvindo falar que estão entrando milhões e aí se perguntam: por que não paga direito, por que não compra tal jogador? Não é bem assim. Os valores são bem menores do que aquilo que é divulgado e posso dizer hoje. Estou sendo franco, aberto. Com essa diretoria e comigo na diretoria vai ser real: se são cinco milhões, vamos falar que são cinco milhões. Podem ter certeza: não vou jamais fazer intermediação, não participo. O Gustavo Bueno é quem inicia todas as negociações. Ele que traz quanto se vai pagar ou não, se vai pagar agenciamento para empresário e posso dizer o seguinte: as melhores negociações feitas até agora, levando-se em conta dez, quinze anos atrás, foram esse ano. Estamos estatisticamente , levando em consideração o ano de 2013 e 2014, no ano de 2015 o valor devia ser muito maior por causa da inflação e está muito menor. Quando vamos nas reunião da CBF e Federação Paulista, e perguntam quanto que é a folha da Ponte, nós falamos a verdade: que é R$1.457.000,00 e a dos caras é R$12 milhões, R$7 milhões. Às vezes ficamos até envergonhados em dizer que a nossa é esse um milhão quatrocentos e cinquenta e sete, com encargo e tudo”. Vanderlei Pereira.

Bruno Silva

“No caso do Bruno Silva, a Ponte tem 60% dos direitos econômicos e o Atlético Paranaense tem 40%. O contrato dele terminaria agora no mês de setembro, ele ganhava R$ 60 mil mensais e queria um aumento para R$ 80 mil reais, que não teríamos condição de dar. Ele disse também que queria morar no Sul, já jogou várias vezes por lá, ele e a família gostam. O que fizemos então foi aumentar o contrato dele por um ano, para não perder o jogador. Fizemos um contrato com a Chapecoense de um milhão e meio para eles comprarem o atleta até dezembro do ano que vem. Pegamos 200 mil reais de antecipação, já está nos caixas da  Ponte, que serão abatidos na compra futura”. Vanderlei Pereira.

Rildo

“O Rildo a Ponte tem 60% e a G3 tem 40%. O contrato dele terminaria agora em dezembro, ele ele já poderia ter assinado um pré contrato e a Ponte perderia o atleta. O Rildo tinha um salário de 75 mil reais e estava tendo uma incompatibilidade com a comissão técnica. Ou seja, ele ia ficar aqui ganhando 75 mil, perderíamos ele em dezembro, meio ano são quase 500 mil com décimo terceiro e férias. Negociamos um empréstimo com o Corinthians, sem valor. Ele no Corinthians pode ser um grande jogador e valer 10 vezes mais do aqui. Basta ver o Vitor Junior, que já andou muito no Brasil, não deu muito certo e foi vendido por 9 milhões. Para o Corinthians está estipulado 1 milhão de dólares até 20 de mai, se ele exercer a compra, e até novembro 1 milhão e 300. Nesse meio tempo se aparecer qualquer clube nacional ou internacional com proposta oficial, querendo comprar por R$ 5 mi, por exemplo, eu mostro a proposta para o Corinthians e se ele não cobrir, eu posso vender o Rildo para quem eu quiser há qualquer momento, pode ser amanhã inclusive”. Vanderlei Pereira.

“Existe uma empresa de investidores com a qual a Ponte tinha um débito, e a empresa tinha o interesse de fazer a quitação parcial desse débito com a ida do Rildo para o Corinthians, e nós inicialmente conduzimos essa situação. Em um primeiro momento eu cheguei a dizer que entraria um valor considerável com essa negociação, porque esse valor iria quitar esse débito. Porém, com a mudança na regulamentação da FIFA precisamos buscar outros meios. Transferir o jogador para outro clube para depois ir ao Corinthians não daria para fazer, transferir direto da Ponte para lá também não, pois não tinha como essa empresa carregar os econômicos da Ponte. Então não tivemos condição de fazer essa transação financeira porque a regulamentação nos engessou. A nossa ideia era justamente usar o nosso percentual do atleta para quitar esse débito na negociação, tentamos de diversas formas, mas acabou não sendo possível. No fim entendemos que mesmo sem o dinheiro seria uma situação interessante para a Ponte e foi isso que aconteceu.” Gustavo Bueno.

“Em relação ao empréstimo do Rildo ao Santos, não foi pago. Estamos com uma ação contra o Santos, mas infelizmente a situação deles não é das melhores e não recebemos nada ainda. Já o Ferrugem vamos receber agora no dia 30 a última parcela do Corinthians, que quita o empréstimo. Começamos agora também a receber o Luan do Atlético Mineiro, depois de dois anos, recebemos agora a primeira parcela e faltarão mais duas. Temos ainda o caso do Bruno Fuso, do ABC e do Coritiba, teremos uns 160, 170 mil pra receber. Nossos recebimentos estão encaminhados.”  Vanderlei Pereira

Renato Cajá

“O Cajá jogou aqui a Série B do ano passado, terminou o contrato dele e de um salário de 120, 130 mil reais. Conseguimos negociar com ele por 80 mil reais pra este ano. Ele iniciou o Campeonato Paulista, foi subindo a condição física e técnica dele, que não estava tão bem na Série B, tínhamos 30% dos direitos econômicos do Cajá que ele deu para a Ponte. Quando chegou em junho todo mundo caiu em cima do Cajá e fizemos um reajuste de salário com ele, e ele deu mais 10% dos direitos para a Ponte, que passou a ficar com 40%. Ele foi negociado agora com o mundo árabe, que pagou a multa de 2 milhões de dólares e a Ponte tem 40%, 800 mil dólares. Isso vai entrar na Ponte – em reais cerca de R$ 2 milhões e pouco –  e vamos pagar em torno de 1 milhão de reais em dívidas que temos desde fornecedores comuns até dívida realmente com jogadores, para deixar a coisa mais ou menos em dia. O outro 1 milhão e meio vamos diluir de agosto à outubro, porque a Globo nos paga em dez meses, de janeiro à outubro, então novembro e dezembro nós não temos cota algum da Rede Globo. Vamos precisar fazer um exercício legal para terminar o ano com o menor déficit possível, para que no ano que vem a gente possa tentar uma cota melhor. Já iniciamos uma conversação e temos a promessa de uma cota para a Ponte em torno de 30 milhões, vamos se eles cumprem com essa promessa.” Vanderlei Pereira

“Eu acho que o Cajá contribuiu com a Ponte em todos os sentidos. Não só dentro de campo, mas também com esses 40% que ele deu para a Ponte. Nós temos que entender que o atleta está com 31 anos e para ele fechar o que quer na vida, vai terminar o pé de meia dele nesses próximos dois ou três anos. Na minha opinião, opinião de Vanderlei Pereira, se daqui a dois anos ele estiver jogando e quiser voltar eu aceitaria de braços abertos”. Vanderlei Pereira

“Desde o início da negociação ele deixou bem claro que o objetivo dele era ser vendido para o exterior e cumpriu sim a palavra dele. Ele teve propostas nacionais que pagariam a multa e tanto o Cajá quanto o empresário seguraram aqui na Ponte. Depois veio proposta de três anos de contrato, para ganhar o que ele ia ganhar lá, e a Ponte não abriu mão da multa, foi uma boa negociação para todos.” Giovanni Dimarzio.

“O Cajá já foi para lá, fez exames médicos, mas ainda não fizemos a transferência dele. Já tivemos problemas no passado com o mundo árabe, com o próprio Cajá, e não vamos ter mais com ninguém. A hora que o pagamento chegar ao Brasil fazemos a transferência. Se não ele volta para a Ponte.” Vanderlei Pereira.

Alef

“O Alef, a Global tem 15%, a Contra-ataque tem 20%, o atleta tem 10% e a Ponte tem 55%. Em maio do ano passado o Olympique de Marseille fez uma proposta de 2 milhões e meio de euros, aceitamos a proposta e ele embarcou para lá. O clube nos pagou antecipados 300 mil euros que seriam abatidos caso eles exercem a compra. Como isso não aconteceu, ficamios com, em reais, 900 mil divididos entre os parceiros. Saindo do Olympique veio a proposta do Braga de 1 milhão e meio, aceitamos. A parte do dinheiro que virá para a Ponte será totalmente alocada para o pagamento da dívida que nós temos que honrar. A dívida era de 3 milhões, já pagamos 200 mil. Ressalto que estamos falando de uma dívida extra-contábil, é real, mas foi feita de maneira que não podia. Existem documentos que foram emitidos e topda instituição que se preza, quando vê que é verdade, não pode dar calote e se queimar no mercado.” Vanderlei Pereira

“Nem o dinheiro do Alef, nem do Rildo e nem de nenhum outro atleta fora o Cajá vem para ser investido. Todos serão usados para pagar dívida que foi feita na gestão passada. É bom deixar claro que, ao contrário do que estão comentando, que vendeu esse e aquele que temos caixa para contratar. Essa não é a realidade da Ponte, que é altamente deficitária e temos nos desdobrados para pagar todos os compromissos necessários. Só o dinheiro do Cajá que vai entrar na semana que vem para os cofres da Ponte.” Giovanni Dimarzio.

“A única proposta oficial que a Ponte Preta recebeu pelo Alef foi por intermédio do Braga. Teve uma sondagem do Benfica através do Christian, atacante que hoje é representante, e do César, zagueiro que jogou aqui com o interesse de tentar essa negociação. Eu falei que qualquer negociação feita seria com a presença do representante de uma maneira clara. Falei para eles trazerem uma proposta oficial do Benfica maior ou igual ao do Braga que nos reunimos vocês, o representante do atleta e a Ponte para ficar melhor para todo mundo, mas isso não aconteceu. Se a Ponte maior que a do Braga só não aceitaria se fosse burra, mas a proposta oficial que aconteceu foi a do Braga, do Benfica só houve sondagem.” Gustavo Bueno

Sulamericana

“Falando em Sul Americana e Brasileiro, a Ponte entra para disputar as duas competições.Só vamos poupar um jogador se ele estiver no extremo dele, se o DM chegar e nos disser que ele pode ter uma contusão caso não descanse uma semana e amanhã tivermos um jogo da Sulamericana, este atleta vai ser poupado neste jogo para se recuperar, mas só em casos assim, pois vamos entrar nos dois campeonatos para disputar como eles devem ser disputados, isso é um consenso na diretoria”, Vanderlei Pereira.

“Hoje toda a diretoria está unida em busca de um propósito que é manter o time na Série A, conquistar uma vaga na Sul Americana do ano que vem e conquistar o título da Sul Americana deste ano. O objetivo da Ponte é ganhar sempre. Esse não é só o objetivo do torcedor, mas também da diretoria, imprensa, todos.” Giovanni Dimarzio.

Reforços e Edgar Junior

“Estamos trabalhando com orçamento justo. O Vanderlei está deixando claro algumas situações em que é preciso usar uma parte do dinheiro do Cajá para fechar o ano. Quando fala-se em contratação, conseguimos trazer o Bady e o Felipe na saída do Cajá, pois basicamente com o salário de um jogador compomos com dois. Estamos tentando viabilizar a chegada do Edgar Junior, que está difícil, porque existe a saída do Roni. Não podemos criar uma falsa expectativa de falar que vamos trazer quatro ou cinco e depois entrar no vestiário e olhar para os jogadores com meses de salário atrasado. Eu, Gustavo, acho que estamos com um elenco competitivo para disputar a Série A. As dificuldades que a Ponte vai ter ao longo da competição, o Joinville vai ter, o Figueirense, o Coritiba, o Sport, o Avaí vai ter, porque recebemos um valor menor do que os considerados grandes clubes. Hoje efetivamente temos em vista a vinda do Edgar Junior, que não está fácil. E se eventualmente houver uma outra situação pontual, em que toda a diretoria entenda que caiba dentro do orçamento e o momento é que vai nos dizer isso, com certeza vamos tentar.Mas a principio, lógico que temos que trabalhar com o orçamento que temos.” Gustavo Bueno.

“Para se ter uma ideia, estivemos na CBF, eu e o Giovanni, e batemos um papo com presidentes de clubes. Entre eles o Sérgio, do Goiás. Sabe quanto o Goiás ganha da Globo? R$50 milhões. á atrás, a Ponte estava no lugar errado. A Ponte deveria estar junto com esses caras. E esse ano não estão recebendo esse valor porque está tudo antecipado, não tem dinheiro para pagar o mês de agosto. Isso não é só o Goiás. Sabemos que o Santos não tem. O São Paulo era tido por todos nós como o time mais bem administrado do Brasil, hoje está vendendo e com salário atrasado. O Corinthians já pediu para os bancos renegociar todos os pagamentos da Arena para o ano que vem. Conversei com o Eduardo do Flamengo e os caras tem um orçamento de R$340 milhões e o meu não chega a R$30 mi. Como fazer futebol para competir com uns caras desses? Acho que fazemos milagres. Também com pouco se faz muito. É só saber fazer”. Vanderlei Pereira.

Venda de mando

“Não há possibilidade de vender outro mando. A situação do Palmeiras aconteceu por termos perdido dois mandos e consequentemente receita, principalmente do jogo contra o São Paulo. Pedimos um jogo para comemorar os 115 anos da Ponte, a CBF no atendeu e vamos com o Flamengo aqui e o outro jogo que seria viável para uma possível venda seria contra o Corinthians e isso não passa pela nossa cabeça, não vamos vender mando de jogo”, Giovanni Dimarzio.

Mais torcida em campo e razões para ausência

“A expectativa é que a torcida da Ponte volte a ser o que sempre foi. Uma torcida espetacular, fanática, a maior do interior do Brasil e sem dúvida nenhuma tem que voltar a apoiar e estamos sentindo falta. Inclusive vou aproveitar para fazer aqui um desabafo. Nós estamos aqui por amor. Podemos errar, mas com certeza nós sempre vamos pensar somente na Ponte. Fica aqui o pedido para que o torcedor apoie a Ponte Preta e eu acho que a torcida tem que entender que queremos a mesma coisa, porque também somos torcedores. Que nos apoie no domingo contra o Inter, que é fundamental. A Ponte Preta tem o ingresso mais barato das Séries A, B e C, se você dividir o valor do Camisa 10 por jogo vai dar cerca de R$ 16 reais por jogo.  E são inúmeros benefícios. A torcida tem que entender que é o ingresso mais barato que tem na Série A”. Giovanni Dimarzio.

“Fizemos uma pesquisa cara, com apoio da Brasil Kirim, nossa patrocinadora, pois a diretoria está imbuída em resolver isso e trazer o torcedor de volta, e 58% falaram que não vêm ao campo por conta de segurança, não se sentem seguro por questões de torcidas organizadas, a segunda maior razão foi ver pela televisão, houve os que reclamaram de estacionamento, reclamaram de banheiros – que nós estamos cuidando, já reformamos alguns banheiros – e outras ene situações. Nós estamos resolvendo caso a caso do que podemos, tentando algumas situações pra que o torcedor tenha uma acomodação melhor, uma facilidade para estacionar. Então é importante deixa claro que tudo o que puder ser feito para trazer o torcedor de volta, nós vamos fazer. Agora, sem dúvida nenhuma, a torcida está chateada pela perda do título da série B, da Sul-americana, mas eu vejo de outra maneira: a Ponte nunca esteve num patamar tão alto e nós estamos próximos sim de conseguir  um título e quem sabe  vem esse ano, a gente vai  lutar por isso, sem dúvida nenhuma. Mas precisamos ter a torcida do nosso lado.” Giovanni Dimarzio.

 Investigação

“O que nos levou a instaurar um processo é que começamos a encontrar possíveis irregularidades. E estamos ainda levantando, estamos quase nos finalmentes, para que possamos falar que vai existir um inquérito. Foram surgindo assuntos, fomos levantando, houve auditoria em cima disso e agora que temos alguma coisa mais substancial, a gente pode falar em instauração de processo. Senão seria muito leviano da nossa parte fazer alguma coisa contra alguém e esse alguém não ter feito nada que fosse maldade para onde trabalhou e prestou serviços. Não que eu esteja afirmando que houve maldade, estamos meramente apurando. Para se entender melhor vou falar um pouco dessa diretoria atual. Já trabalhei em várias diretorias, mas essa, além de estar trabalhando muito, com muita seriedade, de forma competente, nós não tratamos nenhum assunto – sejam eles pequenos ou não – em que não estejam três ou quatro na mesa, às vezes dez, doze membros. Não tem conversa de canto, de corredor. Vocês não ver por parte dessa diretoria esse procedimento. Em função disso começamos a ter evidências concretas. Aí perguntam: por que então as contas da gestão anterior foram aprovadas? Porque isso que são possíveis irregularidades estão extra-contábeis. É impossível pegar alguma coisa em uma auditoria do Conselho Fiscal e do Conselho Deliberativo se é algo extra-contábil”. Vanderlei Pereira

“É importante ressaltar que está sendo realizado esse procedimento administrativo nos termos dos nossos estatutos. Tudo que preceitua dentro desse estatuto está sendo respeitado. Vai ser concedido o principio do contraditório e da ampla defesa. Ele vai ter o momento correto de vir aqui, prestar os esclarecimentos e a partir de então, após exaurirmos todos os procedimentos competentes e previstos no nosso estatuto, voltaremos aqui e prestaremos satisfação a vocês”. Gustavo Valio

“Quando você forma uma diretoria você supõe que está entre amigos, colegas, pontepretanos, pessoas que realmente pensam na agremiação Ponte Preta. Esse é o meu caso. Hoje posso sentir ao lado do Giovanni, do Gustavo, que honra o que o pai dele foi e veste a camisa. O Gustavo Válio, que além da competência jurídica que ele tem, também pessoa física. Causa surpresa quando há uma suspeita porque imaginamos que todos estão ali de boa fé. E de novo: não estou dizendo que estava de má fé. São possíveis irregularidades. Vamos dizer se estava ou não quando esse processo estiver concluído”. Vanderlei Pereira.

 “Prefiro ainda não falar em (um possível) ‘rombo’ financeiro causado pelo Márcio. Após concluído o processo vamos saber, nem sei se teve. Temos que ter cautela antes de afirmar qualquer coisa”. Vanderlei Pereira.

“A diretoria não cometeu nenhum erro. Se por acaso vier a confirmar o que estamos tentando levantar, isso foi feito extra contábil. Para ser válido eu, como diretor financeiro, tinha que assinar com o presidente, mas se ele acaba assinando sozinho e nós não ficamos sabendo, que culpa tem o restante da diretoria? Tomamos providências para que este tipo de coisa não volte a ocorrer, além das duas assinaturas para tudo o que vai ser feito, tudo que se faz hoje passa pelo carimbo de departamento jurídico, do Gustavo Bueno e meu. Qualquer transação de jogador o Gustavo elabora todo o material, passa pelo jurídico externo, depois pelo interno que temos uma gestão de informática muito boa aqui dentro e tudo está no sistema, não mais em uma pasta ou gaveta. Daí tem que ter a minha assinatura como presidente e a do Gustavo Válio como diretor financeiro.” Vanderlei Pereira.

“Fazemos um pacto aqui, perante a mídia, de não só trazermos tudo sobre este caso quando estiver ou não confirmado, como também de sempre vir a público revelar negociações de atletas, de compra e venda, quando elas forem concretas.” Vanderlei Pereira

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