Renato Cajá será poupado para não agravar lesão e só deve estrear daqui a três rodadas

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PontePress/GuilhermeDorigatti

Infelizmente, os exames comprovaram o que ninguém queria: o meia Renato Cajá terá a sua reestréia com a camisa da Ponte Preta adiada.  “Na segunda-feira o Renato nos trouxe a queixa de dor na panturrilha esquerda e os exames de imagem mostraram um edema. Ele está melhor em relação à dor, porém quando o músculo é solicitado para arranque ou salto gera desconforto e, para não agravar a lesão, vamos poupar o atleta”, diz o Roberto Nishimura, chefe do Departamento Médico alvinegro.

O médico explica que, se o jogador for a campo sem tratar a lesão, ela pode aumentar e levar até oito ou nove semanas para ser curada. “Não dá pra arriscar transformamos uma lesão que é tranqüila de se cuidar em algo maior que leve dois meses pra curar depois, aí já acabou o campeonato. Nosso foco é preservar o atleta, respeitando primeiro a relação médico paciente. Ele precisa estar 100% bem para desempenhar. Se o colocarmos nas condições em que está não vai render o que pode e ainda pode piorar”, reforça.

Ele conta que Renato deverá ficar fora dos próximos três jogos. “O Renato ficou triste, pois está com uma vontade imensa para reestrear. Mas não podemos ser irresponsáveis com ele, arriscar prejudicá-lo e ao time, é melhor preservá-lo e tê-lo inteiro na sequência. Na segunda vamos reavaliar a lesão com ultrassom e, estando com a lesão fechada, começamos o trabalho de transição. Acreditamos que o processo vai levar uns dez dias”, pontua.

Nishimura explica como funciona a etapa de transição. “Uma vez que o jogador está sem dor, faz essa transição para estar bem preparado. Iniciamos essa ação aqui na Ponte há uns três anos: o jogador tem o acompanhamento pessoal de um de nossos preparadores, que aumenta a intensidade do treino gradativamente e assim as chances de reincidir a lesão são mínimas. Isso finalizado ele está apto a jogar, dependendo aí dos treinos e da determinação do treinador.”

Nishimura explica ainda que a lesão apareceu por fadiga, o que classifica como uma fatalidade. “Ele estava aqui na Ponte desde a Copa do Mundo, mas não estava treinando de forma regular até por conta de questões contratuais. É um atleta que veio do exterior, teve seu último jogo lá há dois meses e nossa fisiologia vem acompanhando tudo, mas é uma fatalidade, aconteceu por fadiga”, diz.

Elton, Alef, Bob e Edno

O médico acrescenta que o volante Elton, que também sentiu um desconforto na coxa, foi liberado pelo DM para treinar e, desde que não volte a sentir dores, está apto a jogar na sexta. Questionado em relação a Alef, que passou por recente lesão no dedão do pé e hoje realizou exames em Paris para ver se está apto a jogar pelo futebol francês, o médico crê que o atleta está em ótimas condições.

“Ele está tratando lesão do pé, mas é algo simples, não é nada que limite. Só precisa de tempo para passar a dor e seguir sua carreira, seja aqui ou na Europa”, diz. O chefe do DM finaliza falando sobre a recuperação do volante Fernando Bob, que já vem treinando com a equipe e pode voltar aos jogos a qualquer momento.

“O Bob está liberado totalmente por parte do DM, pra jogar agora a questão é físico e técnica. Ele ficou dois, três meses sem jogar, e para estar de volta à condição de atleta de alto rendimento é treinar no dia a dia. O Edno também foi liberado e está à disposição do Guto”, finaliza.

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