Ponte aprova orçamento de R$ 43,6 mi para 2016; já em obediência a limite imposto pelo Profut, investimento anual do futebol será de R$ 31,9 mi

Em reunião realizada na noite de ontem, 56 conselheiros da Ponte Preta aprovaram por unanimidade o orçamento do time para 2016, após exposição realizada pela diretoria Executiva, em especial o diretor financeiro Gustavo Valio e o gerente de futebol Gustavo Bueno. O valor aprovado foi de R$ 43,6 milhões em investimentos para o ano que vem, dos quais R$ 31,9 irão para o futebol – apenas a título de comparação, o orçamento de 2015 previa R$ 35,3 milhões para a entidade como um todo e R$ 23,9 mi para o futebol.

“Cabe lembrar que esta peça já atende às exigências do Profut de que devem ser aplicadas no futebol máximo 80% das receitas brutas avindas do próprio futebol profissional – contando aí bilheterias, cotas de transmissão, patrocínios, premiações, contratos de material esportivo, programas de sócio torcedor, material licenciado e valores decorrentes de transações de atletas, entre outras. O valor que estamos prevendo aplicar corresponde a 71,05% desta receita, nos permitindo ter uma gordurinha necessária para emergências ou um spread final, por exemplo”, explica Valio.

Somando-se todos os gastos e comparando-se com as receitas, a Macaca prevê gastar em 2016 cerca de 97% do que irá arrecadar – o total previsto em receitas é de R$ 45,5 milhões –  além dos investimentos do futebol, os valores serão aplicados em despesas financeiras do clube (como folha de pagamento de funcionários e encargos, alimentação etc), Estádio, unidade Paineiras, CT do Eulina, futebol amador, marketing, administração, pagamentos de empréstimos , processos judiciais e parcelamentos de impostos.

“Também é preciso destacar que fizemos uma previsão com os pés bem firmados no chão. Por exemplo, prevemos que entrarão R$ 2,6 milhões em negociações de jogadores, mas neste ano foram R$ 6 milhões. Ou seja, fizemos uma previsão conservadora e, caso advenham mais valores deste tipo de fonte, teremos mais lucros e uma receita incrementada”, pontua o diretor financeiro.

Em uma explicação técnica detalhada, o gerente de futebol Gustavo Bueno mostrou todas as contratações realizadas no ano, bem como os atletas mantidos e os custos de Comissões Técnicas permanentes ou não, comprovando que o aproveitamento do futebol foi muito bom. Segundo ele, não só em termos econômicos em si como na relação custo/benefício entre o que foi gasto para montar o time e o que ele rendeu. Bueno lembrou, inclusive, que o aumento da folha salarial da Macaca do Campeonato paulista para o Brasileiro foi de 23,1%

“E é fundamental ressaltar que conquistamos a manutenção na elite com sete rodadas de antecedência e neste campeonato o único time que nos derrotou duas vezes foi o Atlético Mineiro, sem mencionar que temos dois jogadores, Marcelo Lomba e Biro Biro, apontados notoriamente entre os melhores da competição. E temos ainda um dos menores índices de lesão”, pontua.

Ele acrescenta que, mesmo passando por trocas de técnicos e momentos de instabilidade em campo, a equipe em momento algum entrou no Z-4 e, entre os quatro times que subiram para a elite no ano passado, é o único que não correu em nenhum momento risco de rebaixamento. “Vale lembrar ainda que, desde 2002, quando foram implementados os pontos corridos, 63,3% dos clubes com orçamentos pequenos e médios que sobem para a série A não permanecem mais que dois anos seguidos e 78,4% deles não ficam mais de três, sendo o Coritiba a única exceção em todo este período”, finaliza.

Taxas e TC10

Também na noite de ontem foram aprovados os reajustes em taxas e valores cobrados pela Ponte Preta em programas como o TC10+. Confira os novos preços no quadro abaixo:

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