Gustavo Bueno confirma contratações de Alexandro Macacão (que já treinou nesta sexta) e Christian, e fala sobre treinador e desempenho da equipe

Em campo o elenco alvinegro segue na preparação para enfrentar o Santos neste domingo (13). Já nos bastidores, a diretoria do clube – e em especial a de futebol – trabalha forte buscando reforços para o grupo e para garantir que a equipe possa voltar a atuar bem e a vencer, se afastando da Zona de Rebaixamento o mais rápido possível. Com o fim da janela de transferências do Brasileirão se encerrando na próxima terça-feira (15) o trabalho está intenso para a regularização de dois novos atletas: o atacante Alexandro Macacão, que já treinou nesta manhã, e o meia Christian, vindo do Ituano.

“Estamos em processo de conclusão da contratação do Alexandro. Nós já vínhamos conversando com o Bahia e a situação estava meio complicada, mas acabamos conseguindo. A exigência do Bahia para a liberação dele era a ida do João Paulo para lá, então não havia outra maneira. Em uma reunião com a comissão técnica e diretoria entendemos que seria o melhor. O jogador também entendeu e optou por isso. Ele chegou nesta manhã e estamos tentando colocá-lo no BID o mais rápido possível para que já possa atuar no domingo”, diz o gerente de futebol Gustavo Bueno, que também comenta sobre a chega do meia Cristian e os boatos sobre a contratação de Jorge Wagner.

“O Cristian é um atleta que estava encaminhado para ir para o Sampaio Correa, mas conseguimos a viabilização junto ao Juninho do Ituano e ele bem para cá. Ele deve chegar também hoje e vamos correr contra o tempo para regularizar também ele o mais rápido possível. Já o Jorge Wagner teria um custo alto que é fora da realidade da Ponte. Existia esse interesse, ele era um dos nomes, mas queria uma situação contratual mais longa e com uma condição financeira que ia inviabilizar para a Ponte. Optamos então pelo Cristian.”

Se por um lado esses atletas devem chegar, dificilmente alguém deixará o elenco no momento, até mesmo em virtude de contratos. O trabalho deve ser de recuperação dos jogadores, como explica Gustavo Bueno. “Nós tivemos que fazer antes algumas contratações pontuais em detrimento de algumas saídas e nem todas conseguiram atingir as expectativas. Eu acredito que nós não temos que ficar aqui expondo os jogadores, mas que resolver internamente. Muitas vezes quando o jogador vem por empréstimo existem cláusulas que impedem de retorná-lo ao clube de origem com multas altas, assim como o próprio regulamento que impede de jogar por mais de dois clubes”, diz.

Bueno exemplifica. “O Léo Costa, por exemplo, jogou a Copa do Brasil pela Portuguesa e a Série A aqui, então ele é um jogador que não pode mais se transferir. Quando nós trazemos um profissional, trazemos a expectativa de que vai dar certo e às vezes as coisas não acontecem. Temos que trabalhar para recuperar esses atletas para voltarem a dar o máximo que podem. Às vezes ele nunca vai conseguir um patamar 10, mas se ele é um 6 temos que trabalhar para ele poder voltar a ficar no 6. Se formos analisar um a um desde o começo do ano, acredito que o balanço dessas contratações é mais positivo do que negativo.”

Para o gerente de futebol alvinegro, o momento é de dar apoio ao time, inclusive ao treinador Doriva. “No momento da saída do Guto nós entendemos que as coisas não estavam acontecendo e optamos por fazer a troca do Guto, que estava aqui na Ponte já há um ano e pouco. O Doriva chegou, a equipe tem oscilado, e uma das pautas das nossas conversas é que temos que fazer a mudança interna nossa. Temos que dar apoio ao Doriva, que se analisarmos tem um aproveitamento baixo até aqui, mas temos que ter em mente um contexto muito maior com trabalho, dia a dia, ambiente do grupo e se o treinador está se adaptando ao perfil do grupo. Neste sentido, esperamos que as coisas voltem a acontecer. Acreditamos muito no trabalho do treinador e temos que dar credibilidade e confiança. Entendemos que ele faz parte do nosso processo e precisamos voltar a fazer bons jogos com já fizemos lá atrás”, afirma Gustavo Bueno.

CRÍTICA

Após a última partida diante do Vasco, diretoria, comissão técnica e jogadores se reuniram para uma conversa franca sobre a situação da Ponte no Brasileirão e colocaram os pingos nos is com os atletas. “Tivemos uma conversa com elenco colocando algumas situações. Futebol sem cobrança não existe e nos faz crescer. O sinal de alerta está ligado e precisamos de algo a mais para sair dessa situação. Na última partida acho que o time não fez um primeiro tempo bom e não encaixou, aquilo que deveria acontecer não aconteceu, mas não houve má vontade dos atletas na partida Em minha opinião o segundo tempo nós iniciamos muito bem e teve a expulsão. Não sei se fosse para o Vasco ele daria, assim como logo depois poderia ter dado o segundo amarelo para o Herrera e não deu. Apesar disso não podemos justificar a derrota em cima do árbitro. Em outros jogos tivemos grandes atuações, mas neste faltou um algo a mais para buscar a vitória”, diz.

Gustavo Bueno enfatiza que entende o sentimento do torcedor, mesmo porque ele também é pontepretano de coração e filho do maior ídolo da Macaca, o eterno camisa 10 Dicá. “O torcedor está frustrado e nós também ficamos, ninguém quer esta situação, e a cobrança é válida sempre, desde que sem violência e sem danificar o patrimônio do clube, que afinal de contas é a razão de todos estarem aqui. Mas temos que seguir além desta frustração e nos unirmos em prol da Ponte, apoiar o time, pois estou certo que podemos voltar a ter uma boa atuação e terminar o campeonato de maneira digna da camisa pontepretana.”

 

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