Cléber fala inverdades : entenda como são feitos os contratos com jogadores e porque ninguém assina nada em branco

Em entrevista concedida à rádio Bandeirantes Campinas no final da tarde desta quinta (13), o zagueiro Cléber disse que estava chateado porque quando assinou contrato "com um dirigente que não sabe quem é" e que o campo da multa estava em branco, concluindo portanto que a Macaca teria preenchido a posteriori o valor, agindo de má fé. Trata-se de uma inverdade e de impossibilidade.

Primeiro porque o contrato foi preenchido e entregue a Cléber não por um dirigente, mas por Adilson Pereira, funcionário do Departamento de Futebol Profissional que há quatro anos é responsável pelos registros e que é conhecido por todos os jogadores. "Eu preenchi e entreguei o contrato ao Cléber, que leu, não questionou nada e assinou", afirma Pereira.

Pereira esclarece que os contratos são gerados por meio de um sistema utilizado por todos os clubes brasileiros, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), acessado por login e senha. No sistema, os dados são preenchidos on line para impressão e ele não aceita campos em branco. Se não houver multa, por exemplo, é preciso preencher o local com a informação ou zeros, ou o documento não é gerado.

Mais ainda, depois de assinado, o documento é protocolado na federação estadual de origem do time (no caso, a Federação Paulista de Futebol), que envia on line para CBF, e o atleta é registrado. "Se houver qualquer rasura, a CBF não aceita. Ou seja, se essa história absurda de imprimir em branco fosse possível, e não é, alguém teria que preencher depois à máquina ou a mão ou imprimir por cima, e a CBF não aceitaria", afirma Pereira.

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