Carpegiani promete empenho, quer futebol compacto e determina: temos que ser rápidos, dois meses para alavancar a campanha e estar por cima na tabela

Treinador afirma ainda que gosta do futebol agressivo e competitivo: prefiro conquistar três pontos com uma vitória do que com três empates

O técnico Paulo César Carpegiani chegou ao Majestoso e, no início desta tarde, falou à imprensa sobre o que irá fazer e como vê a equipe da Ponte Preta que, na opinião dele, tem plenas condições para se recuperar no campeonato. "Já estive aqui antes como jogador e como treinador, do outro lado, e sempre tivemos dificuldades para enfrentar o time e torcida, uma das mais fanáticas do futebol brasileiro. Não mediremos esforços para, no mínimo, esta instituição e a torcida serem representadas como devem. Se vamos vencer ou não veremos em campo, mas vamos buscar resultados. E temos que ser rápidos, não gosto de estabelecer prazos, mas creio que temos dois meses para alavancar a equipe e estar lá por cima da tabela", diz.

Na opinião do novo comandante alvinegro, apesar de estar na lanterna a Ponte não se encontra em uma posição tão distante. "Não é tão difícil fazer recuperação., mas temos que nos esforçar no campo, buscar resultados dentro ou fora de casa. Estou tranquilo, o que vi da Ponte acompanhando alguns jogos me mostrou que temos condições de reverter isso, mas isso são palavras: temos é que transformar isso em ações", afirma.

Carpegiani relembra que, em 2010, quando deixou o Atlético Paranense – na quinta colocação do Brasileiro – e assumiu o São Paulo, a equipe paulistana oscilava entre o 15º e o 16º lugar. "Agimos rapidamente, pois em campeonatos longos e de pontos corridos como o Brasileiro você tem que se recuperar com rapidez. Ganhamos cinco partidas seguidas, um recorde, e nos recuperamos. Depois, na sequência, por causa de muitas lesões, tivemos queda de rendimento, perdemos três, e terminamos em torno da oitava posição. Mas a reação tem que ser rápida."

Questionado sobre o apoio da torcida, o treinador agradece, mas diz que quer conquistar ainda mais. "Espero merecer muito mais apoio. É promessa minha ao torcedor que ele vai ver time dedicado e comprometido dentro de campo. Hoje temos só três pontos, estamos em último, mas a mim isso não assusta. Tenho confiança no que posso produzir e, claro, conto com jogadores para isso", ressalta.

Sobre o estilo de jogo que prefere adotar, Paulo César Carpegiani é claro. "Sou oriundo do futebol gaúcho, e nós somos metidos a ter futebol agressivo, competitivo. Quero ver minha equipe realizar isso. Gosto do futebol compacto, que parece fácil, mas na prática é difícil. Quem o pratica hoje? Talvez apenas o Barcelona e a Seleção da Espanha, e o Bayern. O Corinthians, sob o comando do Tite, também tem um estilo interessante de jogo. Mas reforço, gosto de time compacto, competitivo, agressivo: prefiro conquistar três pontos com uma vitória do que com três empates", enfatiza.

O comandante pontepretano destaca que o objetivo no momento é recuperar a equipe e subir na tabela, mas prefere não prever a que posição deve chegar. "Prometo trabalho, tenho confiança no que faço e na minha opinião este elenco não merece a posição em que está, não fizeram o Paulista que fizeram à toa. Porém, fixar o lugar onde chegaremos seria petulância, e além disso tenho um grande defeito: sou muito perfeccionista e cobro demais, sempre busco mais quando atinjo um ideal."

Tempo de contrato, reforços, Adrianinho e Cléber

Sobre o fato de ter assinado apenas para o Brasileiro, Carpegiani vai direto ao ponto. "Futebol é exclusivamente resultado, por isso não assinamos um tempo de contrato tão longo. Dependemos das vitórias para transformar depois em um período maior e sou consciente disso", diz. E completa acrescentando que, mesmo que o apontem como o técnico mais experiente a assumir a Macaca nos últimos tempos, isso não muda a necessidade de acertos.

"Estou feliz com o desafio de assumir o time e de comandar uma equipe como a Ponte, a tradição que ela representa. Talvez eu tenha mais experiência que o Kleina, que foi meu auxiliar técnico, por sinal, e que o Guto quando eles assumiram a Ponte, mas o que conta é o trabalho. Neste sentido, todos somos apostas, todos dependemos de resultado", acredita.

Em relação a possíveis reforços, Carpegiani pontua que é necessário primeiro conhecer melhor o time. "Sou um empregado que acaba de chegar e a direção tem maturidade e o conhecimento do time. Vou ouvi-los, tenho a minha comissão técnica para analisar o time, vi a Ponte em alguns jogos e a campanha do Paulista dá o direito de pensar que a equipe é boa. Agora, uma coisa é ver jogador jogar, outra é trabalhar com ele. Neste momento nossa ideia é ver o que termos. Só teremos condições de dizer o que vamos precisar depois desta análise", explica.

Perguntado sobre uma possível chance a Adrianinho, o técnico diz que tratará todos os jogadores igualmente. "Não tenho preferência por A ou B. Se a torcida gosta, a imprensa gosta, deve ser bom, mas vamos ver. Oxalá ele seja o melhor jogador que teremos. Quero usar o que tivermos de melhor e quem se enquadrar nisso vai entrar, seja Adrianinho ou qualquer outro. Adoro futebol, prezo quem tem técnica e qualidade, e estes vão ter chance de mostrar trabalho."

Já em relação ao zagueiro Cléber – que mesmo antes das recentes polêmicas já tinha agendada reapresentação na segunda e não amanhã (e por quem surgiram novas propostas de venda) -, o treinador informa que ainda não conversou com a diretoria sobre o atleta. "Não falamos sobre isso, mas em futebol tem que ter ambiente. Muitas vezes há situações incontornáveis, não sei se é este caso, mas temos que decidir conjuntamente pelo melhor para a Ponte. Como disse, é muito diferente ver o atleta jogando e trabalhar com ele, mas vim com esperança de atuar com a equipe que eu assisti nos jogos, os jogadores que eu vi em campo. No entanto, o ambiente tem que ser sadio, isso é mais importante", opina.

Ele fala ainda sobre outro atleta, que já atuou sobre sua tutela: o atacante Rildo. "É um jogador com características importantes. Rildo tem muita velocidade, bom drible, é perigosíssimo, eu me preocuparia com ele se estivesse do outro lado."

Por fim, Carpegiani confirma que comandará o time do banco e não da arquibancada, como fez em um período no Vitória, e fala sobre os auxiliares técnicos, Rodrigo (que veio com ele) e Zé Sérgio (fixo pela Ponte). "Gosto de informações, se eu não sei como joga adversário, fico aturdido. Vivo e respiro futebol 24 horas e vou estar no gramado, ali na frente. Conto com minha comissão para fazer um bom trabalho, já trabalhei com o Zé no São Paulo e sei que ele é extremamente competente. O Rodrigo é meu filho, ótimo profissional, e está no meio conquistando cada vez mais seu espaço. Tenho confiança total nele, assim como no Zé e no Marcão (o gerente Marcus Vinicius), que também já conhecia", finaliza.

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