Com um mês frente à preparação física, Anderson Nicolau foca em força e intensidade para a série B

Foto:PontePress/DiegoAlmeida

 

O preparador físico Anderson Nicolau está completando um mês de trabalho na Ponte Preta e o foco dos trabalhos não poderia ser outro: deixar o time fisicamente apto para fazer uma boa série B. Para isso, o preparador – que antes de vir para a Ponte já trabalhou em outras equipes com  os treinadores Abel Braga, Mano Menezes e o próprio Hélio dos Anjos – foca em trabalhos de força e intensidade.

“Os trabalhos de força são a base de todas as equipes. Hoje, no futebol, os atletas que não têm força, não estão com ela bem estimulada, vão ter dificuldade. O que nós estamos fazendo para dar um suporte a plataforma de jogo que o professor Hélio dos Anjos utiliza, é de dar sustentação para isso. Então além dos trabalhos de força, nós estamos batendo muito na variável de intensidade de metros por minuto. Temos colocado uma característica muito alta para ele suportarem”, conta.

Segundo Nicolau, os trabalhos estão dando resultado. “Nos primeiros dias quando nós chegamos aqui, alguns tinham uma dificuldade para suportar essa intensidade e agora estamos trabalhando numa rotação muito mais alta. Hoje nós temos treinos com 120/122 metros por minuto e isso é uma característica de alta intensidade. Fazendo essa característica, esses atletas vão para o jogo e conseguem suportar a demanda que teremos pela frente”, acredita.

Ele esclarece que essa deficiência inicial que encontrou tinha razão específica. “Quando nós chegamos aqui os atletas tinham algumas deficiências devido ao que aconteceu ao longo e no início da temporada, principalmente com os casos relacionados de covid. Depois, na sequência, foram dez jogos com curto espaço de tempo e isso automaticamente prejudica toda preparação. Para a estreia contra o Grêmio vamos ter um grupo com algumas variáveis de potência bem melhores, para fazermos uma boa competição”, afirma.

O preparador ressalta que a intensidade e força que busca são necessárias para o grupo se adequar ao modelo de jogo exigido pelo treinador Hélio dos Anjos. “A característica do Hélio, de todas as equipes que ele passou, são equipes de alta intensidade, que tem uma marcação muito forte sem a bola e que propõe o jogo. Então estamos trabalhando a equipe para suportar as demandas que o Hélio irá exigir”, pontua.

Nicolau também explica como será tratada a preparação dos jogadores que estão chegando à Ponte na reformulação feita pela Diretoria Executiva. “Quando a gente já tiver essa situação, nós estaremos em contato com profissionais que trabalharam com esses atletas, para levantar dados de como eles estão e a gente fazer uma programação para ajustar junto com aquilo que nós temos aqui. Essa dificuldade de atletas em diferentes momentos realmente pode ser uma complicação, mas a gente tem que fazer de tudo para superar os obstáculos”, diz.

Ele faz questão de fazer um registro positivo importante em relação à Macaca. “Encontramos aqui na Ponte alguns processos muito bem estabelecidos,  principalmente as rotinas no pré-treino. Porque o treino não começa simplesmente a hora que os atletas entram em campo. Existe toda uma situação que acontece dentro da academia, com trabalho para prevenção de lesões e isso já estava bem estabelecido aqui. Já os trabalhos pós jogos, que nós já fazíamos também em outras equipes, daremos sequência aqui, porque não são apenas um dia, são 38 rodadas, são 38 unidades de treino e isso lá na frente pode fazer uma diferença muito grande”, esclarece.

Nicolau conclui: “Nós estamos tentando equalizar esses atletas, sabendo que tem as dificuldades e diferenças entre o grupo. Vamos tentar elevar o máximo possível, mas sabendo que nós não vamos entrar nas nossas melhores condições já no primeiro jogo, até devido a situação desses atletas que estão para chegar. Após o jogo do Operário nós temos uma nova janela de aproximadamente 11 dias e aí sim a gente vai conseguir colocar também alguns trabalhos, já tendo esses novos atletas para eles entenderem a metodologia e a forma como se trabalha hoje aqui na Ponte Preta.”

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