Zagueiro César faz balanço do atual momento da Ponte no Paulistão e acredita que semana cheia de treinos é importante para equipe melhorar rendimento

 

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A Ponte Preta começou de forma irregular o Campeonato Paulista, mas aos poucos foi se encontrando na competição e hoje ocupa a 5ª colocação na classificação geral do campeonato. Para o zagueiro César a chegada do técnico Vadão foi importante para esse crescimento, pois fez com que os atletas conseguissem assimilar de forma rápida como o time poderia render melhor.

“Eu acho que estamos na média. Pelo que o Laércio Venditti, nosso estatístico, passou para nós estamos bem. Acho que no começo não estávamos conseguindo jogar. Não tivemos tempo para trabalhar com o Sidney Moraes e ,com a chegada do Vadão, ele botou um sistema simples para nós, que estávamos acostumados a jogar. O Sidney fez um esquema com três zagueiros e muitos não jogavam assim, então no 4-3-3 ou no 4-4-2 é bem mais fácil de assimilar o jeito de jogar, a forma e a movimentação. Acho que isso acertou o time. Por ter um sistema mais fácil. É marcar e partir para o contra-ataque”, diz.

O defensor relembra que desde o começo o método de Vadão já mostrou eficácia. “Na chegada do Vadão contra o Corinthians, contra o Comercial e contra o São Paulo aqui, fizemos grandes resultados. Depois, contra o Ituano, entramos a 50 e eles a 100km por hora, e perdemos. Mas oscilar é normal. O importante é não oscilar toda hora e perder no momento certo, como perdemos já. Não adianta nós começarmos bem e perder no final. Melhor ganhar duas e perder uma do que ganhar seis e perder sete. Isso não adianta. Estamos no caminho certo e é cada vez mais focar no nosso objetivo que é classificar. Queremos o primeiro lugar, para jogar em casa, porque com a nossa torcida isso nos favorece muito mais”, afirma César, que vê com bons olhos a semana inteira só para treinamentos.

“Para nós é muito bom. É bom descansar, ficar perto da família, porque ficamos muito na concentração. Não é que é chato, mas essa semana vai ser fundamental pelo treino e pelo descanso, e também para matar saudade da mulher e dos parentes. É importante”, diz o zagueiro. E o técnico Vadão já começou a semana em ritmo forte de preparação. O treino de terça-feira (25) foi maior que o de costume e nesta quarta-feira (26) haverá treinos em dois períodos.

“Trabalhamos bastante proximidade, chute ao gol, e um trabalho de compactação em campo reduzido, para que no jogo possamos fazer isso e dificultar o time adversário. Eu acho que isso é bom para nós, porque mesmo se o campo for grande igual o do Penapolense, se nós conseguirmos ficar compactos, é menos espaço para eles jogarem e mais espaço para sairmos no contra-ataque”, explica César, que se cobra bastante e inclusive assume a culpa no gol sofrido pela equipe no último jogo.

“Sabemos que o gol foi um erro meu. Eu não cobri o posicionamento do Sacoman. Achei que ele não iria tocar lá e o atacante acabou virando o pé. Acho que o único erro da defesa foi esse que tomamos o gol. Mas graças a Deus conseguimos virar. Voltamos para o segundo tempo muito bem, melhor que o primeiro, e conseguimos o resultado. Acho que essa é a cara da Ponte Preta. Voltamos com mais força de ataque e conseguimos fazer as jogadas”, afirma César, que compensou fazendo o gol de empate da equipe. Gol este que já havia sido tema de conversa entre ele e o técnico Vadão desde 2013.

“Em um programa de rádio que estava junto com o Vadão ano passado, o repórter afirmou que meu gol diante do Criciúma ano passado ajudou a desempregar o Vadão. Eu falei: ‘Olha professor, estava defendendo meu time.Mas se um dia eu tiver oportunidade de trabalhar para o senhor, pode ter certeza que vou te ajudar’. E depois do jogo ele veio falar comigo e disse que o que eu tinha prometido eu cumpri. Falei para ele que pretendo ajudar mais vezes. Mas vou focar em ajudar mais lá atrás mesmo e deixar os atacantes fazerem gols”, revela César, que reforça sobre seu posicionamento em campo.

“Sou contratado para defender, mas de vez em quando tem que sair um gol, porque é importante para ajudar a equipe. Mas é trabalhando que conseguiremos acertar”, ressalta o jogador, que completa falando sobre o que espera do time do Oeste, no próximo sábado (01), às 18h30, em Campinas.

“O Oeste vai com tudo, com o Ituano veio aqui em casa e como o Atlético Sorocaba nos surpreendeu com aquele chute do Marcinho. Eles vão querer ganhar e nós também para distanciarmos do São Bernardo, que não está nos ajudando. É trabalhar forte essa semana, aproveitar a parte física do professor Juninho e a técnica do professor Vadão e conseguirmos a vitória no sábado, com o apoio da torcida”.

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