Com advogados do Guarani, complô de oposição tentou impedir estatuto mais democrático e prejudicar a Ponte diante da lei

Se dizer pontepretano e fazer de tudo para causar prejuízo à Ponte Preta parece ser no mínimo ilógico, mas quando se trata de um grupo de opositores à atual gestão alvinegra, não existe lógica nem limites. Liderado pelo conselheiro André Carelli Nunes e representado por advogados do Guarani Futebol Clube, o complô – que tem também entre seus integrantes Marcos Garcia, Pedro Chaib e Elija “Mandrake” Telles – tentou barrar na Justiça as mudanças que a instituição precisou fazer ao Estatuto Social para adequá-lo à lei 12.868/13.

“A Ponte Preta é o único clube de futebol do Brasil que conseguiu adaptar seis estatutos no prazo imposto pela lei e isso foi fundamental não apenas para não ficarmos sujeitos a ações penais por não seguir a legislação como também pelo fato de que, se ficássemos fora da lei, não teríamos direito a receber quaisquer incentivos financeiros do Governo Federal, tanto como eventuais patrocínios que estamos tentando obter quanto pela lei de Incentivo ao Esporte, que hoje garante todo o investimento feito no Futebol de Base do clube. Se este pessoal tivesse sucesso, os prejuízos para a Ponte seriam incalculáveis”, diz o presidente do Conselho Deliberativo, Mauro Alcides Zuppi.

Ele acrescenta que as mudanças no estatuto objetivando dão mais transparência na gestão dos recursos, democracia nas deliberações e alternância no poder na Ponte, visto que graças a elas qualquer presidente – já a partir das eleições deste ano – poderá acumular no máximo duas passagens como mandatário máximo da Macaca. Por meio de Felipe Orsolini Pinto de Souza – da empresa Brocchi, Moraes & Souza, composta por advogados que defendem os interesses do outro clube da cidade – Carelli Nunes e asseclas tentaram suspender por meio de liminar a Assembléia Geral que, democraticamente, aprovou as alterações.

“Eles ajuizaram ação questionando a formação da comissão que estudou quais mudanças seriam necessárias ao estatuto. No entanto, o juiz da 9ª Vara Cível, Carlos Ortiz, considerou que não havia qualquer razão para acolher o pedido de tutela antecipada e suspender a
aprovação, bem como pontuo que a disposição do artigo 20 do próprio estatuto da Ponte cuida de comissões temporárias, que poderão ser criadas, ao passo que a denominada comissão especial devia ser criada por contingência da Lei Pelé, observando que, naquela oportunidade, não se verificou qualquer inaptidão da comissão então eleita, tampouco
irregularidade formal no edital de convocação. Após tal decisão, o grupo desistiu da ação, sendo a mesma julgada extinta sem mérito”, explica o advogado pontepretano João Felipe Artioli.

Esta não é a primeira vez que Carelli Nunes e seus seguidores tentam barrar ações legítimas da Ponte Preta, com inúmeras consequências para o time. Na maioria das ações – compostas também por liminares, cautelares e ferramentas do gênero – o grupo obtêm fracassos e acaba inclusive desistindo da ação original após ter seus pedidos iniciais negados pela Justiça. Entre outras ações, o complô oposicionista já tentou anular eleições legítimas e barrar o processo da Arena Multiuso.

O único sucesso parcial obtido pelos partidários de Carelli Nunes e os advogados das causas bugrinas até o momento foi justamente a de barrar o presidente Sérgio Carnielli de assumir a presidência nas últimas eleições – uma decisão questionada pela Ponte Preta e o Conselho, e que está em segunda instância na Justiça. Carelli Nunes acusou Carnielli de ter ferido a Lei Pelé ao contratar uma auditoria que tinha entre seus sócios um conselheiro alvinegro, já falecido. A Justiça constatou que a auditoria estava correta, mas, mesmo com análises técnicas de especialistas mostrando que caberia à auditoria se declarar impedida de prestar o serviço e não a Carnielli saber da presença de um conselheiro entre os sócios, decidiu impedir o presidente de honra de assumir o cargo para o qual foi eleito e desde então o caso corre em segunda instância.

Nos demais casos até o momento, as tentativas sistemáticas dos oposicionistas, motivadas por interesses particulares, até o momento só deram trabalho, despesas e perda de tempo ao Departamento Jurídico da Ponte. Mais ainda, mostraram total desrespeito e desprezo às instâncias internas e democráticas do próprio clube. Prejudicar o próprio clube, causar prejuízos, utilizar advogados de um clube rival para ajuizar ações das quais desistem facilmente depois de verem negado um pedido inicial que nem mérito do caso em si julga. Ações bastante compreensíveis para um complô, mas nada aceitáveis para quem diz amar a Ponte Preta.   

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