Copa SP: SUB20 da Macaca fez último treino neste domingo e viaja na segunda (2) pra Marília; Zago fala sobre preparação da equipe

A equipe SUB20 da Ponte Preta fez neste domingo (1º ) o último treino antes de embarcar para Marília, onde estará sediada para os jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O time viaja na manhã de segunda e já estreia na terça-feira contra o América. O técnico Leandro Zago comenta como foi feita a preparação junto aos atletas para a disputa da principal competição da categoria.

 

“Estamos construindo um trabalho dentro das categorias de base da Ponte. E dentro desse processo está em fazer o jogador entender o tamanho da camisa que ele está vestindo e os comportamentos dele como atleta aqui dentro do clube. São aspectos muito particulares da instituição. Trabalhamos todo dia essa mentalidade, de tornar o jogador mais competitivo, brigador, lutando por cada bola até o último minuto”, conta.

 

 Zago faz sua última análise do grupo em competição na Copa Ipiranga, realizada no mês passado. A equipe alvinegra entrou no lugar da Chapecoense, que não pode disputar em virtude da tragédia com sua delegação profissional. “Fizemos um balaço positivo da Copa Ipiranga. Tínhamos medo de lesionar atletas, até por não estarmos em um momento de alto rendimento. Nós tínhamos dado uma folga e eles se reapresentaram dez dias antes para viajarmos. Conseguimos controlar bem essa recuperação, as medidas que fizemos preventivas foram muito boas e conseguimos ter os atletas na competição inteiros. Tem o desgaste de cinco jogos em nove dias, mas vieram muito bem”, diz.

 

O  técnico acrescenta: “Para nós, como preparação, deu uma rodagem muito boa. Foram cinco grandes jogos, com equipe de formação referência no Brasil e até do Nacional, do Uruguai, que fornece jogadores para seleção, como tinham atletas que estarão no Sul-Americano SUB 20 defendo o Uruguai em Janeiro. Para nós foi muito bom, até porque muitos jogadores que estão indo para a Copa São Paulo não faziam parte da base da equipe que jogou o ano todo. Foi bom para darmos uma rodagem um pouco maior em jogos de alto nível, antes de iniciarmos a Copa São Paulo, que é uma pressão por ser a principal competição e com mais evidência no Brasil. Tem uma cobertura diferente e para nós foi bom participar da Copa Ipiranga.”

 

Zago se mostra confiante com o grupo que formou. “Conseguimos ao longo do ano de 2016 qualificar o nível da nossa equipe. Mesmo tendo uma troca de geração, com saída de jogadores que estouraram a idade e não vão para a Copinha, nós fomos com uma base que enfrentou de igual para igual Corinthians, Internacional, Fluminense e Flamengo. Conseguimos aferir detalhes que precisávamos acertar antes da estréia contra o América Mineiro, onde ainda podemos potencializar alguma característica forte. Mostrou para nós que podemos fazer uma grande Copa São Paulo”, reforça o técnico, que explica o nível de atividade dado aos garotos.

 

“Trabalhamos sempre em altíssima intensidade. Isso não significa que vamos no limite que pode gerar lesão nos atletas. Trabalhamos para fazer com que o atleta busque 100% o tempo inteiro, mas temos preocupação no controle de carga física. Apesar de ser agora em janeiro, a Copa São Paulo é uma competição de final de temporada. Vir da Copa Ipiranga, com jogos dia sim e dia não, nos faz ter uma preocupação com controle de carga sim. Respeitamos os intervalos entre os treinos, a suplementação, o repouso e orientamos os atletas nesse sentido”, afirma.

 

E o foco, tanto da comissão técnica, como dos atletas, fez com que as festa de fim de ano sejam deixadas de lado. “Estou indo para a minha quarta Copa São Paulo. Passei por todas as categorias, mas nós últimos anos fiquei mais no SUB20. Não tenho Natal e Ano Novo nos últimos quatro anos. Vejo no máximo minha família no Natal e só alguns atletas que tem família próxima conseguiram fazer isso também,  por conta da folga que demos de um dia”, diz.

 

A equipe faz sua estréia contra o América Mineiro neste dia 3 e, segundo Zago, a comissão buscou muitas informações dos adversários. “Temos um departamento de análise de desempenho e em relação ao América e ao Marília tivemos um nível de mapeamento bom. Temos pouca coisa do Alagoinhas, mas continuamos em busca antes do confronto”, diz o treinador, que não deve contar com atletas que fazem parte do profissional e que tem idade abaixo de 20 anos.

 

“Hoje nós temos um SUB 20 que abastece o profissional. A partir do momento que o jogador está no departamento profissional, o clube não vê como produtivo trazer o atleta para a Copa São Paulo, se ele já tem jogos na Série A, Copa do Brasil e vê a possibilidade até de desvalorizar o jogador. E no ponto de vista de uso esportivo é complicado porque pode atrapalhar a equipe profissional e as férias desses jogadores. Nós estamos treinando e eles não. Alguns atletas do SUB 20 estavam treinando com o profissional, em virtude do adiamento da última rodada do Brasileiro e por conta de férias de alguns atletas e esses sim retornam ao SUB 20. Mas nenhum jogador que estava no profissional, vai descer para jogar Copa São Paulo”, reforça.

 

O envolvimento da categoria de base com o profissional é tão forte, destaca o treinador. “Teremos em Marília, o Felipe Moreira (técnico), o Eduardo Fratinni (analista de desempenho) e mais o Ricardo Almeida (coordenador de futebol). Três membros do profissional que vão acompanhar os primeiros jogos e depois voltam para iniciar a pré-temporada. Estarão in loco para acompanhar os jogadores e isso mostra o interesse. Desde que estou aqui eu percebo que a integração com o profissional só aumenta e tivemos com o Eduardo uma relação excelente”, conta,

 

Ele conclui: “Os jogadores do SUB 20 e do SUB 17 não podem reclamar de oportunidade de serem vistos pelo profissional. Nós subimos para fazer treinos contra eles, fazemos amistosos para o departamento profissional assistir. Os jogos são filmados, emitimos relatório e essa integração está sendo bem feita. A Ponte Preta voltou nesses últimos anos a ter uma preocupação em estar no patamar de enviar atletas para seleção brasileira e também com os procedimentos em utilizar esse processo. Isso para mim é tão fundamental quanto competir em questões financeiras com outras equipes. Se não tiver um processo bom isso não acontece, e a Ponte está trabalhando muito nesse sentido.”

 

 

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS