Cassini já se diz à vontade na Ponte, conta histórias de período na Europa e que mostrar ainda mais seu futebol na Macaca

 

Foto: PontePress/RaulSauan

A rodada passada, em que a Ponte venceu o Ituano pelo placar de 1 a 0, marcou a estreia de Matheus Cassini com a camisa da Macaca. O jogador teve um bom desempenho nos 27 minutos em que ficou em campo e se mostra muito motivado na sua nova equipe. “Agradeço muito a Ponte. Desde a época de Copa São Paulo eu soube que eles gostavam do meu futebol. Eu dei um passo maior que a perna em ter ido para a Europa, mas graças a Deus tive o tempo de recomeçar e nada melhor do que voltar para a Ponte. Já sabia que confiavam no meu trabalho e quero mostrar ele da melhor maneira possível”, afirma Cassini, que estava no Siracusa, na Itália e acredita que pode aplicar o que aprendeu lá, no seu futebol aqui no Brasil.

 

“Acho que voltei fisicamente melhor, com uma leitura de jogo melhor também. Joguei pouco na Itália, porém, colhi bons frutos. Estou procurando colocar essa idéia de jogo que eu aprendi com esse tempo que fiquei lá, aqui no Brasil. Com mais intensidade, uma leitura melhor e respeito tático”, explica o atleta, que também comenta o fato de ter que terminar seu período de recuperação de lesão na Macaca.

 

“O calendário europeu é diferente do nosso. Quando cheguei, eu estava no meio da temporada lá, vindo de uma sequência de 15 jogos e tinha sentido uma lesão na sola do pé lá na Itália. Mas já estava no trabalho de adaptação no campo e quando cheguei na Ponte, fiz um treino, estava ok, mas achei melhor tratar da maneira correta. E foi melhor, para voltar e não sentir nenhuma dor”, acredita o jogador.

 

Totalmente recuperado, Cassini diz onde se sente mais a vontade dentro de campo. “Sou um meia-atacante. Posso atuar como camisa 10, na ponta esquerda ou direita. Quando atuou pelas pontas gosto de me movimentar bastante. Sempre joguei assim. Na Copinha jogava de ponta, no Paulista Sub 20 eu atuava de meia e então não vejo problema em atuar em qualquer uma das posições”, avalia o atleta, que analisou sua primeira partida pela Ponte.

 

“Eu estava bem tranquilo para ser sincero, porque nas semanas de treino é passada essa tranquilidade para nós. Eu entrei e parecia que já estava jogando na Ponte fazia um tempo. E uma semana antes já estava treinando bem. O jogo é fruto do treinamento. O João Brigatti, até quando éramos treinados pelo Felipe, me dava muita confiança, muita moral e brigava bastante comigo, porque queria me ver bem. Agradeço muito a ele pela oportunidade”, revela Cassini.

 

E quando o assunto é treinador, Cassini recorda o período em que trabalhou com Tite, atual técnico da Seleção Brasileira de Futebol. “O Tite foi um cara que me deu muita moral. No meu primeiro treino no Corinthians fez questão de me dar parabéns, pelo título da Copa São Paulo e procurou me tratar, como todos os outros atletas. Desde os que estavam lá há anos, até os que como, tinham acabado de chegar. Sou muito grato a ele, é um cara nota mil e ele ficou chateado sim pela minha saída. Ele conversou comigo antes deu ir embora, mas espero ter a oportunidade de trabalhar com ele um dia”, diz o meia-atacante.

 

Já sobre a vida na Europa, onde atuou nos últimos dois anos, Cassini destaca a vida na Itália, e lamenta período difícil na Croácia. “Eu falo italiano. Fiquei dois anos lá. Tinha que aprender. A comida é sacanagem. Se não tiver cabeça lá, você volta pesando cinco quilos a mais. Eu comia muito bem. Mas sempre procurava não fugir do cardápio. Comia em casa. Procurava comer bem, arroz, feijão, que com muita luta nós encontrávamos. Lá tem muita massa, mas se comer todo dia você engorda. Procurava não fugir muito do cardápio. A Itália é um pais muito lindo, culturalmente legal, língua bacana, boa comida, mas não fugia do cardápio e é por isso que estou bem fisicamente”, reforça o atleta, que acrescenta.

 

“Já na Croácia, quando cheguei estava frio. Nunca tinha visto neve na vida e lá estava -6°C. Estava nevando muito e não falava croata, não sabia perguntar se ia ter treino ou não. Saí para o treino e peguei o carro nevando e fui ao treinamento. Cheguei e dei de cara com a porta, às 8 horas da manhã. Só tinha a roupeira lá falando comigo “nema, nema, nema”  eu não sabia o que era. Fiquei uma meia hora para descobrir que não ia ter treino! É difícil estar em um lugar que não conhece a língua, ainda mais nessa situação, com frio, nevando. Foi difícil, mas são coisas que acontecem para contar história depois”, completa Cassini.

 

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