Camisa 9 na década de 50, Baltazar comemorou 80 anos na sexta (20) e voltou a pisar no gramado do Majestoso

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Atuais – PontePress/ThiagoToledo
De época – PontePress/Arquivo

 

 

Um exemplo a ser seguido, um nome que marcou história nos 113 anos de vida da Ponte Preta. Na última sexta, dia 20 de setembro, Egydio Felizardo – mais conhecido como Baltazar (apelido que foi dado a ele pela semelhança com o centroavante Baltazar, ex-Corinthians) – completou 80 anos de vida. A convite da Macaca, o ex-camisa 9 alvinegro da década de 50 foi ao Majestoso, onde relembrou com satisfação o tempo que viveu no time campineiro e até bateu uma bolinha no gramado onde já havia pisado tantas vezes como profissional.

 

 

"Sou um pontepretano roxo. No meu tempo o presidente era o Moysés Lucarelli, a Ponte Preta era um time forte. Ganhamos aqui do São Paulo, campeão paulista na época, por 3 a 1. Aqui nós não perdíamos. Aqui nós fazíamos gol mesmo. Dois pontas abertos, atuando pelas alas, vinha os cruzamentos e nós arrematávamos", relembra com orgulho o ex-centroavante alvinegro.

 

 

Para ele, a prática esportiva de antigamente era diferente da atual. "Na minha época o futebol era mais de respeito. Não tinha pancadaria, só se jogava futebol. Hoje, não, às vezes tem pancadaria, maldade, e naquele tempo todos eram amigos. Era uma ambiente de humildade um com o outro. Todos se gostavam. O conjunto era harmônico, não tinha briga e até os adversários respeitavam. Também não tinha briga nas torcidas Acho que hoje está tudo meio bagunçado”, diz.

 

 

Uma semelhança entre o presente e o passado, porém, são as viagens que os times fazem, deixando os atletas distantes de parentes e amigos. O ex-jogador conta que, já em sua época, a distância era imposta entre profissionais e famílias, mas já então sem grandes problemas. "A família entendia. Nós saíamos para viajar e eles ficavam tranquilos. Ninguém ficava nervoso porque era a nossa profissão. Era um contrato que tínhamos que cumprir", fala Baltazar, que teve em dos seus grandes momentos a excursão realizada pela Ponte em 1955 no Norte e Nordeste. O ex-centroavante foi o artilheiro da equipe nesse período, com 15 gols marcados.

 

 

Além disso, rememora outro destaque com a camisa da Macaca. "Meu melhor momento no futebol foi em 1957. Da Ponte Preta fui para o São Paulo. Mas antes de ir para o time da capital eu fiz três gols de calcanhar em cima deles. Aí o São Paulo veio e me levou para lá, dando três jogadores para a Ponte. Foi o momento de maior destaque na carreira", conta.

 

 

A memória dos tempos passados é, para Baltazar, razão de alegrias diárias. "Me agrada relembrar esses momentos. Eu tenho meu álbum e sempre olho. É um passado bom. Vitorioso. Sempre fui bem quisto em todo lugar que passei. Sempre cumpria com minha obrigação. E isso é importante. Ter seriedade ", afirma.

 

Ainda chutando a bola com firmeza e sem esconder a emoção de pisar no campo do Majestoso tanto tempo depois de ter deixado a profissão na qual trouxe tanta alegria aos torcedores, o ex-camisa nove finaliza falando sobre esse sentimento. "Sempre gostei do cheiro da grama. Esse aroma sempre foi saudável: é um alimento do passado. O campo de futebol sempre foi minha segunda casa. É uma coisa que grava na mente para sempre.”

 

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